Eppure si muore


Maria Dulce Fernandes,

Ilustração-Bruno-Carbinatto-2.png

Vendo em retrospectiva, a vinda de Jesus Cristo, o heliocentrismo, o paradigma da terra esférica, a evolução, o holocausto, o homem andar na lua, o aquecimento global, etc., de entre muitos outros factos provados e comprovados, até chegarmos à presente pandemia, ao seu tempo foram todos postos em causa.

Não é pertinente descartar o negacionismo quando conhecimentos centenários, milenares até, são postos em causa ou a inquietação e a ansiedade perante o desconhecido nos tornam irracionais. Não é pertinente descartar a transvaloração do conhecimento, por o mesmo não ser imutável, muito pelo contrário: é critico e criativo e sempre em evolução.

Não é pertinente descartar as escolhas de cada um. É apenas pertinente descartar a falta de bom senso e a teimosia quando estas têm uma agenda. E quando essa agenda toma proporções que demonstram um total desrespeito pela vida humana e advogam práticas criminosas (cri·mi·no·so.  adjectivo relativo a crime, contrário às leis morais ou sociais), não pode nem deve haver contemplações ou juízos de valor.

Se apelar ao sentimento e ao civismo não é o bastante, não funciona e se torna no problema que obstrói a solução, erradique-se de vez. Penalize-se. Penalize-se pesadamente e onde dói mais: na vileza das moedas com que causam tanta dor, tanto desespero e tanta tristeza a tanta gente.  

Para todos os que negam e para todos os que aceitam a realidade, a verdade é apenas esta, como diria, quem sabe, Galileu se andasse por estas bandas nestes dias de incertezas e temores: Eppure si muore.

 

Cartoon retirado do Google

73 comentários em “Eppure si muore”

  1. Eppure si ” muove”.
    Quando em pleno século XXI a ordem dos médicos condena outros médicos pelo delito de censura, não é pertinente descartar a semelhança com a inquisição.
    A não ser que a Suécia seja habitada por Galileus.

      1. Pelos vistos Galileo seria uma sua vítima. Era um “negacionista” do geocentrismo…
        Ou seja quer violência para quem pensa diferente.
        Quantos livros e quais vai colocar no Index?

      2. Não sei se é “eppure so muore” ou ” eppure si muove”, eu prefiro o outro ditado ” os cães ladram e a caravana passa “. E nestes tempos de pandemia não há nada melhor que a abstracção para manter a sanidade mental.

          1. Infelizmente os cães que ladram não mordem. E se estão a ladrar é porque há outros animais a tentar invadir o seu habitat.
            Sejam de raça ou arraçados todos têm o mesmo direito de viver a liberdade, sem fundamentalismos.
            Bom fim de semana para si também

    1. A ordem dos médicos condena por delito de opinião (por delito de opinião, certa ou errada), sem que uma só pestana pareça vibrar por parte da intelligentsia vigente, e pelo país cresce uma empenhada legião de delatores, de bufos sobreexcitados, facto aliás já neste blogue bem constatado, e em texto superior. Liga-se a televisão pelas quatro da tarde de hoje e em duas estações emissoras vocacionadas para o noticiário, pública uma delas, não há noticiário: a abertura dos serviços de notícias desse horário, numa e noutra, é uma perfeita exaltação da razão e da gesta heróica de quem nos pastoreia por estes dias.

      Não há noticiário, há propaganda; não há relato objectivo, há qualificação claramente engajada. O que em si nada teria de mal, se a coisa fosse honestamente assumida, se não fosse essa risível máxima de informação independente que solenemente teimam em propalar, tomando-nos pelos cretinos que na verdade tanto fazem por nos tornar.

      A voz da sra. que apresentava a severa advertência às massas numa estação e do sr. que na outra fazia o panegírico ao líder (invocando a “ambição”, presume-se que ousada, do primeiro-ministro em matéria de vacinação), não atingem ainda, é certo, o comovido deleite da famosa apresentadora da estação norte-coreana. Mas esforçam-se e não é de afastar que lá cheguem. Felizmente há sempre a opção de desligar o aparelho. Ainda há.

      Vale a leitura (Contágios, Jaime Nogueira Pinto; nem de propósito, enfim). E o silêncio é precioso. Mas, querendo “companhia”, em fundo, baixinho, a Antena 2. Embora também ferreamente colonizada pelo politicamente correcto, vale pela música e por uma ou outra conversa que ainda – ainda – escapa a essa coisa a que, parece, chamam “cancel culture”. E que também anda aí, ufana e imparável, chame-se-lhe o que se quiser.

      Não, isto não é negacionismo. São tempos de confinamento e de desnorte do poder.

