

Mesmo com câmaras à frente, as figuras públicas – ou equiparadas – continuam a revelar comportamentos dignos de reparo crítico em tempo de pandemia. É o caso deste senhor que vemos na imagem de cima, um responsável do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que reagiu como a foto documenta quando o catarro o incomodou durante uma entrevista televisiva.
Já o líder parlamentar do PCP, confrontado com o mesmo incómodo, reagiu de forma irrepreensível, colocando a dobra do cotovelo a amparar-lhe a tosse. A disciplina comunista ajuda muito nestas ocasiões. O deputado João Oliveira, com este irrepreensível civismo, há-de ir longe. Talvez a secretário-geral do partido, não tarda muito.

Nada mal para quem come criancinhas ao pequeno almoço e dá injecções atrás das orelhas dos velhinhos.
Isso eram os antigos. Esta geração tem hábitos mais normalizados.
O primeiro faz-me lembrar o “isto agora vai ser complicado… broooh… taimbeim queria falar cuele…”
Foco de infecção ambulante.
O deputado João Oliveira, com quem tive o prazer de privar algumas (poucas) vezes, é culto, simpático, acessível – muito longe do comportamento snob de outros. Para mim é uma pena estar no PCP.
Se será secretário-geral? Provavelmente. O quando é que pode ser diferido, o PCP tem tradição de preferir gente mais idosa.
Culto, simpático, acessível. Verdade. Subscrevo.
E um bom tenor.
Um dos jovens tenores do PCP. Junto com o João Ferreira e o Bernardino Soares.
Comportamentos snob no PCP ?
Um snob de fato-macaco deve ser interessante.
Fato-macaco?
Quem é que ainda usa isso no PCP?
Não conheço snobs no PCP. Não sei se há, nunca vi. Já daí para a direita, começando logo no BE, passando para a mina que é o PS (talvez mesmo o mais prolífico), e etc., é só ver tv, ou, com azar, falar pessoalmente com um.
Também há snobes no PCP. Mas estão na clandestinidade.
No, não sei. Agora do PCP que os há, há. Assim de repente, Ricardo Araújo Pereira
Esse é vermelho, mas do Benfica.
É preciso querer ser cego. O deputado do PCP quer violar os Direitos Humanos tirar empresas e propriedade a pessoas. Acabar com a Liberdade de muitas mais.
– está na sua ideologia –
lucklucky
E no entanto é culto, simpático, e acessível. E você não.
O ilustre deputado mostra que recorre à direita em alturas de aflição, o que pode não ser bem interpretado no próximo conclave.
Tem características intelectuais interessantes, mas isso importa zero na política portuguesa.
Eheh. Você teve piada. Esse seu primeiro parágrafo fez-me rir com gosto.
Boa tarde , eu ainda vou acabar a votar PCP , não me vou esquecer que foi o PCP que mais objecções pôs à
declaração do Estado de Emergência .
O estado de emergência começou mansinho , entretanto já não podemos viajar entre concelhos nem que seja para ver a família .
Luis Almeida
Só até segunda-feira à meia-noite.
Eu sei , mas o que eu queria dizer é que cedência em cedência vamos perdendo cada vez mais liberdades individuais , e os políticos estão a gostar de ter este poder , sobretudo os autarcas , é vê-los por aí a passear os casacos proteção civil .
Luis Almeida
Sobre esse tema das cedências – que muito me preocupa – escrevi aqui, logo a 18 de Março: t/o-degrau-do-alarme-ao-panico-11405812
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.p
Esses gestos não assumem relevância. Ou, pelo menos, a relevância que lhes é conferida.
O que, de facto, é relevante são algumas das notícias surgidas hoje e as suas implicações.
“Pessoas assintomáticas devem usar máscara, diz Centro Europeu de Controlo de Doenças”.
“Madeira entrega duas máscaras por domicílio (e uso será obrigatório)”
“COVID-19: Estudo alerta que distância social de 1,5 metros é insuficiente para travar contágio”
«Maior especialista em coronavírus da China: “Grande erro da Europa é não usarem máscaras”»
Os links para estas notícias encontram-se abaixo, respectivamente.
https://zap.aeiou.pt/pessoas-assintomati cas-mascara-ecdc-318364
https://zap.aeiou.pt/madeira-entrega-dua s-mascaras-domicilio-uso-sera-obrigatori o-318339
https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-s aude/artigos/covid-19-estudo-alerta-que-d istancia-social-de-15-metros-e-insuficie nte-para-travar-contagio
https://observador.pt/2020/03/31/maior-e specialista-em-coronavirus-na-china-gran de-erro-da-europa-e-nao-usarem-mascaras/
Tal como já venho a escrever desde há 2 – 3 semanas, em comentarios a vários posts neste blogue, o uso de máscara deveria ser obrigatório em todos os espaços fechados, públicos ou acessíveis ao público. Contribuições fundamentadas na evidência dos números, na opinião de vários especialistas e no bom-senso, um bem deveras escasso, infelizmente não transacionável.
Aqui https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/ap render-como-nao-se-faz-11450367#comentar ios .
Aqui https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/la vouradas-da-semana-11428650#comentarios .
Aqui https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/di ario-do-coronavirus-6-11460969#comentari os .
Aqui https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/di ario-do-coronavirus-7-11473538#comentari os .
Comparem os números de casos diagnosticados e de óbitos por milhão de habitantes do Japão, de Taiwan, da Coreia do Sul e de Macau, onde o uso de máscaras é generalizado e, nalguns casos, obrigatório, com os números europeus e tirem conclusões (podem fazê-lo aqui https://www.worldometers.info/coronaviru s/ ).
Existem, certamente, outros factores que contribuem para os números exíguos apresentados por aqueles países asiáticos (sei que Macau não é bem um país). Não o nego, antes pelo contrário. Mas o denominador comum é o uso generalizado de máscaras e isso é inegável.
Fernando Medina parece ter opinião diferente. mara-de-lisboa-rejeita-uso-generalizado-d e-mascaras/
https://observador.pt/2020/04/09/ca
Como é óbvio, mas a incompetência e ou mesmo maldade da OMS e DGS impõs-se acriticamente.
E continua a não se usar UV’s e a não estarem disponíveis ao entrar/sair de estabelecimentos desinfectantes.
Entretanto o desastre económico mais a perca de credibilidade do Ocidente terá consequências provavelmente mais graves.
lucklucky
Há décadas que se fala na “perda de credibilidade do Ocidente”. E no entanto é para o Ocidente que todos querem vir. Não para a Rússia, nem para a China, nem para a Turquia, nem para África, nem para a América do Sul.