Leituras


Pedro Correia,

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«Já pensaste alguma vez que começamos a morrer assim que nascemos? Mas há muita espécie de mortes. Nem todas, porém, se parecem com a degradação mascarada.»

Fernando Namora, Os Clandestinos (1972), p. 168

Ed. Círculo de Leitores, 1979

3 comentários em “Leituras”

  1. Desde o Início, Todos Nós Caminhamos Inevitavelmente desde que Nascemos para a Morte, Vivemos as nossas Vidas, mas no Fim Algumas Vidas Ficam para a Eternidade.

  2. Bocage

    Já Bocage não sou!… À cova escura
    Meu estro vai parar desfeito em vento…
    Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
    Leve me torne sempre a terra dura.

    Conheço agora já quão vã figura
    Em prosa e verso fez meu louco intento.
    Musa!… Tivera algum merecimento,
    Se um raio da razão seguisse, pura!

    Eu me arrependo; a língua quase fria
    Brade em alto pregão à mocidade,
    Que atrás do som fantástico corria:

    Outro Aretino fui… A santidade
    Manchei!… Oh! Se me creste, gente ímpia,
    Rasga meus versos, crê na eternidade!

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