      Costa

        1. Decerto, minha senhora, faça o favor de discordar. Está isso, creio, na essência deste blogue. De quem nele escreve como autor, de quem nele comenta como leitor que por aqui encontra liberdade de concordar e discordar. Mas deduzo, então, que o que escrevo é para si retórica de negacionismo. Não é; falha minha que me não sei exprimir.

          Costa

        2. Você chama exagero noticioso, eu chamo alarme social, é apenas uma questão de semântica. Mas para quem está no limiar, como eu, o que estão a fazer é crime. Podem chamar-me negacionista, podem chamar-me o que entenderem, mas quando desvalorizam o meu ataque cardíaco em detrimento de uma pandemia que é muito menos mortal, olho para a sua imagem e só me apetece dizer:
          – Ó pá, vão pentear macacos.

          1. Dependendo do contexto, claro, é como você diz acima, enquanto uns ladram os outros pensam na VIDA , que é o que afinal está em causa aqui.
            Estamos conversados neste particular. Não trouxe nada de novo para a discussão senão mais do mesmo. NORMAL.
            BFS

          2. Aqui não há anjos e demónios, não há uns a ladrar e outros a pensar na vida, todos pensam na vida.
            Você sabe como é que eu me sinto depois de ter três vezes a minha consulta de cardiologia adiada?
            Sinto-me como um criminoso americano no corredor da morte.
            Só espero é que se morrer não digam que foi de covid.

          3. Oh! Uma consulta! Pensei que estava sem emprego para poder subsistir ou que os seus familiares e amigos tinham falecido de Covid! Ter que seguir as regras da vida saudável que lhe impuseram os médicos! É duro!
            Andar por aí sem máscara não cumprir o confinamento, patuscadas, etc… afinal é só uma gripezinha e se ficar doente não foi por ser irresponsável, foi porque lhe adiaram a consulta!
            Ovor and out, Carlos Sousa. Espero que nada lhe aconteça. Saudinha

          4. Oh, Maria Dulce!
            Então para si não é grave uma pessoa depois de ser operada ao coração estar mais de ano e meio sem acompanhamento?
            Para si, um enfarte agudo do miocárdio é sinónimo de uma vida desregrada e todos os que apanham covid é porque são irresponsáveis.
            Oh, Maria Dulce por favor…

          5. Oh Carlos Sousa, eu tive um enfarte com 50 anos. O meu pai morreu de enfarte. A minha mãe morreu de enfarte. Ninguém foi a tempo de operações ou pacemakers. Foram ambos fulminantes. O meu pai tinha 57 anos. Eu cuido-me como posso, mas tenho antecedentes e isso dá que pensar porque estou num gruoo de risco. Bomba relógio? Com certeza, mas não ando por aí a aparvalhar por causa disso. Estar revoltado com o mundo não devia de o fazer irresponsável e teimoso, muito pelo contrário, devia ser equilibrado e ter um compromisso acrescido para consigo próprio e para com quem interage consigo.
            Eu SEI o que é um enfarte. Bem demais. Não é só pela vida desregrada que acontece, mas apanhar Covid pode ser. Negar a doença é meio caminho andado para a contrair mais facilmente . Tenha juizo e cuide-se.

          6. Eu não estou a aparvalhar por causa do ataque cardíaco, eu estou a aparvalhar é com as medidas de combate à pandemia que provocam mais estragos que o próprio vírus.
            Porque é que não seguimos o exemplo da Suécia? Repare que tiveram muito menos mortes que nós e não houve nenhuma limitação de liberdades nem nenhuma obrigatoriedade absurda. A responsabilidade foi entregue aos próprios cidadãos.
            Eu não quero acreditar que a única solução encontrada para fazer face a uma pandemia tenha de passar pela infantilização de um povo.
            Acredito na liberdade, lutei por ela, não quero voltar atrás.

          7. A Suécia! Deve ter sido por isso, por ter corrido tudo tão bem e sem limitações que o tio Carlos Gustavo veio à RTP de lá fazer uma retratação e assumir o falhanço… enfim.
            Ficamos por aqui . De vez.

          8. Nunca foi. Vocês negacionistas da treta é que queriam imunidade de grupo, mas ao que parece e pelo exemplo da Suécia, o preço foi demasiado elevado. Pagou-se em vidas.

            https://www.dn.pt/mundo/falhamos-diz-o-rei-da-suecia-sobre-a-estrategia-do-pais-contra-a-covid-13148425.html

          9. Consulte novamente os dados e veja quantos morreram na Suécia e quantos morreram em
            Portugal.
            Se você considera a nossa abordagem um sucesso e a abordagem da Suécia um fracasso provavelmente está a ver o gráfico ao contrário.

