25 de Abril às vezes


José Meireles Graça,

As sociedades precisam, para reforçarem o cimento que as une, de assinalar datas fundacionais de qualquer coisa. Comemorar o nascimento de Cristo, no Natal, ou a sua ressurreição, na Páscoa, interessa não apenas entre nós aos católicos ou aos pertencentes a outras denominações cristãs, mas também aos agnósticos e ateus porque estas celebrações se inscrevem no largo mundo dos fundamentos civilizacionais judaico-cristãos, quer tenhamos ou não consciência disso (além de pagãos greco-romanos mas ei, não estou aqui com grandes profundidades, que não tenho leitores de escafandro).

Feriados civis são outra coisa: remetem para mudanças de regimes ou factos históricos identitários. Os Americanos entopem as ruas no 4 de Julho porque num dia desses, anteontem, declararam a independência; e os Franceses a 14 do mesmo mês soalheiro porque, com um desacato, fundaram a indústria exportadora de revoluções, mais prestigiada ainda que a dos queijos.

Nós temos o 1º de Dezembro por termos enxotado os Filipes; e o 5 de Outubro porque, para quase toda a gente, se celebra um assassinato político e a queda da nefanda monarquia e, para alguns, a data da assinatura do tratado de Zamora. As da fundação da nacionalidade e restauração da independência assinalam-se hoje por inércia porque a mudança do governador do BCE é muito mais importante para nós do que a eleição do presidente da República; quem são os comissários europeus mais relevante do que quem são os ministros; e o perfil do chanceler alemão ou do PM francês, e as suas crenças e o estado de espírito dos respectivos eleitorados, mais decisivos do que os nossos pais da Pátria, que têm assento no Parlamento. De modo que como o que se festeja é uma hibernação só se pode esperar que os discursos sejam ocos, razão por que ninguém os ouve – o que queremos ouvir é o rolar dos TIRs que trazem o dinheiro da Europa.

O 25 de Abril pertence à categoria do 28 de Maio: os militares fizeram uma passeata num caso para acabar com a bagunça e no outro com a guerra colonial sem fim à vista.

Ambos os golpes evoluíram para regimes, salazarista um e democrático o outro, este último só depois de anulada por um triz a golpada comunista que nos teria transformado numa Albânia com uma quantidade inusitada de receitas de bacalhau.

Em bom rigor, o 25 de Novembro é que o regime poderia celebrar, mas nem interessa muito: pouco mais de 2 milhões de portugueses de hoje já tinham 20 anos em 1974. E são esses que, se fossem desfilar para a Avenida da Liberdade, se lembrariam sem intérpretes do que viveram naqueles tempos. Para os outros é uma memória histórica, de resto nublada com descrições interesseiras e uma quantidade prodigiosa de falsificações, e o que podem comemorar é a liberdade de comemorarem o que lhes apeteça. Porque o mais que estava no Programa do MFA (descolonizar e desenvolver) ficou como um processo traumático num caso e uma miragem no outro – Portugal era um país orgulhosamente independente na cauda da Europa e é hoje um país dependente da Europa, mas na cauda.

Comemorar a liberdade de opinião é motivo bastante – sem ela não há sociedades livres. E é aqui que a porca torce o rabo: A Iniciativa Liberal quis juntar-se ao desfile com sindicatos, partidos de esquerda, gerontes do Verão quente, outros cidadãos indesejáveis e outras organizações daninhas, mas a proprietária da marca 25 de Abril proibiu.

Por que razão a IL se quer juntar a tais saudosistas de abominações e beneficiários do Estado que minaram é um mistério; e, até por razões estéticas, desfilar ao lado do tenente-coronel Lourenço releva de uma falta de gosto que não ilustra aquela agremiação de liberais.

Razões pelas quais, das duas uma: ou a IL força as coisas e vai desfilar debaixo do arvoredo gritando palavras de ordem antigas abrilhantadas de autenticidade passadista (por exemplo: o 25 de Abril é do Povo, não é de Moscovo); ou segue o conselho que, com a autoridade que não tenho, ministrei no Facebook e que abaixo transcrevo. Era assim:

Não há outra avenida em Lisboa? À beira-mar, por exemplo, até à prisão de Caxias, para comemorar o 25 de Novembro. E ficava a Avenida da Liberdade só para comunas e primos, venezuelanos, capitães de Abril barrigudos e jornalistas dos jornais do regime.

