DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Bandeira: «A ponte mais longa não é a da baía de Hangzhu ou a de Niterói ou a Vasco da Gama. A ponte mais longa é a que liga o lugar onde não mora ninguém ao lugar onde ninguém quer ir.»

 

João Campos: «A verdade é que os actuais candidatos à Presidência da República constituem, todos eles, o o mais lógico argumento que os defensores do regresso da monarquia podem encontrar. Isto de fazer 250 quilómetros para Sul (e 250 para Norte, no regresso) para rabiscar uma cruz no mal menor é cansativo – e se não fosse por a viagem de regresso incluir um saco bem cheio de enchidos caseiros, comida caseira diversa e demais vitualhas de produção doméstica, garanto que não me dava ao trabalho.»

 

Leonor Barros: «Numa altura em que nada se faz e se diz sem zurzir nas medidas de austeridade e antecipar de forma dramática o difícil ano da graça de 2011 há que ir para a rua e ouvir esse povo em permanente alerta meteorológico e económico ou financeiro, o mesmo que vivendo à espera de um Sebastião qualquer que o salve da miséria, tem elegido desde há três décadas a esta parte uma outra estirpe de portugueses incapazes de governar este rectângulo luso.»

 

Eu: «Vi-a num filme centrado numa prisão de mulheres e jamais esqueci a intensidade da representação desta actriz [Eleanor Parker] filha de um professor de matemática que começou a trabalhar aos 18 anos para a Warner Brothers. Era a época áurea do cinema. Nos anos 40, ela surgiu na tela ao lado de Errol Flynn em Todos Morreram Calçados (Raoul Walsh, 1941) e Paul Henreid em Servidão Humana (Edmund Goulding, 1946). Mas foi nos anos 50 que a estrela dela mais brilhou. Ao lado de Kirk Douglas na fabulosa História de um Detective (William Wyler, 1951) e Frank Sinatra em O Homem do Braço de Ouro, entre outras obras-primas.»

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