
Estas duas senhoras são Carmen Calvo, a primeira vice-presidente do Governo espanhol, e Begoña Gómez, mulher do presidente do Executivo, Pedro Sánchez. A imagem foi captada no dia 8 de Março, em Madrid, na primeira fila da marcha comemorativa do Dia Internacional da Mulher, que ali reuniu cerca de 120 mil manifestantes. Quando já havia 202 pessoas infectadas e oito falecidas devido à expansão do coronavírus na capital espanhola.
O desfile realizou-se apesar de todas as advertências públicas. Não apenas da Organização Mundial de Saúde, que a 30 de Janeiro havia declarado este surto epidémico como situação de “emergência internacional de saúde pública”, mas também do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, que a 2 de Março desaconselhou a concentração de multidões para prevenir a galopante transmissão do Covid-19. E do próprio Departamento de Segurança Nacional que funciona junto da Presidência do Conselho de Ministros, que a 3 de Março assinalava a mais recente avaliação de risco sanitário para a população, “entre moderada e elevada”, podendo o contágio “generalizar-se” nas semanas seguintes.
Uma semana depois do desfile, foi tornado público que Begoña Gómez estava infectada. Carmen Calvo encontra-se hospitalizada devido a uma infecção respiratória. Também o sogro e a mãe do chefe do Governo estão internados em consequência da imparável progressão do coronavírus em Espanha, país que regista agora 2.229 mortos e mais de 35 mil infectados.
Se há uma imagem perfeita da irresponsabilidade, é precisamente a que reproduzo acima.

Nada mais boçal do que a tua “assinatura”.
Vai perguntar à mamã como te chamas. Quando souberes podes voltar.
Corretês oblige.
A estupidez institucionalizada!
Inenarrável esta política-pop. Mas que colhe frutos (aliás, basta ver o comentário acima).
“Política-pop”: boa definição. Como se estivessem sempre a desfilar na passadeira vermelha (neste caso, roxa) de uma perpétua Hollywood.
PS (nada a ver): Morreu Uderzo, um dos nossos heróis. d/albert-uderzo-le-dessinateur-d-asterix-e st-mort-a-l-age-de-92-ans_3882261.html
https://www.francetvinfo.fr/culture/b
Tal como cá, com ti Celito vai a todas !
Hoje reuniu-se a cúpula da administração do estado toda na mesma sala, se isto não é irresponsabilidade o que será…
WW
Uma luz de esperança?
Pedro, e não queres fazer um post sobre o Uderzo? Eu queria, mas o meu computador acabou de dar o berro (timing perfeito numa época de teletrabalho, por Toutatis!). Enfim, não está a ser um dia bom!
Raios. Má hora para isso acontecer, João.
Bota má hora nisso, Pedro! Isto hoje está a ser um dia daqueles. E graças à avaria pude descobrir quão bizarro é caminhar em plena luz do dia pelos corredores vazios de um centro comercial como o Colombo (é estranhíssimo). Enfim, vamos lá ver como correm as horas que faltam!
Pois, aqui na quinta só tenho um livro do Astérix. E estou longe da colecção do Tintin semanal. Mas, mais do que tudo, estou mesmo de luto. Certo, teve uma morte santa, 92 anos e o coração a parar durante o sono? Que mais se quer?, Toutatis protegeu os seus até ao fim …
Qual é o livro, já agora?
vou reter essa expressão, politica-pop.
Também eu.
https://www.esquerda.net/artigo/8-de-ma rco-celebra-se-luta-feminista/53628
*
Por cá ainda não se falava de casos, mas tenho uma vaga ideia de ver Catarina Martins aos beijinhos em ambiente de feira. Tentei pesquisar imagens, mas não tenho muito tempo nem jeito. De qualquer modo, nesse dia já cá comentávamos que era uma tolice estar a beijocar em aglomerações.
Na véspera, o Presidente da República andou a distribuir abracinhos no Porto. Nessa noite de 7 de Março, ele e o PM participaram na celebração dos 100 anos do Teatro de S. João, com sala cheia.