17 comentários em “25 de Abril às vezes”

  1. o largo mundo dos fundamentos civilizacionais judaico-cristãos

    Isto é conversa de americanos. Os americanos (dos EUA) é que identificam os seus fundamentos civilizacionais como judaico-cristãos.

    Aqui em Portugal isso é um disparate. Os nossos fundamentos culturais são católicos. Não são judaicos, porque os judeus foram de cá expulsos há meio milénio, e nem sequer são cristãos, porque em Portugal a única variedade relevante de cristianismo é a católica.

    Portanto, em Portugal pode dizer-se “os nossos fundamentos civilizacionais católicos”. Judaico-cristãos, nunca.

    1. Bento XVI no seu notável discurso em Regensburg, definiu as origens europeias como a profética judaica, a filosofia grega e a religião cristã a que se juntaria o direito romano.
      Adriano Moreira (salvo erro foi ele) em muito feliz síntese, disse que quando a um viajante do exterior se deparasse um campanário, aí começava a Europa. E sim, a religião cristã, incluindo a católica, tem origens judaicas e gregas.
      Nada disto tem directamente a ver com americanos que são um subproduto europeu, extremamente eficazes em tudo o que seja materialismo mas deficitários ou insanamente excessivos, em tudo o que seja espiritual.
      É certo que as excepções – americanos cultos e lúcidos – como, por exemplo Ben Shapiro, um judeu ortodoxo, filia a sua filosofia política nos gregos mas persegue toda a história da filosofia europeia ate chegar ao neo marxismo que refuta com grande mérito.

      1. Bento XVI no seu notável discurso em Regensburg, definiu as origens europeias como a profética judaica, a filosofia grega e a religião cristã a que se juntaria o direito romano.

        Eu concordo com Bento 16 no relativo à religião cristã e ao direito romano. Também posso concordar parcialmente no relativo à filosofia grega (a qual, note-se, só se tornou conhecida na Europa a partir do Renascimento, ou seja, muito mais tarde do que o cristianismo e o direito romano). Já no relativo à profética judaica, discordo. Os mitos judeus tiveram uma importância muito reduzida para a visão da Europa, e ainda muito mais reduzida para Portugal – de onde, relembro, os judeus forma expulsos há 500 anos, e sempre severamente perseguidos durante 300 anos.

        Repito que, para um português, falar de origens “judaico-cristãs” só pode ser uma piada de péssimo gosto, tendo em vista a perseguição implacável e o ódio a que os judeus foram votados em Portugal durante muitos séculos.

        1. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida e procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é glorificado. Ele que falou pelos Profetas.
          Assim a profética judaica está incorporada no cristianismo, sendo quase universal pois esta parte do Credo é, no geral, comum a católicos, protestantes (a grande maioria), ortodoxos e orientais.

          O cristianismo, antes chegar a Roma, expandiu-se na Grécia. Os evangelhos, como os conhecemos, foram escritos em grego e o mesmo se diga das epístolas de S. Paulo. Grega era igualmente a cultura dominante das romanos.
          Esta dominância grega foi contestada em ramos originários cristãos no Médio Oriente que a consideravam uma deturpação do verdadeiro cristianismo e, por maioria de razão contestaram a versão romana estabilizada em concílios depois de Constantino. Esses ramos na maioria extinguiram-se mas alguns foram depois declarados herejes e subsistiram, como, por exemplo os Nestorianos dos quais um monge foi uma das grandes influências de Maomé.
          Também não é exacto que a cultura grega só se tenha tornado conhecida no Renascimento. A filosofia e a literatura com destaque para o teatro e os diálogos foi conservada e copiada nos mosteiros durante toda a Idade Média e estava acessível aos estudiosos. Os grandes Doutores da Igreja foram influenciados pela cultura grega. Pedro Julião, depois Papa João XXI cujas obra Summulae Logicales foi o livro de estudo de filosofia em toda a Europa por cerca de 3 séculos(1), era um Aristotélico.
          No Renascimento o que se deu foi a expansão do saber, acompanhada da secularização do ensino nas Universidades. Também se expandiu o saber científico, que tinha sido ignorado nos mosteiros, e que foi recuperado dos árabes que o conservaram: matemática, física, biologia, medicina, astronomia e geografia, foram conservados e desenvolvidos pelos árabes e alguns judeus e só tiveram intercâmbio com europeus nos muito raros períodos áureos em que um líder esclarecido conseguiu a colaboração das três religiões: Abd el-Rahman III em al-Andalus, Rogério II na Sicília, Alfonso X de Castela e, menos significativo D. João II, cuja Junta de Matemáticos integrava pelo menos um judeu e um árabe.