          10. Os afanadinhos da virose andavam todos contentes a comparar a Suécia com Portugal, quando,os números na Suécia eram trágicos, atribuindo o facto à metodologia usada. Agora que os números se inverteram (infeliz mas previsivelmente) já dizem não fazer sentido comparações.
            E aí de quem levante uma qualquer dúvida; é logo apelidado, numa preguiça intelectual desmesurada, negacionista, terraplanista, egoista, com falta de sentido comunitário, defensor de eugenia e sei lá que mais.

          11. «Agora que os números se inverteram (infeliz mas previsivelmente) já dizem não fazer sentido comparações.»
            Lá está, ó “Makiavel», eu nem mesmo sabendo de todo o que podem ser os “seus” «afanadinhos da virose», recuso-me a ser um deles e, claro, nem tenho qualquer preocupação com possíveis comparações desde que elas sejam devidamente enquadradas com a realidade da altura vivida em ambos países: quando é que o “agora” do seu «Agora que os números se inverteram» até passou a fazer sentido? Novembro? Meados de Dezembro? O que aconteceu para que isso se tivesse verificado?

          12. O “agora” é com quase um ano de pandemia.
            O que aconteceu? Dizem os afanadinhos da virose que foi o povo que se portou mal, o Natal e as festinhas, os ajuntamentos nas fila da Primark, os restaurantes e outras explicações à lá carte. Eu, que não sou epidemiologista ou médico de saúde pública, esses seres omnipresentes do actual espaço mediático que têm explicação para tudo e o seu contrário, nem me atrevo a dizer o que quer que seja.

          13. “O que aconteceu para que isso se tivesse verificado?”
            Ninguém sabe. Porque é que não ocorreu em Outubro, Novembro ou …?
            E quem diz que sabe é negacionista da sua ignorância.

            Vocês, para começar a autora do post, vêem a ciência como os primitivos viam uma divindade.
            Como se o saber cientifico explicasse tudo sobre

          14. O tio Gustavo é um especialista? A Suécia mudou significativamente a sua abordagem? Perguntas retóricas, não carecem de resposta.

          15. A Maria Dulce Fernandes, para nós, nunca morrerá.
            Poderá dizer que não acredita nisso. De que o seu Ser (aquilo que é, isso, que esse verbo ser pronuncia) morrerá com o seu Corpo (tal como o título do seu Post afirma). Mas não acredito que não prefira a minha afirmação.
            Ora, essa preferência, não acredito que não gere aquela substância química (ainda não descrita pela Ciência), que permite essa sua continuidade.

          16. “Então para si não é grave uma pessoa depois de ser operada ao coração estar mais de ano e meio sem acompanhamento?”. Parece que não, Carlos Sousa; ou não mais do que um efeito colateral perfeitamente aceitável. Afinal, não terá sido mais do que um ataquezinho cardíaco. Consulte a sua consciência: encontrará a sua culpa, a sua grande culpa pelo que lhe sucedeu. E falecimentos relevantes serão, está visto os de (ou com) covid. Olhe, ganhe juízo, arrependa-se e siga você “as regras de vida saudável” que lhe terão sido prescritas. E boa sorte!

            É a verdade oficial. Triste. E tanto mais quanto, no caso, inesperadamente propalada.

            Costa

          17. Triste é negar a realidade , Costa, morre-se ! Têm caído que nem tordos! Os velhos! Os doentes! Mas para os eugénicos da negação isso não interessa nada. É como tudo o mais, uma guerra de opiniões. BFS.

          18. Mas onde, do que eu escrevo, Maria Dulce Fernandes, se pode concluir que nego isso? Nego eu a gravidade do que se vive? Há de facto negacionismo, nisso tem toda a razão, mas é – é também e em proporção importante – de sentido contrário: parece que só se morre de covid; ou pior, só o sofrimento e as mortes de covid são dignos de respeito. Só aos doentes de covid é devida assistência. O resto, ensina-nos a senhora, e do alto de uma cátedra, é fruto de vidas desregradas (e as mortes de covid, pelos vistos também, e em generosa porção; mas são as que importam, está visto).

            Bom fim de semana
            Costa

          19. Olhe Costa, eu , que posso bater a bota a qualquer momento e que saio de casa todos os dia para ir trabalhar com o credo na boca, estou esclarecida acerca dos exageros políticos da Covid19, das mortes por Covid, etc.
            Mas como conheço ou antes conhecia e tinha amigos, alguns mais novos do que eu que morreram de Covid, não consigo aceitar os lapos e lapistas que por aí andam a complicar esta complicação toda. É uma procura incessante, inconsequente e quase criminosa de protagonismo. Depois o outro amigo que foi operado, tem que tratar dele, como euntrato de mim. Não vou ao médico já fez um ano. Ainda não morri. Ele já foi operado. Ganha-me aos pontos e mesmo assim perfila no negacionismo.

