
Ana Lima: «Basta abrir algumas páginas de alguns jornais e lá estão eles. E à saída do comboio ou do metro, impressos em cartões, mais ou menos rígidos, que os próprios ou outros entregam em mão. Os seus nomes lembram, quase sempre, as origens africanas que alguns fazem questão de explicar dando a conhecer os ascendentes familiares ligados a poderes de magias negras e brancas. Em muitos casos é referido o dom hereditário. São sempre homens. Os serviços oferecidos, com algumas variações, são do domínio do oculto. E os problemas em que se assumem como especialistas vão dos mais prosaicos aos que tocam a complexidade mais absoluta.»
Ana Vidal: «Rebentou ontem na Islândia o vulcão Grimsvotn, com cinzas que já atingem 20 km de altura. Parece que é o pior vulcão desde há 100 anos, pior ainda do que aquele que paralisou o tráfego aéreo há bem pouco tempo. E o mais estranho é que não se fala nisso nas notícias, ou pelo menos eu não dei por isso. Por aqui, o mais parecido que temos é o debate Sócrates-Passos Coelho…»
Fernando Sousa: «Se eu tivesse alguma coisa a ver com o PS ou o engenheiro Sócrates, nos dias que correm não gastava nem um cêntimo na campanha eleitoral: os dois estão tão presentes no nosso universo bloguista que não é preciso deitar dinheiro à rua – no sentido mais literal do termo. É assustador! E não estou a dizer nada que todos não saibamos desde que o general Humberto Delgado afirmou, com uma argúcia hoje desaparecida, que pouco lhe importava que dissessem mal dele, desde que falassem dele. Perdeu, como se sabe, e pelos motivos que se conhecem também.»
João Carvalho: «Aterrou hoje no aeroporto de Beja o segundo avião, com lotação esgotada. Um aviãozinho de 49 lugares com quatro turistas a bordo, que parte umas horas depois com as restantes 45 pessoas de regresso e quatro lugares vazios. É suposto que o Alentejo venha a ter uma semana agitada. Um aeroplano duas vezes no ar e quatro estranhos sete dias em terra? Não é caso para menos.»
José António Abreu: «Perante o aplauso de muitos, que lhe elogiaram e ainda elogiam as tácticas, Sócrates reforçou a nossa incapacidade para a autocrítica, a ideia que temos de que reconhecer enganos é sinal de fraqueza. Ao fazê-lo, tornou-nos menos evoluídos, menos disponíveis para aprender e melhorar. Esperemos que não o suficiente para estarmos já incapazes de o perceber.»
Luís M. Jorge: «O PS já não está em campanha, está em freak-show.»
Patrícia Reis: «Podemos separar-nos do homem ou mulher que um dia achámos ser o homem ou mulher da nossa vida, mas um amigo, um amigo verdadeiro, está connosco para a vida. Faz parte de nós. No bem e no mal.»
Rui Rocha: «Pelo visto, o PS terá prometido que não utilizaria outdoors na campanha eleitoral para as legislativas de 2011. Entretanto, o PS começou a colocar outdoors. Perante esta aparente contradição, Vieira da Silva, director de campanha, veio esclarecer que “o PS não vai fazer uma campanha tradicional com base em outdoors“ e que a sua colocação em alguns locais é meramente simbólica. Ora, esta explicação introduz uma importante distinção entre tradição e simbolismo nas campanhas do PS. Na verdade, se estamos bem recordados, a tradição é fazer promessas que nunca foram cumpridas.»