Mas ninguém vai lembrar isso. E se aparecer algum bloguista a referir o assunto logo o virão dizer populista ou pior …
Voltarei ao assunto, meu caro. De forma mais desenvolvida.
E nessa noite, não muito longe, no Hard Club, no antigo mercado Ferreira Borges, uma festa com um DJ que tinha acabado de chegar de Itália e descobriu no dia seguinte que estava contaminado. Felizmente não provocou grandes danos à volta.
Foi em Madrid, como em Barcelona e Bilbao, apenas as três regiões mais afectadas pelo covid19.
Se isto não foi um crime de saúde pública, então não sei como adjectivar.
https://www.lavanguardia.com/vida/202003 08/474016671652/dia-internacional-mujer-2 020-8-marzo-feminismo-manifestacion-madr id-barcelona-sevilla-valencia-bilbao-ult ima-hora-en-directo.html
Mas em Madrid a irresponsabilidade política foi ainda mais notória.
Balanço até agora: uma vice-presidente do governo, duas ministras e a mulher do chefe do governo contaminadas.
Esta gente não tem a menor noção dos deveres que as funções institucionais acarretam. Ainda mais chocante num momento de grave emergência sanitária como o actual.
Se isto não foi um crime de saúde pública, então não sei como adjectivar.
O que é que foi um crime de saúde pública?
O Estado não tinha nada que proibir o desfile. Deveria, isso sim, ter advertido as pessoas de que era inconveniente e perigoso lá irem. E é tudo.
As pessoas são livres de se porem em risco. Há muitas pessoas que fumam, por exemplo.
De resto, não vejo crime nenhum. Não há crime em uma pessoa que não sabe estar infetada participar numa manifestação.
Tratou-se de uma grande imprudência e irresponsabilidade, sim. Mas crime, não.
Os organizadores do desfile não obrigaram ninguém a participar nele. As pessoas que participaram foram imprudentes e irresponsáveis, mas eram livres de o serem.
E hoje porque não podem as pessoas infectarem-se livremente? Porque multam quem caminha pela rua sem justificação?
Já sei que V. Exa é sempre do contra, mas um pouco de coerência sff…
Hoje estão (bem ou mal) em vigor certas regras. Nessa altura estavam (bem ou mal) em vigor outras regras.
Hoje está em vigor estado de emergência. No quadro desse estado, o direito de manifestação está eliminado. É atualmente proibido fazer manifestações.
No dia 8 de março não havia, em Espanha, estado de emergência. Era pois legal realizar manifestações. Era imprudente, era disparatado, mas era legal. Ia às manifestações quem quisesse. O Estado não tinha o direito de proibir as manifestações, nem de impedir as pessoas de lá ir.
Caro Luís Lavoura,
Penso que como bom funcionário público está em casa resguardado da peste.
Não é o meu caso.
Hoje tive uma senhora de 94 anos que entrou de cadeira de rodas acolitada pelo filho e pelas duas filhas para se fazerem movimentadores da conta da senhora.
“Sabe não é por nós, mas com o vírus, é melhor para a mãe ter alguém que lhe possa mexer na conta se acontecer alguma coisa”
Acontecendo alguma coisa “à mãe” penso que ela não estará preocupada com o assunto.
Penso que depois de mortos não nos preocupamos com nada.
Acho de uma irresponsabilidade tremenda o Banco do estado (de todos nós como contribuintes) não tomar medidas drásticas, inequívocas.
Enquanto for seguro ir passear para o Banco (não se pode estacionar em Monsanto mas podemo-nos deslocar, alegremente, para uma instituição bancária com 68, 70, 73 e 94 anos de idade para estarmos num ambiente não desinfectado a contaminar e a sermos contaminados.
A irresponsabilidade é das pessoas dir-me-a o Luís Oliveira.
Não, caro Luís, a responsabilidade é do Estado.
Se é seguro um Banco ter atendimento normal, tudo o resto, também, é seguro.
Qual a lógica de não poder estar dois minutos numa cafetaria para tomar um café e poder estar duas horas num Banco a alterar titularidades de conta?
O “estado de emergência” neste país é uma anedota; como quase tudo.
Luís Oliveira? Não.