          20. A bota, em boa verdade, conceder-me-á, podemos todos batê-la a todo o momento. Mas é evidente, e isso é inegável, que uns, pela sua condição mais frágil, seja a idade seja outro factor, mais facilmente a poderão bater do que outros. Ou, não a batendo, mais facilmente se verão forçados a enfrentar a vida com sequelas de outra forma ainda evitáveis. Ora que ao menos a esses – e não vale a hipocrisia das senhoras e dos senhores no poder, ao se manifestarem tão contristados pela alegada renitência dos cidadãos em recorrerem ao SNS por medo de contágio da covid, quando é o SNS que adia, remarca e volta a adiar consultas e exames de pacientes de “grupos de risco” e que já o eram, de risco, antes da covid (filho de octogenários, sei do que falo e ignoro aqui a minha mulher e eu próprio, algures entre os “late-fifties” e “early-sixties”, já que a senhora tanto aprecia expressões em língua inglesa; e também com coisas para contar, se valesse a pena) – fosse prestada a assistência devida. E parece desgraçadamente pacífico que não o estará a ser. E não, como nos querem fazer crer em verdadeira lavagem cerebral, porque os cidadãos sejam massiva e sistematicamente um bando de estroinas. De irresponsáveis sem perdão.

            Admita-se que o serviço, cronicamente padecendo de insuficiente investimento e frequentemente guiado por preconceitos ideológicos, está a rebentar. Mas não se culpe dessa desgraça, cinicamente, o comum cidadão. A não ser por reiteradamente dar o poder a quem dá (mas isso levava-nos a toda uma outra discussão, onde na verdade não há santos).

            Também eu saio para trabalhar todos os dias. Ou já nem todos, pois o trabalho no meu ramo de actividade de novo decresce preocupantemente (o que asseguro-lhe, registo aqui como constatação de facto e não como espécie de certificado de martírio). Não conheço o teletrabalho e, tudo visto felizmente, a minha experiência de “layoff” já passou. Até ver, pelo menos. E enfiado horas e horas num tubo de alumínio abundantemente – ou já nem tanto, por estes tempos – povoado, também me ocorre levar o credo na boca. Não perdi colegas e amigos, ainda, para o covid, nem desejo esse galardão. Sei de bastantes que tiveram ou têm a doença, mas seria precipitado e infundamentado dizer que em regra o contágio ocorreu no exercício da profissão, tantos são os cuidados a que nos obrigam e, antes mesmo disso, nos obrigamos.

            Trabalhamos (temos trabalho, felizmente), então e com isso vamos pagando as nossas contas e impostos, presumo, a senhora e eu. É a vida.

            De resto, a senhora não me respondeu: onde está do que escrevo, a demonstração de que sou um negacionista da covid, da sua gravidade e dimensão? Nem espero que me responda. É talvez tempo de declarar um armistício nesta nossa guerra de opiniões, como lhe chama, em que quem não perfilha a sua, integralmente, parece ser liminarmente negacionista. Seja, então.

            Costa

            Ps.: “over and out”, permita-me, é uma contradição de termos. Em fraseologia de radiotelefonia, “over” pressupõe que se espera uma resposta à comunicação efectuada; “out” que se termina uma comunicação sem se pretender resposta.

          21. Obrigado Costa, já me sinto melhor.
            É que com tantas regras de higiene e com tantos confinamentos tenho a certeza que se morrer, vou morrer saudável.

    2. Amigos, jubilemos ! Filhos de gigantes que fizeram as estradas do céu, depois de nós não virão outros, nem melhores !
      Temos o privilégio de viver o colapso da civilização ocidental, o século do império chinês que não precisou de um unico tiro para ganhar o planeta, bastou um virus e cumplicidades cobiçosas de poder e das comissões da Big Pharma !
      Ave, Cesar, Morituri te Salutant !

        1. Quando no julgamento de Nuremberga, perguntaram a (julgo que) Herman Goering como foi possível vender a mentira nazi ao povo alemão, simplesmente respondeu “Mentira ? Não, bastou criar-lhes o medo”.
          O morcego é absolutamente irrelevante.

  2. O mais espantoso, é que este apelo à censura e punição da opinião com que autora discorda é feita num blogue com um nome: Delito de Opinião.

  3. Essa certeza, não apenas da Maria Dulce Fernandes, de que o Ser morre com o Corpo… Talvez seja pior do que uma crença, dogma, ideologia ou fé. É acreditar sem provas. É uma coisa nada «Humana».
    Um verdadeiro ciclo-vicioso, que no seu belo livro “Lógica, Informática e Paradoxos”, Delahaye designa por “Quatro reações perante o Realismo”.
    Foi por causa dessa recusa que, hoje de manhã, criei um novo País.
    Designei-o … «Mundo-do-Além».
    E gravei na pedra quântica os seus primeiros Cinco Mandamentos.