          (1) Algum tempo depois de Pedro Julião, Pedro da Fonseca (1528-1599) um jesuíta, produziu uma obra filosófica que dominou o estudo na Europa por dois séculos. É para mim motivo de imenso orgulho que, durante quase 5 séculos, quem sabia pensar (ou pelo menos quem sabia Lógica) tenha estudado por livros de um português.

          1. a profética judaica está incorporada no cristianismo, sendo quase universal pois esta parte do Credo é, no geral, comum a católicos, protestantes (a grande maioria), ortodoxos e orientais

            E, muito importante, é também comum ao Islão. De facto, os profetas judaicos assumem no islamismo muito maior relevo e importância do que no cristianismo. No cristianismo os profetas judaicos são considerados uma espécie de pré-história, cheia de erros e mal-entendidos que somente Jesus veio retificar. No islamismo, pelo contrário, os profetas judaicos são muito estimados e considerados portadores de uma mensagem absolutamente correta.

            a dominância grega foi contestada em ramos originários cristãos no Médio Oriente que a consideravam uma deturpação do verdadeiro cristianismo e, por maioria de razão contestaram a versão romana estabilizada em concílios depois de Constantino

            Certo. Muitos desses cristãos do Médio Oriente e, sobretudo, do Norte de África contestavam a visão, subsidiária da filosofia grega, de um Deus trinitário, e facilmente se converteram ao islamismo, com a sua ênfase da unicidade de Deus, quando este invadiu as suas terras.

