Ela: “Olha, esta embalagem até vem lá da nossa terra!”
Ele: “Ai, que giro.”
17 comentários em “A viagem do plástico”
É lamentável o que se vê. Nas praias e noutros lugares. A educação que se dá não está adaptada às necessidades. São demasiados exemplos teóricos e muito poucos os que têm natureza prática. Aprende-se com o exemplo e praticando. Por isso, todos somos responsáveis pelo que se passa com o lixo.
Bea, o problema da poluição dos oceanos, na verdade, até pouco tem a ver com os frequentadores das praias mas muito a ver com o sistema económico predominante no planeta: como já alguém aqui fez notar, «A família (do cartoon) devia ser chinesa» porque lá está, por uma qualquer razão que não lhe veio à cabeça, como é que se explica que 1,444 milhões de chineses (ou 1,353 milhões de indianos) até podem poluir mais do que os 746 milhões de europeus – só pode ser pelos «Equívocos habituais: a culpa é dos brancos»! Mas o que acho mesmo deveras surpreendente é até que, para além de saber que a “culpa” recaindo sobre os 2,797 milhões de chineses e indianos, ambos os povos até nem são grandes adeptos de irem à praia para já não falar de que “a garrafa mais poluidora”, a da Coca-Cola, até é pouco consumida na China e praticamente inexistente na Índia. Infelizmente, o planeta onde vivemos é de todos nós, quer na poluição, quer na pobreza: não são só os pobres de todo o mundo que nos vêm bater à porta… um destes dias será também a poluição chinesa e indiana.
Pode não ser ceguinho, mas, pelos vistos, associa a imaginação à visão. A mulher representada no “cartoon” parece muito satisfeita com o seu achado, o que eu interpreto como muita falta de preocupação ambiental.
Não consigo ser tão pessimista. Pegando apenas no exemplo das praias, o comportamento das pessoas evoluiu imenso de há 30 anos para cá. Podemos quanto muito considerar que o ritmo seja lento, mas as novas gerações têm uma maior consciência ambiental.
A família devia ser chinesa, porque não é a Europa e muito menos os alemães que poluem os oceanos. É a Índia, da península sul-asiática e da China que vem a maior parte do lixo nos oceanos.
Pois não. Mas também não vou evitar fazer o que se deve fazer, só porque os outros não o fazem. A minha consciência é-me bem mais importante do que o que os outros pensam ou fazem. Trata-se aliás de um princípio bem cristão. Dar o exemplo é o meu moto de vida.
Afinal sempre há beatas tresmalhadas e perdidas no egoísmo da sua consciência.
A lição a retirar deste cartoon – na minha opinião – é que ninguém nesta família aqui representada – seja o elemento do sexo feminino seja o elemento do sexo masculino, ou seja os adultos – parece incomodado sequer importar-se com o facto de “aquilo” já não ser uma praia e ser antes uma lixeira a céu aberto! [quanto à criança, ela vai para onde os adultos responsáveis a levam, e ali está ela sentadinha a brincar com lixo!]
A mulher parece ter ficado admirada – apenas isso – estando eles longe de casa vir a encontrar uma embalagem do seu país num outro país [não me parece preocupada/alarmada pela situação] no mar!
O ser humano é adaptável, consegue mergulhar no lixo sem problemas! O postal é sem dúvida educativo: prepara as crianças do futuro para o mundo sujo em que habitamos.
É lamentável o que se vê. Nas praias e noutros lugares. A educação que se dá não está adaptada às necessidades. São demasiados exemplos teóricos e muito poucos os que têm natureza prática. Aprende-se com o exemplo e praticando. Por isso, todos somos responsáveis pelo que se passa com o lixo.
Bea, o problema da poluição dos oceanos, na verdade, até pouco tem a ver com os frequentadores das praias mas muito a ver com o sistema económico predominante no planeta: como já alguém aqui fez notar, «A família (do cartoon) devia ser chinesa» porque lá está, por uma qualquer razão que não lhe veio à cabeça, como é que se explica que 1,444 milhões de chineses (ou 1,353 milhões de indianos) até podem poluir mais do que os 746 milhões de europeus – só pode ser pelos «Equívocos habituais: a culpa é dos brancos»!
Mas o que acho mesmo deveras surpreendente é até que, para além de saber que a “culpa” recaindo sobre os 2,797 milhões de chineses e indianos, ambos os povos até nem são grandes adeptos de irem à praia para já não falar de que “a garrafa mais poluidora”, a da Coca-Cola, até é pouco consumida na China e praticamente inexistente na Índia.
Infelizmente, o planeta onde vivemos é de todos nós, quer na poluição, quer na pobreza: não são só os pobres de todo o mundo que nos vêm bater à porta… um destes dias será também a poluição chinesa e indiana.
Ela e Ele !
A mulher observadora vs homem indiferente, irresponsável e criança.
Era bom que mulheres e homens pudessem conviver pacificamente! Mas não as feministas alimentam e reclamam o ego da sua superioridade.
Que saudades da Madre Teresa de Calcutá!!!
Rui Rodrigues
Você vê aqui feminismo? A sério?

Sim!
A autora é perspicaz! E de forma oportunista insinua as diferenças de preocupações ambientalistas da Mulher vs Homem.
Eu não sou ceguinho !
Rui Rodrigues
Pode não ser ceguinho, mas, pelos vistos, associa a imaginação à visão.
A mulher representada no “cartoon” parece muito satisfeita com o seu achado, o que eu interpreto como muita falta de preocupação ambiental.
P.S. Sou a autora do post, mas não do “cartoon”.
Não consigo ser tão pessimista. Pegando apenas no exemplo das praias, o comportamento das pessoas evoluiu imenso de há 30 anos para cá. Podemos quanto muito considerar que o ritmo seja lento, mas as novas gerações têm uma maior consciência ambiental.
Esperemos que sim, Ricardo.
A família devia ser chinesa, porque não é a Europa e muito menos os alemães que poluem os oceanos. É a Índia, da península sul-asiática e da China que vem a maior parte do lixo nos oceanos.
Equívocos habituais: a culpa é dos brancos.
A culpa é de todos.
A cortesia é um gesto bonito mas não podemos ser só nós a fazê-la.
Pois não.
Mas também não vou evitar fazer o que se deve fazer, só porque os outros não o fazem.
A minha consciência é-me bem mais importante do que o que os outros pensam ou fazem. Trata-se aliás de um princípio bem cristão.
Dar o exemplo é o meu moto de vida.
Afinal sempre há beatas tresmalhadas e perdidas no egoísmo da sua consciência.
A lição a retirar deste cartoon – na minha opinião – é que ninguém nesta família aqui representada – seja o elemento do sexo feminino seja o elemento do sexo masculino, ou seja os adultos – parece incomodado sequer importar-se com o facto de “aquilo” já não ser uma praia e ser antes uma lixeira a céu aberto!
[quanto à criança, ela vai para onde os adultos responsáveis a levam, e ali está ela sentadinha a brincar com lixo!]
A mulher parece ter ficado admirada – apenas isso – estando eles longe de casa vir a encontrar uma embalagem do seu país num outro país [não me parece preocupada/alarmada pela situação] no mar!
O homem a nadar num mar de lixo!
A criança sentada no areal a brincar com lixo!
No todo, cartoon visionário. Alerta!
É isso mesmo, Té.
O ser humano é adaptável, consegue mergulhar no lixo sem problemas! O postal é sem dúvida educativo: prepara as crianças do futuro para o mundo sujo em que habitamos.