    1. Quere-me parecer que as minhas crenças ou descrença não fazem parte desta publicação. Mas força na interpretação e boa sorte no Além. Eu por enquanto limito-me a tratar do corpo. Do espírito, se verá depois.

  4. As pessoas são educadas para se conformar e não para pensar.
    Dois mitos postos nos genes dos petizes e que duram para a vida, como se vê:

    1) Heliocentrismo (Giro. O Sol também gira…)
    https://alvor-silves.blogspot.com/2019/02/detalhes-do-livro-de-marinharia-1.html

    Conforme Pedro Nunes criticou Copérnico por ir buscar as ideias de Aristarco de Samos, o movimento é relativo, e o sistema de Ptolomeu permitia um cálculo efectivo da posição dos planetas, programado na Máquina de Anticitera (a História está cheia de teóricos da conspiração).
    Para efeitos dos meninos na escola, pode ser engraçado ensinar os princípios da maçonaria, e toda a sua Mitologia.
    É simples dizer que a Terra gira à volta do Sol. Mas é depois dito aos petizes que o Sol gira em torno da Via Láctea? Raro, muito raro.
    Mas, e então a Via Láctea é gira ou não gira?
    Falar-se em heliocentrismo como “correcto”, é de uma ignorância extrema, e só revela que não se percebe o que é o relativismo.

    2) Evolucionismo (Sobrevivência dos Sobreviventes)
    https://alvor-silves.blogspot.com/2017/01/fort-1859-sobrevivencia-dos.html

    Dizer que os mais aptos sobrevivem, não é dizer coisa nenhuma, conforme criticou Charles Fort (1859).
    Qual é a definição de “mais aptos”?
    Não há. Porque afinal de contas, os mais aptos foram os sobreviventes.
    Resume-se assim a dizer que os sobreviventes sobrevivem.
    Bravo, bravo! De génio!

    Isto não é negar a evolução, mas nada tem a ver com darwinismo, nem com outras Teologias científicas, que substituiram Deus pela “Deusa do Acaso”, a Fortuna.
    https://odemaia.blogspot.com/2013/07/ovo-evo-e-eva.html

    A ciência explica pouca coisa ou coisa nenhuma. Arranja explicações que se ajustam a alguns dados.
    Nada mais. Tudo o resto é pura ignorância, que de contemplativa passa a especulativa.

    A ciência não era assim. Mas a necessidade de política ateia quis transformá-la em religião, através de divulgação acéfala.
    Tinha o hábito de destruir teorias por evidências contrárias.
    Agora destroem-se evidências contrárias para segurar teorias.
    Não é que isso também seja novo, mas nunca tinha chegado a este “ponto de aquecimento”.

    O conhecimento enciclopédico, agora ao alcance de todos os génios da Wikipedia, não é conhecimento nenhum se for lido por macacos.
    Nisso estamos de acordo.
    Não vou continuar.

    Fiquem com as bananas. Fiquem com os bananas.
    Para efeitos do politicamente correcto, deixo os dois géneros.

    1. «As pessoas são educadas para se conformar e não para pensar.»
      Nem todas, caro “da Maia”, nem todas: por aqui, pelo DO, como pode confirmar, o que não falta são “pensadores” (e seja humilde: V. é apenas mais um deles! E pelas minhas “contas” até deveria ser o mais humilde de todos eles…) mas acredito que isso (o tal excesso de “pensadores” por aqui), de algum modo, até tem a ver com aquela tendência natural das espécies em via de extinção, de elas se juntarem para melhor se protegerem (e a propósito: acredite que o evolucionismo, naturalmente até tem evoluído e resumi-lo «a dizer que os sobreviventes sobrevivem» até nem é caricaturá-lo: é revelar ou 1. ignorância ou 2. desonestidade intelectual – escolha o seu ponto!).
      Infelizmente, no início do século XIX, como até deve saber, Darwin teve de enfrentar muitos maçons que, provavelmente, até desconheciam «os princípios da maçonaria, e toda a sua Mitologia» – claro, todos os maçons não foram “educados para pensar”!

      Confesso que fiquei deslumbrado com a sua “descoberta”, exposta graças à Internet, de que «A ciência explica pouca coisa ou coisa nenhuma. Arranja explicações que se ajustam a alguns dados»: lá está, é digna de um «Bravo, bravo! De génio!» mas até o imagino a, quando aquele dente a dominá-lo com dores, a fazer como bisavô fazia, e a recorrer ao barbeiro que, graças ao bagaço, até era uma espécie de anestesista… só deus sabe a que truques mágicos os feiticeiros que, por qualquer pacto diabólico, descobriram para poderem parir telemóveis!

