Em Cuba não há opositores. Há “dissidentes”, como lemos e ouvimos a toda a hora em Portugal. É espantoso como o léxico oficial da mais velha ditadura do hemisfério ocidental, feroz repressora dos direitos humanos, consegue contaminar o discurso jornalístico dos países com liberdade de imprensa. Pela mesma lógica, um Álvaro Cunhal ou um Mário Soares, por exemplo, nunca teriam sido opositores a Salazar: não passariam afinal de “dissidentes” do regime.
O discurso da ditadura
Pedro Correia,

A mesma razão porque para os jornalistas, Fidel Castro era o “Líder Cubano” logo legítimo. e o António Oliveira Salazar o “Ditador Português” logo ilegítimo, ou Pinochet “Ditador Chileno”.
Curioso foi ver como no jornalismo o Kadafi passou de “Líder Líbio” a “Ditador Líbio” quando caiu em desgraça…
São de esquerda a maioria do jornalistas. por isso uma parte está pela razão a contragosto nas dúvidas da Democracia e Liberdade, Mas o seu coração estará para sempre com as certezas do Totalitarismo Marxista e por isso pelo Supremacismo Social que leva ao assassínio em massa.
Outros limitam-se a copiar o que vem na Lusa…
“São de esquerda a maioria do jornalistas.”Concordo. Exemplo: o Snr Pedro Correia.
A imprensa sempre teve essa tendência. De memória antiga – por isso não me lembro dos nomes das cidades – um semanário francês titulou em 3 semanas consecutivas:
– O monstro corso desembarcou em (?).
– Napoleão entrou em (?).
– Sua Majestade Imperial é aguardada amanhã em Paris.
https://twitter.com/Reuters/status/14154 08298405384202
Temos aqui a Reuters “Cuban protests risk exacerbating COVID-19 spike”
Como eu já disse o Covid é o primeiro vírus progressista, não há perigo do Covid nos protestos da esquerda, só nos que estão contra a esquerda…
Bem capaz disso é ele.
Em Portugal os dissidentes estão no governo, no parlamento e em várias estruturas que deveriam ser públicas. O povo não corrompido deve ser oposição.
Inqualificável
Um nojo. De cócoras perante a ditadura cubana, a começar na linguagem que utilizam.
Atendendo a que a ditadura em Cuba já dura há mais de 60 anos é natural que nos dias de hoje não haja opositores e só haja dissidentes. Se houver opositores ou estão nos lares, ou já faleceram.
Só no exílio estão mais de três milhões. Votaram com os pés.
Em Física, o estado de movimento ou de repouso de um objecto depende da variação (ou não) da sua posição em relação ao referencial: para diferentes referenciais, o objecto pode ter diferentes estados. Para muitos que cá fazem política, comentário ou jornalismo (e fazem-no, amiúde, em combinações dos três), a teoria é semelhante: o estado de dissidência ou de oposição de um indivíduo depende da variação (ou não) da posição desse indivíduo em relação a um referencial – sendo que aqui o referencial calha sempre a ser o do próprio observador.
Para terminar: não deixa de ser irónico que os cubanos se estejam a revoltar contra o regime enquanto tantos portugueses, cada vez mais, se mostram confortáveis com a cubanização do nosso regime.
Em Cuba revoltam-se não com o apoio da imprensa que se diz livre cá do burgo mas apesar dela. Sempre mais solidária com os opressores do que com os oprimidos em Havana.
Como em toda a religião, a preservação de relicários é essencial à motivação dos crentes.
Cuba tem esse importante papel de figurar o sucesso de manter um rebanho de milhões aquietado pela maior parte do tempo; em que os ‘dissidentes’ que se afogam em fuga vão encobrindo as mortes dos que morrem em terra.
A mais longa ditadura do hemisfério ocidental trata como lixo alguns dos melhores cubanos, incluindo os intelectuais – muitos dele reprimidos a tal ponto que procuraram a libertação no suicídio.
Gente como Antón Arrufat, Arturo Sandoval, Bebo Valdés, Belkis Cuza Malé, Cachao López, Carlos Alberto Montaner, Carlos Franqui, Celia Cruz, Eliseo Alberto, Eloy Gutiérrez Menoyo, Gustavo Arcos, Jesús Díaz, Néstor Almendros, Norberto Fuentes, Olga Guillot, Orlando Jiménez Leal, Paquito d’ Rivera, Pedro Luis Boitel, Raúl Rivero, Reinaldo Arenas, Severo Sarduy, Virgilio Piñera, Willy Chirino e Zoe Valdés.
Um longo estendal de “dissidentes”.
«Se eles disserem que me perdi, procurem-me em Havana.»
Federico Garcia Lorca
Versos pré-castristas, obviamente.
Imprensa livre, mas alinhada.
Em Cuba não há imprensa livre. Não há um só jornal que escape ao controlo total da censura e da polícia política.
Já na China não há opositores nem dissidentes. Parece que desaparecem misteriosamente raptados por OVNIs. Direitos humanos? O PCC é exemplar no seu cumprimento. Em Cuba é que é tudo diferente. Porque será?
O comunismo cubano só sobrevive pela repressão, pela censura, pela proibição das liberdades fundamentais e pela omnipresença da pide lá do sítio. Há informadores pidescos a cada esquina.
‘té qu’enfim.
Já temos mais umas notícias para variar com estas da (ou do?) covid, e da Venezuela já não está a dar. O México vem a seguir, o novo presidente até disse coisas a favor do governo cubano (as tvs não se interessaram).
Cá está outro, a favor da ditadura e contra o povo cubano. Outro que não vê opositores em Cuba: só “dissidentes”.
Cunhal não era opositor de Salazar: era “dissidente” do regime.
Cuba protests: Tax on food and medicine imports lifted
Esperemos pelas criticas da esquerda contra esta decisão ultraliberal da ditadura cubana…
Ultraliberal é aquela do Moedas com os passes grátis para os idosos, com esta é qu’ele tramou o Medina, a ser que queira fazer o mesmo que na Grécia há dez anos: ver quem dava mais benesses aos eleitores. Mas estou convencido haver em letras muito pequeninas a informar ser só liberalmente para idosos que não andem.
Um médico em Cuba tem como salário médio mensal o equivalente a 30 euros.
Por isso só não fogem de lá os que não podem.
Ganha muito mais um porteiro de hotel em Madrid do que um médico especialista em Cuba. Eis uma das mil “conquistas” do comunismo.
Encurralada no seu próprio labirinto, a tirania incapaz de dar pão, trabalho, vacinas e liberdade ao povo cubano.