        2. Perseguições e violência contra judeus são uma constante na história da Europa. Quando da 1ª Cruzada, quando os emissários tentavam arregimentar voluntários, houve quem pensasse que não fazia sentido ir combater os infiéis à Palestina enquanto os deicidas judeus estavam ali ao lado. Foram pogroms em grande número e muitos locais mas nada de generalizado. Depois houve as grandes expulsões, de Inglaterra e de França (em que muitos fugiram para a Polónia que os aceitou e onde ficaram até que Hitler matou 3,5 milhões de judeus polacos).
          Não há estudos que permitam comparar perseguições locais de origem popular em Portugal com as de outros países da Europa mas não foram importantes pois não ficaram registadas.
          Depois dá-se o casamento de Fernando de Aragão e Isabel de Castela – que alguns historiadores consideram a formação do primeiro estado racista da Europa – e, no quadro da vontade castelhana de dominar Portugal, a partir de 1480 (+-) começa uma forte propaganda anti-judaica com origem em Castela e, em 1506 dá-se a enorme tragédia do “pogrom” de Lisboa. Começado na Igreja de S. Domingos – não é por acaso que os Dominicanos dominariam mais tarde a Inquisição – espalhou-se por circunstâncias infelizes. A ausência da côrte, que atrasou por 3 dias o início da reposição da ordem e a presença de muitos marinheiros estrangeiros em Lisboa, que potenciaram os saques e violações que ocorreram.
          Significativo foi depois o contrato do 3º casamento de D. Manuel – que devia ser ensinado nas escolas – em que Castela impôs a expulsão dos judeus e a entrada da Inquisição. Como se sabe, D. Manuel torneou a questão, só expulsando os que se recusaram a converter e fez ouvido moucos à Inquisição, que só seria instaurada anos depois por D. João III quando já nada nem ninguém, incluindo o Papa tinha nisso interesse. Só à terceira embaixada é que o Papa lá assinou a Bula.
          Judeus já não havia e não havia ódio generalizado contra cristãos-novos. Assim a Inquisição deveu-se ao desejo de aumento do poder real; o Rei passou a ter jurisdição em assuntos religiosos com o que isso implicava de empregos a distribuir e verbas a receber.
          Mais nocivas até do que a Inquisição, foram as leis de pureza de sangue (um contrasenso em Portugal, cuja costa sofreu incursões desde os tempos dos Fenícios, passando por vikings, piratas árabes etc.) um conceito tipicamente castelhano entrado em Portugal pela alta nobreza que, como a realeza, se intercasava com a nobreza castelhana e que afastou os cristão-novos de certas profissões e, durante algum tempo até lhes impediu o acesso à universidade. Mas não havia ódio nem popular nem sequer da pequena e média nobreza. A Inquisição foi evoluindo para uma máfia que inventava cripto-judeus, na grande maioria abastados que viam os seus bens arrestados, pagavam o processo, a permanência nos cárceres e ainda a doutrinação católica a que eram obrigados. Uma Inquisição que se alimentava da Fé, como disse o padre António Vieira.
          Mas, contrariando a ideia muito propagandeada, a tortura nem sempre era aplicada (tive vários antepassados processados e, sobretudo nos último século e meio, a maioria não fi torturada) e, quando era, era decidida por três juízes, um dos quais um juiz régio, e ficava registada em auto (tantas voltas de roda, tantos tratos de polé, etc.). Nada de diferente das justiças seculares noutros países e na mesma época. Também os melhores cálculos, dão à Inquisição portuguesa uma média de 5 mortes por ano o que é irrisório se comparado com a Inquisição espanhola (ou o St. Barthélemy em Paris, ou a caça às bruxas dos bispos luteranos alemães).
          De resto, houve sempre relações entre judeus e a nobreza e, se os casamentos eram poucos, isso dever-se-ia mais a motivos religiosos. Na alta nobreza, creio ter sido judia a mãe do 1º duque de Bragança, cuja irmã germana foi para Inglaterra onde casou com o conde de Arundel e também a mulher de D. António, Prior do Crato, que o cardeal D. Henrique e Felipe II difamaram e atribuiram a alcunha de Pelicana.
          Por isso essa conversa de perseguição implacável e ódio é simplesmente treta.

          1. Perseguições e violência contra judeus são uma constante na história da Europa

            Não. Houve muitíssimos períodos e lugares onde os judeus levaram a sua vida em paz e foram bem integrados na sociedade. Inglaterra teve um primeiro-ministro judeu. A Alemanha teve muitos industriais (e cientistas) judeus. Na Holanda os judeus sempre viveram em paz. Na Rússia houve uma terra de assentamento de judeus legalmente delimitada.
            Somente houve dois países da Europa, a Espanha e Portugal, que infernizaram a vida aos judeus durante séculos a fio, não permitindo, ao contrário de todos os restantes países da Europa, que um judeu confesso lá vivesse e prosperasse.
            É por isso que falar da “herança judaico-cristã” faz muito sentido para um americano, e até mesmo para um alemão ou um inglês, países nos quais efetivamente os judeus muito contribuíram para a cultura. Pelo contrário, essa expressão é totalmente inapropriada para um português ou espanhol, países nos quais o judaismo foi sistematicamente reprimido e não lhe foi autorizada qualquer contribuição cultural.
            Eu revolto-me contra a apropriação por portugueses de uma expressão americana que, para Portugal, não faz qualquer sentido.