      1. António Vaz, quando quiser dizer alguma coisa de substantivo, diga.
        Não se perca em etiqueta, que não o ajuda a si nem aos seus.
        Por falar na arte da retórica nula, e qualificativa, o que disse não foi:
        1. ignorância; ou 2. desonestidade intelectual.
        Terá sido inconsciência, ou dificuldade de leitura?
        Não vejo o ponto de falar no que não falei, nem de confessar o seu espanto pelas descobertas científicas. Acaso estará a pensar que estou a enviar o comentário por sinais de fumo?
        – Só que programar uma rede social na internet, fiz eu quando nem Google, nem Facebook existiam. Não fui o único, tal como não foram todos os outros.
        Para mim foi uma brincadeira… para Zuckerberg, não.

        Ora isso não explica minimamente porque razão este sinal chega até si.
        Por exemplo, uma coisa são as equações de Maxwell, outra coisa completamente diferente, é explicar por que razão existem fenómenos electromagnéticos.
        Até um béu-béu sabe fazer “experiências científicas” com o dono.
        Esta explicação foi pro bono.
        Mas não lhe dou mais nenhuma.

  5. Maria Dulce Fernandes, desde há muito que venho a defender aqui que, por aqui, há duas mais do que evidentes “sensibilidades”: uma “masculina”, outra “feminina” (que até nem é exclusiva, como provam alguns “posts” colocados por alguns “autores” – quero dizer até “alguns machos autores”).
    O melhor meio que encontro para apontar o que as distingue, para não ter de elaborar muito sobre o assunto, até se pode encontrar na reacção que elas provocam e presentes nos comentários de que são alvo: os “masculinos”, aqueles que, por exemplo, insistem em evocar os «Direitos, liberdades e garantias (não confundir com os outros, os “adquiridos”) fortemente condicionados», a propósito de um suposto «Estado de emergência, uma vez mais», recebem a habitual generalizada aprovação popular, reforçada pela manifesta toada de que “se ele diz mata, eles insistem no esfola”; já “as outras”, “as” que dizem que «Se apelar ao sentimento e ao civismo não é o bastante, não funciona e se torna no problema que obstrói a solução, erradique-se de vez» são irremediavelmente confrontadas com a cambalhota semântica de serem apontadas como a nova Inquisição, o novo Index e sei lá mais o quê novo que lhes vem à cabeça porque, lá está, elas não percebem que o “histórico problema” (ou o “problema histórico”!) relativamente ao Galileo, até tem a ver com o facto de que ele é mencionado porque, cientificamente falando, estava correcto… eles insistem que tem a ver com o direito de ele ter sido «um “negacionista” do geocentrismo…»
    Por aqui, insiste-se que a questão básica é o direito, acima de tudo o mais, de um qualquer cirurgião alucinado que defende uso do martelo e do escopro, o poder fazer sem que a Ordem dos Médicos tal possa proibir: afinal até estamos no século XXI!
    Obrigado pelo seu “post”.

  6. Texto inaceitável, deplorável.
    A relação directa que estabelece entre quem de alguma maneira (por necessidade ou por mera discordância) transgride as regras do actual estado de excepção, ou tem uma visão conspiratória do que se está a passar e as mortes nos hospitais é de uma indignidade intelectual que já não via há muito tempo.
    É como acusar alguém que tenha sido apanhado a 160 km/hora na autoestrada das mortes por excesso de velocidade ocorridas.
    Esse tom acusatório define-a mais a si que aos que são objecto deste texto.
    E não, não é crime.
    Citando o título, mesmo com todos os estados de excepção decretados (já lhe perdi a conta), eppure si muore. Bem mais que noutras paragens do globo com outras estratégias. Se calhar também são negacionistas.

    1. É pior que isso.
      Note-se a táctica de ligar à negação do Holocausto. Misturar ciência do clima que ainda está na sua infância com coisas que Romanos, Gregos e muitos outros já sabiam: que a terra não era plana – algo fácil de verificar no cimo de uma montanha, no cesto da gávea de um navio antigo…

  7. começo por objetar, tambem e justamente, alias outra vez, acho, é a unica linha vizivel, enquanto escrevo : Eppure si muore.
    Compreendo que o galileu nao escrevesse em portugues, mas a traduçao dava jeito.
    Se o cartoon inicial diz tudo, particularmente no que á evoluçao respeita, adiante toca no ponto essencial, e relativamente ao qual determina nao dever haver transigencia : é que essa gente, por “coincidencia”, sao adeptos do obscurantismo, contrarios á liberdade. Por esses voltariamos ás cavernas e a usar saias até ao chao.
    Deus nos livre …

  8. vou reforçar…
    Nao se trata de penalizar essas opinioes abjetas, mas de prevenir e combater o crime que pretendem contra a civilizaçao.
    De todo nao desejo que esses dementes, atentem contra o meu modo LIVRE de vida.

