
Adolfo Mesquita Nunes: «O que mais custa no meio de tudo isto não é ver Mário Soares sacudir a água do capote. É ver o número de pessoas que se apressa em ajudá-lo na tarefa. Mas pensando bem, poderiamos nós esperar o contrário? Nós que vivemos no país que reabilita e promove quem tudo nacionaliza, dando-lhe a oportunidade de brincar às scutes com o resultado que se viu?»
Afonso Azevedo Neves: «Com [Carlos] Queiroz entrei no campo com a selecção outra vez, também eu com um nó na barriga, também eu certinho do lance azarado que iria ditar a minha derrota. Uma diferença abismal com o horrível Scolari, um louco que queria ganhar jogos, punha todos os jogadores num transe histérico e com manias de honrar a camisola. Com Queiroz acabaram-se essas mariquices e todos ou quase todos metemos as bandeiras no fundo da gaveta. Voltou o futebol português e a ser português.»
Ana Margarida Craveiro: «Gosto muito da discussão sobre os maus da fita, que nos enfiaram no meio da crise. Vamos supor que eu ganho 1000 euros por mês (não chega a isso, mas ficamos com esta hipótese). Todos os meses, gasto 1100. Ao final do ano, a culpa das minhas dívidas é, evidentemente, da Comissão Europeia. Ou de Wall Street. Ou dos chineses. Minha é que não. Nunca.»
Bandeira: «Leve sempre um livro para a farmácia. Dão prioridade a casos urgentes.»
João Campos: « É um hábito curioso, este que temos de declarar alertas coloridos sempre que as temperaturas vão acima dos 25º e abaixo dos 10º. Tenho cá para mim que o único objectivo disto é pintar o mapa de Portugal com cores vivas para passar na televisão, com infografia a acompanhar – sempre dá para mostrar trabalho durante a silly season. Só não percebo é o motivo pelo qual ainda se fala de “risco de incêndio”. Depois dos verões da última década, resta ainda alguma coisa para arder no país?»
João Carvalho: «Lembro-me do tempo em que uma criança podia ser filha de pai desconhecido, mas não me parece normal que possa ser filha de mãe desconhecida…»
Sérgio de Almeida Correia: «Com estas compensações pelo trabalho realizado, Carlos Queiroz deverá ser uma espécie de gestor público da Federação Portuguesa de Futebol. A linha está feita. Agora é só seguir para bingo.»
