

O JARDIM DOS FINZI-CONTINI (1962)
Autor: Giorgio Bassani
Realizador: Vittorio de Sica (1970)
Obra-prima da ficção melodramática que nos conduz a 1938, quando os judeus começaram a ser perseguidos na Itália de Mussolini. O filme, protagonizado pela bela Dominique Sanda, presta homenagem ao romance homónimo. Hollywood atribuiu-lhe o Óscar para melhor longa-metragem não falada em inglês.

a bela Dominique Sanda é, a avaliar pela fotografia que ilustra o post, a Miss T-Shirt Molhada.
Não li, mas já percebi que devo ler. Vi uma frase luminosa destacada num blogue brasileiro: Na vida, se alguém quer entender, entender verdadeiramente, como são as coisas neste mundo deve morrer pelo menos uma vez. Então, já que a lei é essa, melhor morrer quando jovem, quando se tem muito tempo pela frente, para se erguer e ressuscitar… Entender quando velho é terrível, muito mais terrível… spot.com/2018/05/o-jardim-dos-finzi-cont ini-1962-giorgio.html
Palavras que dão alento.
http://lendoosclassicosluizruffato.blog
Partilho com esse bloguista brasileiro o elogio rasgado a este belíssimo romance de Giorgio Bassani. Que li muito antes de ver o filme, muito bom também.
Bem escolhida, essa citação.
Aproveito para transcrever a versão do mesmo trecho contida na edição portuguesa (da Quetzal, p. 301)), em primorosa tradução do poeta Egito Gonçalves:
«Na vida, para se perceber, mas perceber verdadeiramente, como são as coisas deste mundo, deve-se morrer pelo menos uma vez. E então, uma vez que é essa a lei, o melhor é morrer quando ainda se é novo, quando se tem ainda tempo, diante de si, para se aguentar no balanço e ressuscitar…»
Ganha ainda mais brilho no português de Portugal. Além de uma vírgula absolutamente necessária.
Um bom filme por acaso. Depois de ler o post fui vê-lo no youtube. Valeu a pena.
Não li o livro. Também julgo que já não o lerei. Prefiro, no tempo que ainda tenho, ler livros de que nada sei e me surpreendam.
Belo filme, que mereceu o Óscar. Uma das últimas realizações de Vittorio de Sica.
Interpretação inesquecível de Dominique Sanda no papel de Micol, a protagonista.
Obrigada pela sugestão. É como diz, valeu o óscar. Aquele modo de olhar é único.