    1. Não tens mesmo civilização…
      O “crime” ? queres por exemplo proibir o Partido Comunista e o Manifesto Comunista, já agora O Capital do Karl Marx?

  9. Ao ler o Post e os comentários … O que é surpreendente, é sabermos decidir o que é Relevante (o que é a moral, a ética, a verdade, o bem, o mal, o certo o errado, e todas as coisas escritas aqui) apesar de não possuirmos qualquer certeza absoluta acerca do que somos, do Mundo e das coisas que o compõem.

  10. 1. Ao ler alguns comentários, receio que, se soubessem qual é a minha actividade profissional, e o que faço desde 2012, provavelmente arriscar-me-ia a ser queimado ou assassinado. Talvez seja por isso que os Estados nos põem em masmorras (laboratórios), policiados, totalmente fechados do acesso à vida.
    2. A minha actividade profissional, desde há 8 anos, é exactamente contradizer o título deste Post de Maria Dulce Fernandes. É, através da programação e da engenharia bio-física, contribuir para a RESSURREIÇÃO.
    3. Acabar com a «morte», tal como quase conseguem a medusa ou o tardígrado. Nada de novo, portanto. Por exemplo, as propriedades de regeneração do escaravelho eram motivo de adoração no Egipto Antigo (podemos vê-los, materializados em pedra e osso, nos museus de arqueologia).
    4. Mas a coisa, vem de muito antes. Recordo apenas, na Arte, a “conspiração Nova”…“Le langage même est un virus. Les images, après avoir été collectées, permettent au «complot Nova» de controller n’importe quel individu déjà intoxiqué” (William S. Burroughs, 1964, “Nova Express”).
    5. Ou seja, tal como dezenas de Colegas em vários sítios do mundo, tentamos RESSUSCITAR OS MORTOS. Não no sentido metafórico ou irónico. Não no sentido filosófico ou metafísico. Outrossim, através de uma praxis concreta, positivista e realista.
    6. Se soubessem o quanto já avançámos, talvez esta discussão tivesse outros contornos.

    NOTA: Em resposta a uma pergunta, sim, passei e entrar com «SAP2i» em vez de «Pedro Manuel-Cardoso», porque é mais fácil com o ID/SapoBlogs.

    1. Hum , vai ser essa a estratégia seguida por Lúcifer para nos afastar definitivamente do Reino de Deus , não nos deixar morrer ? bem visto , mas espero que não consiga , que horror deambular eternamente pela Terra .

      1. Pela Terra? Não apenas. Por todo o universo (por onde a «propriedade física SAP2i» nos conseguir proteger). E não apenas pela paisagem que a Natureza nos condenou, mas sobretudo pela Paisagem feita pelas Obras que consigamos criar e inventar.

      2. Por exemplo.
        1) Já operamos com uma «equação do comportamento humano» [Ge.(Mo.Fi.Ag.Il.Mi.Al.Lu.Pa.)/Ep.Tp.], que consegue pôr um objeto a imitar e antecipar mais de 90% dos actuais comportamentos humanos.
        Nela estão incluídas, as «4 Fases da Estrutura do Fazer Humano» (1.fragmentar; 2.reconstruir; 3.simular/experimentar; 4.integrar); os «10 Tipos de Fazer Humano» (1.aesthetics, 2.axiology, 3.cosmology, 4.epistemology, 5.ethics, 6.metaphysics, 7.ontology, 8.politics, 9.science, 10.theology); e os «5 Níveis de Complexidade do comportamento humano» (i. mimesis; ii. coding; iii. algorithmic; iv. logarithmic; v. self-understanding/re-create).

        2) Com o robot Žylĕc — a máquina universal do Conhecimento (atual e futuro) — conseguimos que o Conhecimento saia do cérebro. O Žylĕc consegue responder a todas as perguntas, que os actuais-Humanos façam sobre qualquer assunto, e actualiza em tempo real todos os contributos publicados pela ciência e cultura em todo o mundo.
        Para isso, construímos um algoritmo, cruzando o «processo aristotélico de compreensão/explicação descrito no Organon» com os atuais «modos da Inteligência Artificial ensinar as máquinas a aprenderem».
        Através dessas «6 variáveis aristotélicas» e dos atuais «5 modos da IA ensinar as máquinas a aprenderem», o «robot Žyleč» é capaz de explorar todas as combinatórias e permutações de Dados existentes (e futuros). A cada variável está associada uma base-de-dados, permanentemente atualizável, possível de carregar à distância, e de correr num computador. Deste modo, o «robot Žyleč» consegue por si próprio, autonomamente, adaptar-se ao Contexto/Ambiente com uma lógica darwinista.

