
Abel Soares Rosa: «Aprendemos tudo com os Kinks, os Stones, os Dave Clark Five, os Sheiks e, claro, os Beatles, naqueles Verões de todos os nossos amores. Sempre que tinha boas notas, a Mãe ia comigo à Concorrente, em Campo de Ourique, e comprava-me um disco ou um livro. Assim nasceu a minha paixão pelos Beatles e assim começou esta demanda da música (e dos livros) que sempre me acompanhou. Não sou fundamentalista, venham todos os formatos, mas o primeiro amor ninguém esquece, e o meu primeiro amor foi o vinil em 45 rpm (… e a Kitta). Os primeiros discos foram All You Need Is Love (o single) e o EP Strawberry Fields Forever/Penny Lane, e ainda um brinquedo, Yellow Submarine da Corgi, que ainda hoje acompanha o dono. Para iniciado, não foi nada mau.»
João Carvalho: «A 15 de Março de 1961, poucas semanas depois de ter estalado “oficialmente” a guerra em Angola, Lisboa assistia ao embarque no Niassa das primeiras tropas (quatro companhias de Caçadores) para reforçar a modesta guarnição angolana. Nesse dia, a União das Populações de Angola (UPA), de Holden Roberto, com apoio congolês, atacava brutalmente e de surpresa a região de Dembos, no distrito de Cuanza-Norte.»
Paulo Gorjão: «Ei-lo a provocar a crise de que é o único responsável. A crise que é fruto única e exclusivamente do seu comportamento. Ele que já mostrou, na forma como não informou o Presidente da República, que está preparado para colocar em causa o regular funcionamento das instituições. Já chega!»
Rui Rocha: «Durante mais de seis anos, confiámos a Sócrates um veículo que é nosso. O Primeiro-Ministro conduziu-o com a prepotência, o deslumbramento e a auto-suficiência que constituem o alicerce fundamental da incompetência. Ao longo do percurso, foi provocando acidentes. Uma chapa amolgada ali, um farol partido, uns riscos na pintura. Nos últimos anos, o contexto tornou-se mais exigente. Sócrates, desafiado pelos momentos difíceis, fez aquilo que qualquer irresponsável faria no lugar dele. Acelerou. Esqueceu-se, todavia, que a viatura já não estava em boas condições depois dos sucessivos embates que tinha sofrido. E desprezou na análise uma constante: a sua incompetência.»
Eu: «O País ouviu esta noite o primeiro-ministro, em entrevista à SIC, dizer pelo menos seis vezes que tudo fará para evitar uma crise política. E dizer pelo menos quatro vezes que tudo fará para evitar uma intervenção externa na economia portuguesa. José Sócrates confirmou, nesta entrevista, que vive em contínuo estado de negação. A intervenção externa é inevitável e a crise política já existe, aos olhos de todos: foi ele próprio quem a provocou ao anunciar um novo pacote de “medidas de austeridade” dois meses após ter garantido aos portugueses que não o faria. Agiu sem ter informado previamente o Presidente da República e a Assembleia da República, como é seu dever constitucional.»
