– Menina, como é que se chama o livro do António Saramago?
– Caim. E é José. José Saramago.
– Tanto faz. Mas não é esse livro, é qualquer coisa com cavalos.
– Ah, esse é do António Lobo Antunes.
– Qual deles é que se tem vendido mais?
– Temos vendido muito dos dois…
– Olhe, afinal não quero nenhum deles. Levo este, que tem um título mesmo a calhar. E a Margarida Rebelo Pinto sempre é mais conhecida.


Eh!eh!eh! O título está o máximo!
Assisti hoje a um diálogo real que não fica a dever nada a este que inventei, numa livraria onde comprei uns presentes de Natal. Uma senhora trocava os nomes dos autores e confundia os títulos de vários livros conhecidíssimos, e acabou por levar um livro qualquer só por causa do título, depois de chatear meio mundo com perguntas. Fiquei a apreciar o prato, claro.
Excelente!
🙂 Cromos, Leonor…
Magnífico Ana. Sorte ( ou talvez não) para o presenteado não receber o Paulo Coelho. O “Onze Minutos” seria uma prenda adeuqda, quiçá…
Isso seria o golpe de misericórdia, Carlos! Paulo Coelho só se dá a um inimigo a quem se deseje onze minutos de vida…
Adequada, queria eu escrever
Bravo, Ana (não vá a editora da MRP descobrir roubar-lhe a “ideia”), excelente…;))
E trocar-lhe o nome com a Agustina? 😉
Essa, também, é boa…Eu referia-me ao seu “título” como publicidade …. Eu não sabia o nome do livro da MRP e cheguei lá…;))
LOL. Há com cada cromo…
Boa malha!
Acho que mais de metade das pessoas que compraram estes dois livros não vão lê-los, Nicolina. Mas fazem questão de tê-los em casa ou de oferecê-los, não sei porquê. Parece ser obrigatório neste Natal…
🙂
Pois, é bem capaz de ser como diz. Não é o meu caso. Não comprei qualquer deles para ler nem, tão pouco, vou oferecer: não são leituras prioritárias para mim e não gosto de oferecer livros que não li…
Aos que gostam de temas bíblicos posso recomendar este: 009/10/caroco-de-azeitona.html.
http://assirioealvim.blogspot.com/2
Dos Lobo Antunes, o meu preferido é este: http://www.gradiva.pt/livro.asp?L=10025 0
🙂
Sempre atenta, Nicolina. Obrigada e um Bom Natal para si.
Deliciosamente imaginativo, Ana. Já estou a ler e a gostar do Caim , os Cavalos não faço tenções de comprar, era mais um a ir para o monte dos livros do ALA que não consigo ler, e a pilha já vai grande :)))
Deliciosamente real…
😉
Ainda não me atirei a nenhum deles, Ariel. O Lobo Antunes dá-me cada vez mais preguiça, o Saramago irrita-me. Mas hei-de lê-los, talvez quando passar a moda.
Ana, posso fazer minhas as suas palavras? POis não é que dizem exactamente o que se passa comigo? … Haja Deus calguémmintende.
:)))
E um Feliz Natal, para si Ana!
Obrigada, Cristina. Para si também, com um novo ano a condizer!
Grande título, Ana.
Obrigada, Ana Margarida. Não resisti.
Muito bem apanhado Ana. O exemplo de um postal verdadeiramente típico desta era.
:))))
A literatura não está imune à esquizofrenia natalícia, Maria do Sol…
🙂
São ” os cavalos que não se abatem “, Ana…
Ou que se abatem sobre nós, CR… 🙂
Este seu texto, Ana, vai directinho para duas licenciadas em História que trabalham na Fnac. Fazem colecção das anedotas dos clientes.
E acredito que sejam muitas, Maloud. Este diálogo é fictício, mas podia perfeitamente ser real. Aliás, como já disse lá atrás, ouvi ontem um muito parecido com este.
Episódio verídico
-Onde está a Alice no País das Maravilhas do Oscar Wilde?
– Está na Literatura Estrangeira na letra L. É do Lewis Carroll.
– Já lhe disse que é do Oscar Wilde e não encontrei.
Movimento da cabeça em direcção à amiga
-É sempre a mesma incompetência. Parecem os meus alunos.
-Um momento, pf. Vou buscar.
……………….
– Está aqui a Alice do Lewis Caroll. Boa tarde e obrigada.
As professoras que por aqui escrevem, escusam de ficar abespinhadas. Eu já fui professora e conheço bem o grau de ignorância atrevida de muitas das minhas ex-colegas.
Ups! No melhor pano cai a nódoa…
Muito bom, Ana… eh eh eh he… eu pensei logo que os cavalos também se abatem, mas neste caso quem merecia ser abatida era o cliente. 🙂
Sem dó nem piedade! Não fora ser Natal… 😉
Não há coincidências.
Também me parece…
Ana,
Infelizmente somos um país de pacóvios sem qualquer cultura literária e que lê (quando lê) sem qualquer sentido crítico ou de gosto.
Umas Boas Festas para si.
É verdade, Paulo. Seguimos modas até na literatura, sem grande critério pessoal.
Um beijo e bom dia de Natal.