        3) “Já é possível ter implantes no cérebro, que permitem ver raios infravermelhos e ultravioletas. Os cientistas trabalham para ser possível, em breve, fazer ‘download’ de pensamentos”.

        4) “O desafio é pôr o pensamento fora do cérebro, transpor para outro hardware todas as nossas capacidades cognitivas, criatividade incluída. Da mesma forma que os biólogos pensaram em criar vida num laboratório, outros cientistas pensam em colocar inteligência noutro suporte.” (Luís Moniz Pereira, professor catedrático da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, investigador de Inteligência Artificial, Laboratório de Ciência Computacional e Informática, 18nov2018).

        1. but, “all you need is love” ..
          que isto caminha a passos largos para o admirável mundo novo é um facto , os cientistas querem fazer dos humanos máquinas , e das máquinas humanos ; acontece que as máquinas são extremamente aborrecidas e previsíveis , os humanos nem todos. de aí que essa equação para prever comportamento humano será aplicável apenas aos condicionados pela publicidade e propaganda e sem nada lá dentro além dos instintos( até eu , sem equações, consigo prever o comportamento da mole) porque as variáveis que condicionam como nos vamos comportar são imensas , desde a temperatura do dia até ao sorriso do empregado da bomba. serão sempre probabilidades , nunca certezas. ora onda , ora partícula -:)
          E enquanto não conseguirem replicar a Imaginação , não têm nada. E não há nada que o homem possa construir que supere uma flor ou uma borboleta.ou uma fada..
          Consigo compreender todas essas tentativas de anular o humano a luz do dito “o inferno são os outros” mas a alternativa não é nada melhor.
          Ícaro lançou-se sozinho no espaço , a chatice é que os cientistas lançam-se connosco atrelados…estou convencidíssima , que esta não vai ser a 1ª vez que a humanidade será extinta na tentativa de superar a Natureza.

          1. 1. Os cientistas não querem “fazer dos humanos máquinas e das máquinas humanos”. Querem que o «Ser que habita os actuais-humanos» deixe de passar toda a sua vida a fazer aquilo que uma máquina pode fazer. E a dizer, que esse fazer-humanóide é o seu sonho e o seu modo de “realizar-se”. Querem tirar-lhe de cima essa tralha “aborrecida e previsível”, que torna o Ser apenas uma máquina (e o define como “espécie humana”). Essa condição, não é uma coisa totalmente atrasada, e até perigosa para continuidade?
            2. A “humanidade” (o sítio habitado por “humanos”) talvez seja extinta. Mas isso salvará o «Ser que habita os actuais-Humanos». Salva a possibilidade de se ser outra coisa, muito mais interessante. E de não o condenar a ser um macaco-humano para todo o sempre.
            3. Quanto à imaginação e ao amor, totalmente de acordo… Mas haverá maior amor no universo do que, por exemplo, o do hidrogénio e do oxigénio? Esse H2O, que nos ofereceu aquilo a que chamamos “água”? Esse entrelaçar das órbitas dos electrões dos átomos de ambos, não é um grande amor? Há quantos milhões de anos se mantém juntos? Quantas “vidas” não permitiram?

          2. espero “viver” fora do corpo material quando morrer aqui , tenho quase a certeza que passamos de nível , e de forma bem mais eficiente produtiva e barata que a via cientifica. .:) jamais renunciaria á morte natural.
            é curioso porque todos os sistemas de pensamento , excepto a filosofia , oferecem mundos e fundos , a começar na eternidade. somos mesmo básicos.

  11. Exactamente por ficarmos sem palavras para dizer «o que somos» e «para onde vamos», que todas as religiões (sem excepção), nos seus textos sagrados, dizem todas o mesmo: «Vai, Faz, Acredita, Continua» … «Hás-de chegar a um sítio».
    Na ausência de explicação e de compreensão disponíveis, não é essa «instrução» (e a praxis) a melhor ajuda perante a dúvida e a incerteza?

  12. é mais ou menos isto : esta nunca vista pandemia infernal está tão provada e comprovada pela ciência omnipotente, omnipresente, todo poderosa e infalível como a vinda de Jesus Cristo ou o aquecimento global antropogénico . ou o big bang

    1. Afinal pode não ter sido explosão.
      Viram agora (os Físicos actualmente mais premiados e prestigiados, no CERN), como o bosão de Higgs se decompôs em dois leptões e um fotão (“desintegração de Dalitz”).
      Parece que a explosão (esse Big Bang)… foi apenas o som de um fermião a sair de um sítio (negro, sem luz) para outro (o mundo visível, com luz). Tal como uma bala a sair do cano da pistola, e a encontrar de repente outra densidade…

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