Luís Lavoura, obviamente.
(podia desculpar-me com o teclado inteligente, a culpa não é do teclado, é da minha inépcia para o utilizar)
Os nazis também eram muito cumpridores das regras.
só para contribuir. Não será que a palavra “crime, foi usada como imagem?
Felizmente isto já está nos tribunais por homicídio negligente
Comportamento doloso. E danoso.
Ainda vão prender o Lavoura que faz muita falta para a gente se divertir. Eu acho mal irem para os tribunais.
Não há risco de ser detido. É inimputável.
Imagine o que seria cancelar, sem direito a recurso, uma qualquer marcha feminista, lgbt ou parecida.
Oh os direitos fundamentais, querem calar as vozes das minorias, fachismo nunca mais.
Isto depois dos cientistas alertarem para não haver ajuntamentos, para encerrar locais de reunião de multidões. Mas como sabemos, isso de ouvir os cientistas é só às 3ªs, 5ªs e feriados.
Entre os direitos fundamentais, inclui-se o direito da casta governativa de acorrer a sofisticadas clínicas privadas quando a saúde se torna precária: rmen-Calvo-ingresada-clinica-privada_0_1 008949397.html
https://www.eldiario.es/politica/Ca
a casta governativa
Isto é linguagem própria do Podemos…
Pois. É mesmo a linguagem deles.
A nossa casta não é melhor. Colégios privados, universidades privadas e/ou estrangeiras, e, evidentemente, hospitais privados.
São, claro, os paladinos da educação e saúde públicas. Para os outros e mais os filhos que pariram e as mães que os pariram.
Ainda nenhum dos nossos gloriosos e indómitos líderes adoeceu com coronavírus, vivem tão longe do mundo real que não há perigo de lhes chegar.
A nossa casta é menos má. Não tivemos nada equivalente à da participação daquelas senhoras tontas naquele desfile, naquele dia concreto, dando o pior dos exemplos ao conjunto da sociedade espanhola e das outras mulheres em particular.
O desfile realizou-se apesar de todas as advertências públicas.
Sim, mas quem foi ao desfile, fê-lo voluntariamente. Ninguém foi obrigado a ir (creio).
Foi uma irresponsabilidade, sem dúvida. Da parte de quem decidiu participar no desfile.
É função do Estado (acho eu) prevenir as pessoas de que é altamente desaconselhável participar em manifestações. Não é função do Estado proibir as pessoas de nelas participar.
“Sim, mas quem foi ao desfile, fê-lo voluntariamente. Ninguém foi obrigado a ir (creio).”
A participação de membros do governo é um sinal claro de desvalorização das “advertências públicas”, portanto não há muito mais a dizer sobre a irresponsabilidade destas figuras… assim como as nossas.
É gente que não pode ser levada a sério. Quem comete esse erro, trama-se. Foi o caso de muitas participantes nesse desfile que contou com várias ministras e se viu abrilhantado pela “segunda dama” espanhola.
Elas funcionaram como chamariz a quem lá apareceu. Incluindo a muitas pessoas que agora estão infectadas e não têm dinheiro para recorrer aos hospitais privados. Ao contrário da casta política que (des)governa Espanha.
Estarem infectadas não prova nada. Estão porque estão, como outros estão e todos estarão.
É imutável! Se veio todo o mundo ficará infectado. Só assim o corpo cria defesas contra o vírus, como já criou para todas as pandemias que ao longo da história nos acompanharam. Pestes e infecções várias, Antónia, Justiniana, negra, febre amarela, tifóide, tétano, difteria, cólera, gripe espanhola, suína, das aves, das vacas e por aí adiante incluindo toda a diversidade de gripes, sempre a presente mais resistente do que a anterior, com que somos mimoseados todos os anos.
Portanto todos serão infectados, menos eu. Ou sou mas não importa e é como se não fosse porque quem chega aos 78 anos sem conhecer uma gripe, constipação, dor de cabeça, de rins, de estômago, nenhuma análise, rastreio, exame, nenhuma dieta e a comer tudo que me sabe bem, e a ter precisado de médico duas vezes apenas em toda esta caminhada, (por acidente) também não é agora que um desclassificado corona vai derrubar.
