Uma coisa em forma de assim assim


Teresa Ribeiro,

É difícil perceber. Diz que são 52 excepções. 52?! Entre as quais as escolas.

Quanto à questão das escolas, é fácil fazer o cálculo: as famílias que não têm a descendência entre a população escolar, do infantário à universidade, são em número residual. Logo, a esmagadora maioria das famílias terá alguém, do seu núcleo, a ter aulas. Percebo o transtorno que representa ter os sub-12 em casa. Mas e os outros? A população adolescente e pré-universitária, que obviamente é a que mais assume comportamentos de risco, andará por aí à solta enquanto os pais se confinam. E confinam-se então para quê? Só se for para entubar a economia, antes que a liguem às máquinas, pois que em termos sanitários não vamos sentir grande diferença, pois não? Até porque a isto somam-se as tais 52 excepções…

18 comentários em “Uma coisa em forma de assim assim”

  1. A razão é financeira. A segurança social não tem como pagar aos pais para ficar em casa com as crianças, e creio que pensam não fazer sentido, por razões sanitárias, não confinar alguns apenas.

    1. Não é bem esse o problema. O Estado não teria que pagar nada aos pais dos alunos com mais de 12 anos (3. ciclo e secundário). O problema são os prometidos (em abril!) computadores e ligações à net.

    2. Peço desculpa, Isabel, pela minha resposta tardia: só hoje pude voltar aqui. A discussão sobre mandar todos os alunos para casa ou só os maiores de 12 este em cima da mesa. Percebo, como digo no post, o problema que existe com as crianças pequenas, mas os maiores de 12 já não obrigam os pais a ficar em casa. Além de que são os que se infectam mais…

      1. Obrigada pela resposta, Teresa. Percebo-a. Contudo a decisão de manter apenas os mais novos na escola (para evitar a tal despesa) levaria à contestação quanto ao confinamento dos mais velhos, com os argumentos do indesejável ensino à distância, do coarctar de liberdades na idade em que ela é mais preciosa, etc.. Neste caso, fosse qual fosse a decisão do Governo não agradaria.

  2. E voltam a ser permitidas as visitas aos lares. Possivelmente, consideraram que o número de surtos – e de vítimas – ainda não era suficiente.

  3. Então mas as medidas de contenção não eram para evitar os confinamentos?
    As lojas com álcool gel à entrada e à saída, a obrigatoriedade das máscaras a distância social, evitar os ajuntamentos caseiros, e outras ordens estúpidas que o doutor das compotas andou para aí a alucinar.
    Estão a morrer 600 pessoas por dia, mais de 400 por falta de assistência médica. Até quando vamos continuar a alimentar esta farsa?
    Ainda não viram que morre muito mais gente sem ser de covid do que com covid?
    Ainda não viram que estas medidas estúpidas alem de alastrar a miséria vão deixar muitos portugueses em situações precárias e claramente irreversíveis?
    Que raio de estado de emergência é que a nossa constituição permite, que já tem uma duração maior que alguns governos pós 25 de Abril?
    Será que de cada vez que aparecer um novo vírus irá ser decretado um estado de emergência?
    Em vez de estarmos com esta palhaçada toda não seria melhor fazer uma requisição civil aos hospitais particulares? Ou esta emergência não é abrangida pelo estado de emergência?

    1. seria melhor fazer uma requisição civil aos hospitais particulares

      Esses são aqueles que ainda vão despachando alguns casos não-covid.

      Eu diria que o que seria preciso seria mandar vir umas dezenas de médicos de Cuba.

      1. Talvez a vinda dos médicos de cuba acabasse com o lóbi dos médicos em Portugal, e o povo deixasse de estar debaixo destas medidas estúpidas e draconianas.

  4. “Diz que são 52 excepções.” São de facto 52. Mas eu só me preocupo com as que me dizem respeito que são muito poucas e já as sei. Não preciso de decorar as dos outros.

  5. – «Diz que são 52 excepções.»
    Por cada “excepção” (e não é só em Portugal, ou até na Europa… é em todo o mundo “branco”!) há um grupinho de egoístas a berrar pela injustiça de não terem considerado a sua pequenina queixa…
    Se têm razão? É claro que sim: só me admira é que as “excepções” sejam apenas 52!

    Mas até podemos esquecer que os putos saem das escolas tresloucados, irresponsáveis, sem máscaras e insistir que a «A população adolescente e pré-universitária, que obviamente é a que mais assume comportamentos de risco», “anda” «por aí à solta enquanto os pais se confinam» mas para isso precisávamos de mencionar os muitos “adultos” que insistiram em passar o Natal/passagem de Ano em família… ou apenas que temos putos e não “adolescentes e pré-universitários”!

    Diz um ditado popular que casa onde não há pão, todos ralham mas ninguém tem razão.

  6. Eu concordo que não se fechem as escolas. O preço a pagar pelas próximas gerações é simplesmente alto demais.
    Mas tem razão quando diz que isto não adianta nada. É andar às voltas para fingir que se não se está parado no mesmo lugar.
    Não faz sentido confinar o que quer que seja se quase 90% das infecções têm origem desconhecida. Duvido a grande maioria das pessoas se infecte nos sapateiros, cabeleireiros, cafés e outros pequenos negócios agora fechados.

    1. O preço a pagar pelas próximas gerações é simplesmente alto demais.

      Por amor de deus, os miúdos não fazem nada e não querem fazer nada. Parar um mês ou não parar é perfeitamente indiferente. E os poucos que trabalham, trabalham na mesma, online ou na escola.

      Além disso 75% do que é dado nas escolas não só é inútil como são “esquerdismos” e tropicalismos de variados graus e de efeitos nefastos ainda por calcular. Não perdem nada se ficarem em casa a ver os desenhos animados.

      1. Só pode estar a gozar. Se os miúdos não querem estudar mais vale acabar com a escolaridade obrigatória. E assim fica tudo bem. Tem ideia do dano que o fecho das escolas fez nos alunos do básico? Os que estavam a aprender a ler e a escrever ? E os que não têm condições em casa para aceder às aulas? E aqueles cujos pais tem de trabalhar?
        Agora, também é verdade que o tempo na escola poderia ser reduzido em 1/3 sem qualquer dano para a formação deles.

  7. Sobre as escolas, faz-me confusão encontrarem-se abertas, mas o apoio escolar é obrigado a fechar.
    O aluno tem aulas, avaliações, mas está impedido de ter acompanhamento.
    Isto resultará, eventualmente, numa quebra do aproveitamento do aluno.
    No entanto, caso este apoio se dê no âmbito escolar, o aluno já pode usufruir dele.
    E onde é que existe apoio no âmbito escolar? Nas escolas privadas.
    Nas públicas, o aluno tem de o procurar fora do âmbito escolar, mas agora não pode porque está fechado.
    Creio que a assimetria entre aproveitamento escolar de público e privado vai disparar. Como se já não fosse exagerada o suficiente.

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