

A COR PÚRPURA (1982)
Autora: Alice Walker
Realizador: Steven Spielberg (1985)
Drama feminista que na adaptação ao cinema suavizou arestas, com alguns contornos de comédia e até de musical. Livro e filme foram populares há três décadas e meia. Hoje apetece-me mais rever a película do que reler o romance.

Eu só vi o filme e gostei. Se por acaso estiver a passar em algum canal durante um zapping, sou capaz de parar por lá e deiixar-me ficar, como já aconteceu algumas vezes. Tem boas interpretações e boa realização e uma excelente fotografia.
Filme bonito, delicadinho, quase delicodoce. Mas perde muito visto em televisão: a película surge parcialmente retalhada no ecrã, estilhaçando o enquadramento original.
A quem nunca viu, recomendo que tente ver pela primeira vez no formato apropriado – isto é, em sala de cinema.
Nunca vi no cinema. Lembro-me de um Videoclube nas avenidas novas do qual éramos sócios, o meu rmão e eu e onde tínhamos que esperar por vezes uma hora na fila para alugar filmes. Nos anos 80 aind era polémico um filme sobre incesto e (bi)sexualidade, principalmente numa coumunidade de afro-americanos, que mesmo no pós 25 de Abril ainda eram vistos em Portugal como “pretos”, com todas as conotações negativas daí advindas.
Alugámos o filme não à primeira nem à segunda, depois de sair em VHS e vimos em casa. Eu gostei.
Li primeiro o romance, que (confesso) não me seduziu. Talvez por não ser norte-americano. Há muitas idiossincrasias daquela sociedade tão complexa que só conseguem ser verdadeiramente captadas por quem lá vive.
Num certo sentido, ainda bem.