Mas cumpro com as regras impostas pelo Governo.
Isto aqui sou eu. Anónimo nunca!
Seguiu assim fora da lei, mas por descuido e nunca por premeditação.
Do acutilante, o cunhado
E voltou a sair anónimo. Mas de raio se passa?
A ver se levam o blogue à reparação.
o cunhado do acutilante.
O seu a seu dono. Cá está.
Por aquilo que tenho lido, para se atingir a imunidade colectiva por meios naturais (sem vacina) basta que 40% a 80% da população tenha sido infectada, dependendo do agente causador e de uma série de outros factores.
Coisa pouca, como se vê.
Segundo estimativas dos epidemiologistas, como o número de testes é escasso e dada a quantidade de casos assintomáticos já verificada no terreno, podemos pensar que estão ou estiveram infectadas cerca de 10 a 20 vezes mais pessoas do que o número de casos detectados.
Ainda é pouco?
Por aquilo que tenho lido, não há dados conclusivos sobre a imunidade de grupo para este vírus.
” La manifestación de la muerte”.
E tanto a Calvo , como a Montero e ou a Sánchez, como boas socio/comunas foram tratar-se a clínicas privadas…
JSP
Para não congestionarem ainda mais os hospitais públicos, onde há doentes deitados no chão por falta de camas. E médicos a decidirem quem vive e quem morre por falta de ventiladores.
Uma grande Saudação ao Sr. Presidente Marcelo e ao Sr. 1º ministro A. Costa pelo discernimento e responsabilidade com que têm gerido esta crise.
Uma abraço virtual de agradecimento a essa Grande Sra, Graça Freitas.
Uma Palavra de agradecimento à maioria dos Portugueses e aos trabalhadores: MUITO OBRIGADO.
Paciência e Esperança é o que resta para que todos os Povos, sem excepção, possam ultrapassar e vencer o inimigo…a remar para o mesmo lado…
Por ultimo, uma palavra de agradecimento aos canitos que por aqui rosnam porque ficaram sem comedouro para rapar…vocês também são importantes para alegrar quarentenas…
James
Discriminação inaceitável.
Mandas abracinhos à senhora directora-geral que a 15 de Janeiro tranquilizou os portugueses dizendo ao País: «Não há uma grande probabilidade de um vírus deste chegar a Portugal.» ec51560cf26bfdcaedf1f9/videos/–/–/vide o/5e1f27450cf2f02ca42d0155#/welcome?jwso urce=cl
https://tvi.iol.pt/programa/ana-leal/5b
Mas esqueces de mandar beijinhos à senhora ministra que a 5 de Fevereiro declarou que o coronavírus poderia vir a ter «consequências bastante positivas» para as exportações portuguesas. rus-pode-ter-consequencias-positivas-par a-portugal-diz-ministra/
https://eco.sapo.pt/2020/02/05/coronavi
E nem deixas um afago ao porta-voz do putativo Conselho Nacional de Saúde, que a 12 de Fevereiro – já com o surto de coronavírus qualificado de pandemia pela OMS – veio dizer esta pérola entretanto inscrita nos anais: «Fechar as escolas é ajudar e justificar o medo que não tem razão de ser.» dade/noticia/fechar-escolas-ajudar-justi ficar-medo-nao-razao-1907521
https://www.publico.pt/2020/03/12/socie
És incompleto na fidelidade canina: dás bem à cauda mas tens de melhorar quando te mandam dar a pata.
Pede umas dicas ao Miguel Abrantes.
O Marcelo fechou-se em casa 15 dias.
Isto depois de nas vésperas se espalhar em beijos e apertos de mão.
Boa gestão de toda a situação
Gestão primorosa. Exemplar.
Para além do comportamento evidenciado nessa manifestação, a denotar falta de bom senso, para ser simpático, o que eu gostava realmente de saber era a distribuição etária dos cerca de 2300 óbitos ocorridos em Espanha. Assim como também gostava de saber quais as patologias de que já padeciam os falecidos e qual a gravidade dessas patologias.
