Eis uma explicação racional para a quantidade de mortes em Hubei, Norte de Itália e Norte do Irão. Tudo zonas que pela sua densidade populacional, geografia (zonas planas rodeadas de cordilheiras, que limitam a circulação do ar) e sobretudo indústria pesada e, no caso de Itália, posse de automóveis per capita, das maiores do mundo (e todos sabemos como os italianos apreciam carros), levam a que haja muito pior qualidade do ar, doenças respiratórias e a situação tão complicada que temos vindo a assistir nessas regiões.
Mais uma razão para pensarmos que há questões prementes a ser resolvidas, e que o ar que respiramos é sem dúvida uma delas. Até lá, resta-nos aprender com as lições, por duras que sejam. A economia tem de reerguer-se e o ar ficará novamente mais poluído, mas convinha voltar a este assunto, que aliás esteve no ordem do dia no último ano logo que possível. Talvez muito do cenário terrível que temos vindo a assistir fosse mais ténue. Que este ar mais limpo que respiramos agora nos ajude a perceber isso, e a curto prazo nos ajude.

A tentativa de propaganda revolucionária continua…
A media de idade das mortes em Itália anda entre os 79-80 anos. A media de idade das infecções é de 63 anos.
Muitos mais homens que mulheres morrem apesar das mulheres sobreviverem mais anos.
lucklucky
É, é isso e a negação ideológica. Essa malta que proclama que a má qualidade do ar provoca doenças respiratórias é tudo um bando de pérfidos marxistas.
Não vale a pena… O camarada lucky seria eleito controleiro geral do PCUS se seguisse um tudo mais para a direita (e desse a volta ao contador).
Não foi esse o seu argumento.
Aliás atendendo ao nível do argumento feito no artigo até alguém poderia afirmar que poluição aumenta a esperança de vida…
O facto é que Itália é um dos países que têm maior esperança de vida. -com poluição -.
Há uma tendência natural para tragédias destas levarem a revoluções. Acaba sempre mal.
lucklucky
Quando referi revolucionário não impliquei necessariamente Marxista.
Todas as tragédias desta dimensão levantam sempre uma componente de expiação e necessidade de voltarmos a sentir poder após a impotência.
lucklucky
a taxa de mortalidade italiana média diária normal decaiu este ano …anteontem morreram 1380 italianos , ora :
“En 2018 murieron en Italia 633.133 personas, 15.928 menos que el año anterior. Cada día se producen de media 1.735 fallecimientos.”~
https://datosmacro.expansion.com/demogra fia/mortalidad/italia
a mortalidade diária pode ser vista aqui
https://countrymeters.info/pt
Sim, mas com um detonador aumenta logo.
O artigo parece-me propaganda ambiental e sem nada de científico.
Vi mapas de distribuição planetária do vírus e o que se nota é que ele procura ambientes mais tépidos e “confortáveis” para se propagar.Incluindo as pessoas mais velhas. Não é por serem débeis mas por terem mais células por onde eles entrarem nos pulmões.
Tudo o que é vida procura vida, incluindo os que a parasitam. O meio-termo é a questão. O equilíbrio, porque a Natureza também reage e o procura.
Daí não vejo forma de retirar “justiça”. Pode-se é acatar que não controlamos tudo, como em tempos “normais” se tende a fazer crer.
Aliás, na Lombardia o vírus propagou-se por pequenas vilas e aldeias. Andei por lá. É lindíssimo e nada tem da visão citadina completamente poluída. Isso é Tóquio, ou cidades chinesas.
Agora os mercados chineses sim. Não é por agit prop vegan que se entende mas por porcalhice e mania de comerem todo o bicho que encontram. Toda aquela nojeira bem decorada. As pestes sempre vieram dessas bandas e desses hábitos.
Atenção: quando falamos da Lombardia (e de parte do Veneto e da Emilia Roanha) falamos de um território que, como digo no post, é uma grande planície ao longo do Pó com os Alpes a norte e os Apeninos e sul, com uma menor circulação do ar. Não são só os elementos industriais, populacionais e rodoviários. Ainda me lembro de ver nos livros de D. Camilo a descrição dos nevoeiros frequentes do vale do Pó, estáticos e que demoravam a levantar.
Pura e simplesmente estava mais perto da rota. Sempre foi assim- Rota da Seda. Chegavam aos portos venezianos a Cádis. Por aí fora. Sempre vieram do mesmo sítio. Chamarem-lhe espanhola, por exemplo é fantasia por posição política, nada tem a ver com a origem.
Agora os mercados, sim. A mania de comerem aquela bicharada toda. Isso e com os canibais o kuru ou o Alzheimer e “vacas loucas” que hão-de ser priónicas e primas do mesmo.
A questão resume-se a outra coisa que v.s estão a esquecer. Hoje em dia consegue-se saber quem foi o paciente zero. A primeira pessoa a ter a doença ou a levá-la para outro lugar.
E isso não segue efeitos ambientais. Segue de avião e em turismo.
