A ambição do país


Paulo Sousa,

Vivemos num país em que a matemática só entusiasma quando se está num apuramento para, ou durante, uma competição internacional de futebol.

Ainda os jogadores não tinham regressado ao balneário, após a derrota com a Alemanha, e já os mais talentosos matemáticos de bancada tinham sossegado o país com a garantia de que no jogo de hoje, com a França, até podemos perder por dois golos que continuamos na competição.

Se a Selecção das Quinas fosse treinada pelo PS, a táctica teria sempre a derrota como objectivo, mas só por dois golos. Se conseguíssemos esse objectivo ambicioso festejaríamos emocionados essa grande vitória. Se por azar, ou arte do adversário, sofrêssemos o terceiro golo, então a cabeça do responsável de gestão do Regulamento Geral da Protecção de Dados da Federação teria de rolar. Com coisas sérias não se brinca.

11 comentários em “A ambição do país”

  1. Temos sempre o Passos Coelho. No fundo, como se sabe e está mais que demonstrado, a culpa do que quer que seja está nele.

    E em último caso há sempre o Salazar.

      1. O preço dos combustíveis é uma questão de gestão.
        O segredo é colocar combustível sempre em euros.
        Tipo 50 euros, tanto faz estar barato como caro, 50 euros são 50 euros.
        Já 50 litros de gasolina aditivada 98 que andará pelos 85 euros se não fosse a carga fiscal não chegaria a 40 euros.
        Como diria o eng. Guterres: “é só fazer as contas”.

    1. Antes do Coelho houve um Soares que ficou com o subsídio de Natal. Mário, de seu primeiro nome. A memória é curta. Ou selectiva, enfim.

  2. Não existe a derrota com objetivo. Há a vitória e a derrota. Se Portugal ganhar o campeonato com certeza que não vai dizer: “Que jogo tão mau com a Alemanha que a seleção fez, deem a vitória à Alemanha”. O objetivo do campeonato é ganhar o título, não ganhar os jogos todos da pré-eliminatória e ter uma vitória moral, enquanto outros ganham a final.

    Se o objetivo as eleições de 2014 era formar governo e Passos Coelho tivesse vencido as eleições, então era o maior incompetente do mundo, ganhou as eleições e mesmo assim não soube formar governo. Ao contrário dos saudosistas da Troica penso que não é assim tão incompetente, o que aconteceu foi que PERDEU as eleições de 2014.

    1. A coligação PAF ganhou o jogo e perdeu o campeonato. O governo da geringonça teve apoio parlamentar suficiente para governar e assim foi democraticamente legitimo.
      Os resultados estão à vista e são coerentes com a estagnação das últimas décadas.

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