Se os números forem semelhantes aos de Itália, passaremos a vê-los segundo uma perspectiva mais realista, mais responsável e muito menos alarmista. Para quem não leu um meu comentário anterior noutro post, deixo novamente os números disponíveis da realidade italiana, citando para o efeito a Bloomberg News.
“More than 99% of Italy’s coronavirus fatalities were people who suffered from previous medical conditions, according to a study by the country’s national health authority.”
“The Rome-based institute has examined medical records of about 18% of the country’s coronavirus fatalities [so far, because it’s slow work], finding that just three victims, or 0.8% of the total, had no previous pathology [disease]. Almost half of the victims suffered from at least three prior illnesses and about a fourth had either one or two previous conditions.”
“More than 75% had high blood pressure, about 35% had diabetes and a third suffered from heart disease.”
“The average age of those who’ve died from the virus in Italy is 79.5 . As of March 17, 17 people under 50 had died from the disease. All of Italy’s victims under 40 have been males with serious existing medical conditions.”
Deixo abaixo link para um vídeo do Youtube com o seguinte título: “Why Japan has lower coronavirus cases despite not strong govt actions”.
Reparem bem naquilo que a maior parte das pessoas usam sobre o rosto.
https://www.youtube.com/watch?v=iLy6POOa AFo
PS – Se quiserem ir jantar fora, os restaurantes no Japão e na Coreia do Sul continuam abertos.
PPS – Aplanem a curva de casos infectados em função do tempo; não aplanem a economia. Caso contrário, a cura que nos estão a impôr vai ser pior do que a doença.
A economia já está a ser “aplanada” todos os dias, com milhares de pessoas a cair no desemprego.
Quer dizer que para si, Elvimonte, quem tem hipertensão, diabetes, ou mais de 60, não é grave que morra de COVID-19?
Pergunto então que acha que se deve fazer a tais indivíduos, ao se apresentarem numa unidade de saúde com problemas respiratórios, que um raio X confirma deverem-se a uma pneumonia bilareral? São mandados isolar-se para casa, porque não vale a pena sequer tentar salvá-los?
Porque se os admitir, e os tentar salvar, o hospital deixa de ter capacidade de atender os jovens saudáveis, que por azar partem uma perna a jogar à bola, e não podem, com todas as condições ser operados ao fémur.
Tem noção que neste momento se nota que há menos ingressos nos hospitais por enfartes do miocárdio, coisa que os médicos suspeitam que se deve ao facto de as pessoas terem medo de se deslocar aos hospitais, mesmo quando têm sintomas graves?
O meu filho de um ano teve uma das tosses e ranhocas normais dele. Em condições normais tê-lo-ia levado à Estefânia para lhe medirem o oxigénio e lhe fazerem tratamento. Nestas condições, o pediatra privado (que só por acaso é também médico respeitado na mesma Estefânia) receitou antibiótico por WhatsApp e tratamento aerosol em casa, sem sequer o auscultar.
Porquê? É indiferente para um bebé de um ano a pandemia que só mata velhos? Tenha juízo.
Ao longo da minha vida sempre verifiquei que, mesmo com os números à frente, há determinadas pessoas que não compreendem aquilo que os números dizem, por mais que se lhes explique.
Com números ou sem eles, as pessoas só acreditam naquilo que querem acreditar. Só se convence quem quer ser convencido, porque se não se quiser nem que desça Deus à terra continua a ser mentira.
Em todo o caso acena é: ser-se alarmista é fixe. É o que está a dar.
Dá-se a noção de responsabilidade de que deste lado está um cidadão cumpridor, um salvador da humanidade, um exemplo a seguir.
Faça o favor de me elucidar quanto aos números então.
Sim, 99% dos mortos em Itália tinham “outras complicações”. Exemplo? Hipertensão. Sabe que percentagem da população sofre de hipertensão em Portugal? 25%. Diabetes? 10%. E 20% da população tem mais de 65 anos. E depois há os sobreviventes oncológicos, os imuno-suprimidos, etc. Ou seja, basta “ter cuidado” com 30% da população.
