
João Carvalho: «Se respeitarem o limite de velocidade, hão-de dar com eles logo ali adiante. Porque é que foram colocá-los ali? Sei lá. Eu não sou o Júlio Machado Vaz, ou acham que sim?»
José António Abreu: «Hora de almoço. Após um início de manhã enevoado, o Sol brilha. Sentados no passeio, costas contra a parede de um edifício, encontram-se uns quantos trabalhadores da construção civil. Uma mulher (trinta e poucos anos, vestido leve, casaquinho pendurado no braço esquerdo), caminhando na minha direcção, passa-lhes à frente. As cabeças dos homens vão rodando devagar. De súbito, ela leva a mão à boca e espirra. Imediatamente, um dos homens diz: «Biba!» (Estamos no Porto.) Ela sorri e agradece.»
Laura Ramos: «Começo a pensar que os enteados da nação (sim, aqueles sobre quem se diz que nunca trabalham) poderão começar a inverter a sua má-sorte e a capitalizar o seu labor anónimo. A ideia nasceu-me quando consciencializei que continuarei a trabalhar e a preocupar-me e a comparecer à chamada, mesmo em férias teóricas.»
Rui Rocha: «Jorge Jesus está de parabéns. É sempre com satisfação que vemos treinadores portugueses triunfarem no comando de equipas estrangeiras.»
Sérgio de Almeida Correia: «Como diria um amigo meu, agora faz-se tudo de qualquer maneira, é “meia-bola-e-força”, sem subtileza, sem classe, sem curar aos pormenores, seja no amor ou na política.»
Teresa Ribeiro: «Palpita-me que neste momento já muitos portugueses se estão a interrogar se é melhor ser “dos mais carenciados” e usufruir de isenções ou descontos vários (ao nível fiscal, nos transportes, saúde e educação) ou dos menos carenciados. É que contas feitas, os menos carenciados levam para casa sensivelmente o mesmo que os outros. Logo, quem recebe um subsídio de 500 não se sentirá motivado a trocá-lo por um salário de 800. Não será por preguiça, mas por uma questão de economia doméstica….»

Coca-bichinhos em acção: as citações da Ana Craveiro, do João Campos e do José Gui Pimentel são as mesmas de ontem.
Obrigado, João. Já corrigido.