          2. Ou tem dificuldades de compreensão ou…
            A Inglaterra expulsou os judeus muito antes de Portugal. Em Portugal os judeus viveram sem problemas até à segunda metade do séc. XV. Claro que depois de os expulsar, aceitou alguns de alto nível sobretudo cultural. Disraeli foi primeiro-ministro no finais do séc XIX. Nessa época já judeus vindos do Norte de África ocupavam lugares na alta sociedade lisboeta.
            Se falar em perseguição sistemática, fale por exemplo na Rússia que forçou judeus ao exílio e a atravessar a pé a Transcaucásia para de pois fundar Tel-Aviv.
            Acha que a palavra ghetto é de origem portuguesa?
            Igualar Portugal e Espanha nesse campo é de uma ignorância e injustiça profundas.
            E, francamente, o que é que a profética judaica anterior em centenas e mesmo milhares de anos a Jesus Cristo, tem a ver com o que aconteceu ou não a judeus mais de mil a três mil anos depois?

  2. descolonizar […] ficou como um processo traumático

    Foi traumático para os refugiados das ex-colónias, especialmente de Angola. Mas não foi traumático para o país como um todo. O país saiu-se muito bem da descolonização. Os próprios refugiados também se saíram muito bem, praticamente todos se integraram e arranjaram emprego e casa com relativa rapidez (embora possivelmente nas ex-colónias tivessem vivido com mais luxo).

    1. “Todavia, o acordo não se realizou, e retirada não houve, mas sim uma debandada em pânico,
      um salve-se-quem-puder. Os militares portugueses, sem nenhum motivo para isso, fugiram
      como pardais, largando armas e calçado, abandonando os portugueses e africanos que
      confiavam neles. Foi a maior vergonha de que há memória desde Alcácer Quibir.”
      Foi assim que um intelectual do gabarito de José António Saraiva descreveu essa descolonização que considera que correu muito bem.

      1. essa descolonização que considera que correu muito bem

        Eu não considerei tal coisa. Só disse que ela não foi traumática para Portugal. Embora o tenha sido para os refugiados de África (conheci alguns ao longo da minha vida e não tenho dúvidas em afirmar que para todos eles a descolonização e a fuga de Angola foram traumáticas). Disse também – e isso é bastante consensual entre os historiadores – que o país se desenrascou muito melhor do problema desses refugiados do que era esperado – em poucos anos praticamente todos eles tinham arranjado emprego e habitação.

  3. desfilar ao lado do tenente-coronel Lourenço

    Não se desfila ao lado dele, desfila-se muito atrás dele, de uma tal posição que ele nem sequer se vislumbra.
    A maior parte dos participantes na marcha só vê a sua própria organização, aquela que desfila logo à frente e aquela que desfila à retaguarda. O Lourenço não é visto por quase ninguém. Para todos os efeitos práticos, quem desfila é a nossa organização, os outros não interessam.

  4. É pena que o 25/04 calhe a um domingo este ano. A comemoração alternativa que a descida patética da Avenida merece é uma bela ida à praia, mostrando aos sumos sacerdotes do regime que cada um tem a religião que bem entende.

    1. Seja domingo ou não seja, a Marta pode ir à praia a 25 de abril.
      Mas este ano talvez não, está prevista chuva.
      Eu prefiro ir apanhar sol para um jardim público perto de minha casa. É melhor que a praia.

  5. Mais um excelente texto de JMG, curiosamente parco de comentários. Decididamente não existe relação directa entre o qualidade de um texto oportunamente blogado e os número de comentários que provoca.

  6. Parece que as manifestações do 1º de maio são um crime sanitário sem nome, como se viu no ano passado, basta ver o que por aqui se escreveu sobre isso. Já as manifestações do 25 de abril devem ser abertas a todos sem limites. Esta modo de criar um incidente de indignação sempre que há uma manifestação de que não gostamos seria mais eficaz se fosse minimamente coerente.
    Sabe que o feriado do 1º de Dezembro foi criado pelo regime republicano?

    1. as manifestações do 1º de maio são um crime sanitário sem nome, como se viu no ano passado

      Bem observado. Mas há que notar que a 1 de maio passado havia 22 mortos por dia (na média a sete dias) de covid-19. Atualmente, há 3 mortos por dia. Mesmo descontando essa enorme diferença, a 1 de maio passado estava-se ainda no pico do pânico pandémico; atualmente a epidemia já nem medo causa, muito menos pânico.

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