
Cláudia Köver: «E eu que achava que podia continuar a vangloriar-me perante os meus amigos e colegas austríacos, alemães, suíços, suecos, romenos e até búlgaros, que apesar de uma gigantesca dívida pública regressava a um país cujas temperaturas de verão oscilavam entre os 27 e os 30 graus. Mas, já nem isso Portugal – que agora mais parece o nordeste brasileiro no início do inverno – me tem para oferecer. Mais uma praga socrática?»
Rui Rocha: «Com o novo acordo ortográfico, um vintém-de-santo-antónio passará a ser um vintém de Santo António. Mas, um acordo cretino é um acordo cretino e há coisas que não mudam.»
Eu: «Seria bom que todos os jornalistas reflectissem profundamente neste caso: o News of the World violou regras básicas da profissão ao pactuar com crimes e cometer outros. Infelizmente, era premiado por uma multidão de leitores que devorava com avidez esta edição dominical do Sun: em média, o jornal vendia 2,8 milhões de exemplares. Mais lamentavelmente ainda, muitos proprietários de jornais – e, pior que isso, muitos jornalistas – defendem este modelo de imprensa. Em nome das tiragens, das audiências, do “sucesso”. Esquecendo que o verdadeiro jornalismo é o que cumpre as regras deontológicas, contribui para uma sociedade mais adulta e torna o público mais esclarecido. O resto resume-se a uma palavra: lixo.»

“o verdadeiro jornalismo”
Isso não existe, nem nunca existirá.
Vende o melhor pregão!
Existe, existe. Há o jornalismo verdadeiro e o jornalismo falso.
Como em tudo.