
Ana Margarida Craveiro: «No total, este filme de Anton Corbijn não terá mais de trinta minutos de diálogo. É um filme mudo, dominado na perfeição por George Clooney. Bastam-nos as expressões deste grande actor, não precisamos de muitas palavras. Os diálogos e explicações estão todos nos gestos de Clooney, no seu movimento.»
Daniel Santos: «Poupando os leitores aos pormenores do acidente que me colocou vários meses deitado numa cama e de perna no ar, foi na blogosfera que me segurei, depois de dias e dias de televisão, semanas e semanas de livros. Comecei por um projecto a solo. Analfabeto me confessava, como ainda hoje me sinto, mas encontrei algo que me fascinava, algo dinâmico que se tornou um desafio para mim.»
João Carvalho: «Eleições presidenciais e legislativas no Haiti. Seguidos por milhares de manifestantes nas ruas de Port-au-Prince, 12 dos 19 candidatos à sucessão do presidente René Préval já pediram a anulação do acto eleitoral por acharem que houve fraudes a favor do candidato apoiado pelo partido que está no poder. Não dá para acreditar, pois não?»
Rui Rocha: «Muitos não terão dado por isso, mas Portugal é hoje um Estado Social 2.0. É claro que, tal como antes, tudo assenta na rede. De interesses, de compadrios e de cumplicidades que nem às paredes se confessam. Mas, o Estado Social 2.0 é muito mais do que isso. A evolução suporta-se no desenvolvimento de novas Plataformas que aproveitam os efeitos de rede para os tornar mais poderosos. Beneficiando uma certa inteligência colectiva. Desenganem-se. Este país não é para meninos. Nem para velhos. Nem para doentes. Nem para os que praticam o mérito sem rede. É um país para rapazes com acessos e largura de banda.»
Eu: «Há muito tempo que não frequentava o Prós & Contras, da RTP. Um programa no qual, salvo raras excepções, o verdadeiro debate está quase sempre ausente, os consensos “moles” – tipo bloco central – prevalecem e costuma ser reservado lugar a um representante do Governo, não vá a gente esquecer-se quem é a entidade patronal do canal público. Faz hoje oito dias, por breves minutos, zapei para lá. Das duas uma: ou tenho muito azar ou de facto aquilo está cada vez menos recomendável.»
