Leituras


cronicasnofeminino,
Há novos muros de Berlim, novas cortinas de ferro, novas barreiras, ódios velhos renovados. Os famintos e perseguidos batem à porta dos prósperos — prósperos estes muitas vezes às custas dos que exploraram tanto tempo — e as portas se fecham. O diferente é visto com desconfiança ou desprezo. O diferente é inimigo, o fanatismo substitui a razão e a fraternidade, as religiões humanistas se pervertem, o homem é cada vez mais o lobo do homem.

 

João Ubaldo Ribeiro, (1993), Um Brasileiro em Berlim,

Rio de Janeiro, Nova Fronteira

Um comentário em “Leituras”

  1. Os piores, são os muros que não se vêm. São os mais difíceis de cair. Ou, sequer, de saltar. Porque exigem despojamento e desprendimento pessoais; e uma capacidade de tolerância, aceitação e, acima de tudo, capaciadade de compreensão e esforço que, por vezes, uma vida não chega, para as alcançar.
    Infelizmente, U. Ferreira tem razão.

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