Agora dê-me uma resposta simples: um hipertenso (ou um diabético, ou um idoso, etc) apresenta-se num hospital com uma pneumonia viral. É admitido e tratado nos cuidados intensivos, ou isolado sem tratamento?
Se não se fizer nada para conter a doença porque “ai a economia!” e “alarmismo!” o nosso sistema de saúde, nenhum sistema de saúde, vai ter capacidade para tratar estas pessoas. É essa a experiencia de Itália, mesmo com medidas de contenção.
Mas se calhar o melhor para a economia é mesmo deixá-los morrer. Menos pensões se pagam pensões a velhos, e genericamente livramo-nos de pessoas pouco saudáveis.
Atão, com sua licença – a bem dizer: as gajas quilharam-se !
Eu também gostava de ler informações deste género nos nossos jornais:
“De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Saúde da Itália, a idade média dos mortos positivamente testados na Itália é de aproximadamente 81 anos. 10% dos mortos têm mais de 90 anos. 90% dos mortos têm mais de 70 anos.
80% dos mortos sofriam de duas ou mais doenças crônicas. 50% dos mortos sofriam de três ou mais doenças crônicas. As doenças crônicas incluem, em particular, problemas cardiovasculares, diabetes, problemas respiratórios e câncer.
Menos de 1% dos falecidos eram pessoas saudáveis, ou seja, pessoas sem doenças crônicas pré-existentes. Apenas cerca de 30% dos mortos são mulheres.
Em muitos casos, ainda não está claro se as pessoas morreram pelo vírus ou por suas doenças crônicas pré-existentes ou por uma combinação de ambos”.
Aconselho-o a esperar bem sentado.
Pode ajudar
https://www.worldometers.info/coronaviru s/
Também eu gostava de ter esse tipo de informação a abrir telejornais e na 1ª página dos jornais.
Infelizmente, esse tipo de informação parece não gerar receitas e o que importa é o número jornalístico do total de óbitos.
Além do mais, ao longo da minha vida sempre verifiquei que, mesmo com os números à frente, há determinadas pessoas que não compreendem aquilo que os números dizem, por mais que se lhes explique.
Este Corona saiu-me cá um reaccionário… ia apostar que foi inventado pela direita por não saber aceitar a democrática geringonça espanhola. Mostra bem como a direita espanhola não sabe perder.
Por outro lado, os neo-nacionalistas espanhóis estão a agradecer ao fantasma recém sacudido do Franco, tão devota demonstração dos poderes do bem sobre a esquerda espanhola.
Resumindo: uma confusão do caraças.
Três mulheres que integram o Governo espanhol (incluindo a n.º 2 do Governo) já infectadas com o coronavírus. Mais a esposa do chefe do Executivo.
Não há coincidências.
Todas encabeçaram, irresponsavelmente, o desfile do 8 de Março.
Fala-se muito na forma como Trump e Bolsonaro têm menosprezado os riscos da pandemia. Estas senhoras não ficam atrás desses dois. Com a agravante de terem contribuído, com o seu péssimo exemplo, para infectar muitas outras.
Também já tinha havido aquele enterro, na Rioja, com imensa gente, que despoletou um surto nessa simpática região (sem grandes casos de mortalidde, no entanto) e no vizinho Pais Vasco. Mas essas manifs em Madrid despoletaram a enorme vaga que se observa na região, e que decerto afectou outras regiões vizinhas. Podemos imaginar os casos a menos que haveria sem essa absoluta cegueira ideológica. Ainda há de haver alucinados a dizer que o Covid é uma doença “patriarcal”.
Nem de propósito:
Também no dia 8 de Março, em Alvalade, no dia do jogo Sporting x Aves, um grupo de adeptos(?) fez uma manif de contestação a Varandas.
O presidente Varandas, médico e militar, temendo que algum consócio tivesse contraído o vírus regressou ao seu Hospital Militar.
Grande presidente!
Sebastião
Grande treinador, o Rúben Amorim, que se tem mantido cem por cento vitorioso em Alvalade.
Varandas + Amorim = muitas vitórias
SL
Amorim, técnico invicto. E sem sequer um golo sofrido até agora.