
A Pfizer acaba de lançar uma campanha publicitária que nos diz que os genéricos da marca Parke Davis – a sua, claro – são de qualidade superior e de total fiabilidade, pelo que devemos preferi-los a todos os outros. Ou seja, diz-nos que os outros não são de fiar. Vi ontem o anúncio televisivo e fiquei boquiaberta. Serei eu a única a ver o absurdo de uma guerra de marcas de genéricos? É que eu pensava, pelos vistos ingenuamente, que o conceito "genérico" se traduz num medicamento sem marca, criado exactamente para evitar que o peso do marketing (criatividade, embalagem, promoção, etc.) se reflicta no preço final. Mas estava enganada. Afinal, tal como os animais do Orwell, também os genéricos são todos iguais… mas uns são mais iguais do que outros.

Quase tão normal como um Papa agnóstico.
Hehe…
Por acaso, não estou nada de acordo. Por que é que haveríamos de ter um Papa agnóstico e carote, se pudermos ter um Papa laico, jacobino, anti-clerical e mais em conta?
Claro que estavas enganada. Não há qualquer razão para preferir medicamentos da Pfizer, quando há genéricos da Parke Davis, da Pfizer. Por outras palavras: não há qualquer razão para pagar o ‘marketing’ da Pfizer, quando se pode pagar o ‘marketing’ da Parke Davis, da Pfizer. Entendeste agora?
(Parke Lane não parece o nome de um siloauto? Ou marca de canetas? Ou pronto-a-vestir em malha?)
Ahhh, agora entendi tudo! Obrigada.
Parke Davis, a mim, parece nome de troféu para corridas de automóveis.
Subtilezas do marketing, Ana, mas era absolutamente inevitável. O mesmo acontecerá, se a crise continuar, com as “marcas brancas” dos supermercados.
Tipo ‘prefira a nossa White brand’? Hehe…
Ou então um slogan plagiado, que se aplica neste caso como uma luva: “Branco mais branco não há!”
Esse parece plagiado do BCP: Banco mais banco não há, à primeira vista…
A lei portuguesa trata os genéricos como medicamentos de marca para que os médicos continuem a poder escolher os laboratórios preferidos. Por isso, quando lhe falarem do mercado dos genéricos em Portugal seja prudente. Não se trata de genéricos, trata-se de medicamentos de marca sem patente. Há uns anos, chamavam-se cópias.
Ora aí está uma informação que é útil.
Pois é. Assim não vamos longe, em matéria de credibilidade…
Ah, os genéricos.Esse apaixonante mundo novo. Ainda bem que os nossos prezados médicos nos defendem dessa tentação de receitar e consumir genéricos e medicamentos em unidose certa,como acontece em países atrasados do tipo Canadá, Inglaterra,Finlândia…
Bem visto.
Pois é…