Não, são os efeitos da globalização, hoje em dia muito mais rápida do que no séc. XIV, em que a peste negra demorava anos a espalhar-se (curiosamente invadiu a Europa através de um barco chegado a Génova, vindo do Mar Negro). Mas o que reaça o artigo não é tanta a quantidade de contaminados – essa é outra história – mas a da mortalidade
Esperemos que sim: que seja uma das causas desta virulência. Que esta crise terrível possa servir para alertar para uma maior protecção ecológica.
Teremos necessariamente de pensar nela, José.
Pode contribuir para uma maior prevalência de doenças e fragilidades respiratórias, sem dúvida. A região de Milão e Turin devido à sua geografia encaixada nos Alpes vê-se amiúde coberta por uma campânula de ar poluído que frequentemente dura várias semanas. Quem vem dos Alpes, em dias de céu azul cristalino, pode ver o céu tomar uma cor de chumbo à medida que se aproxima de Turin. É muito impressionante.
Precisamente. E é tristemente irónico observar, depois de se falar durante tantos anos do “Norte rico” e do “Sul pobre”, que a partir de Roma os números baixam consideravelmente.
João, quaresma, para os cristãos, significa fazer a experiência do deserto e apercebermo-nos das tentações que nos fazem sucumbir. Mas também caminhar a par com a Cruz há milénios desenhada e símbolo da Recriação, pois foi na Cruz que a morte foi vencida. Para quem não está familiarizado com o significado da morte ser vencida, aqui fica:
O significado da ressurreição não é somente um fenómeno extraordinário; é o fenómeno ordinário que em qualquer dia de nossas vidas pode ocorrer através da conversão, isto é, da mudança de sentido.
Curiosamente, a leitura do evangelho (boa notícia) do dia 20-03-2020 iniciava com o seguinte texto:
Leitura da Profecia de Oseias
“Assim fala o Senhor: «Israel, converte-te ao Senhor, teu Deus, porque foram os teus pecados que te fizeram cair. Vinde com palavras de súplica, voltai para o Senhor e dizei-Lhe: “Perdoai todas as nossas faltas e aceitai o dom que Vos oferecemos, a homenagem dos nossos lábios. Não é a Assíria que nos pode salvar; não montaremos mais a cavalo, nem chamaremos ‘Nosso Deus’ à obra das nossas mãos, porque só em Vós o órfão encontra piedade”. Curarei a sua infidelidade, amá-los-ei generosamente, pois a minha ira afastou-se deles. Serei como orvalho para Israel, que florirá como o lírio e lançará raízes como o cedro do Líbano. Os seus ramos estender-se-ão ao longe, a sua opulência será como a da oliveira e a sua fragrância como a do Líbano. Voltarão a sentar-se à minha sombra, farão reviver o trigo; florescerão como a vinha, criarão fama como o vinho do Líbano. Que terá ainda Efraim de comum com os ídolos? Sou Eu que o atendo e olho por ele. Sou como o cipreste verdejante: graças a Mim darás muito fruto». Quem for sábio entenderá estas palavras, quem for inteligente poderá entendê-las. Porque são rectos os caminhos do Senhor: por eles caminham os justos e neles tropeçam os pecadores.”
Temos aqui o significado de que o individualismo e a sensação de auto-suficiência – ídolos feitos por nossas mãos e corações – conduz-nos a situações desastrosas. Todos somos “Israel” e todos somos “Efraim”. Somos nós, crentes e não crentes, os inteligentes e sábios, pois, como refere o texto, “Quem for sábio entenderá estas palavras, quem for inteligente poderá entendê-las.”
E sim, JPP, tudo será diferente, para melhor, se os senhores do mundo não usarem esta situação para desencadear uma guerra dita preventiva.
Sim, Vento. Esta está a ser a autêntica Quaresma. Nunca o seu significado terá sido tão tocante desde há muito.
Não sei se será essa a causa da propagação do vírus. Poderá ser uma das causas, mas não seguramente a maior. Se não como explicar que sendo a cidade do México uma das cidades mais poluídas do mundo, ou mesmo a mais poluída, é das que regista a menor número de mortos pelo vírus.
Só se for protegida pelo amuleto anti-vírus que o presidente Obrador utiliza para si, que paralelamente protegendo-o a ele imuniza o México..
Precisamente. O mapa de distribuição atinge Europa e América do Norte. Por ser mais tépido e propício ao vírus. Não tem nada a ver com poluição.
O resto é questão de tempo. Começou na Lombardia, vai descendo.
´
Importa por onde começa a propagação e zonas planetárias mais “acolhedoras” tal como a temperatura até em laboratório já foi testada.
Os micro-organismos não são militantes nem têm causas de engenharias sociais ou utopias na manga.
Não é tanto a propagação do vírus, mas a mortalidade. As taxas de mortalidade por número de contaminados são nessas regiões bem superiores à média. Se o México não tem tanto registo de mortos será porque também não tem muitos doentes (ou os seus registos não os contabilizam).
Cuidado Pimenta.
A acap, bp e cias. devem processa-lo por alarmismo e consequente grave ‘quarentena’ na importante actividade dos pópos, muito mais grave que o cornodovirus na gentinha, por estar em causa milhões de postos de trabalho para ganhar o pãozinho de cada dia.
Deixe estar que os “pópós” não tardam a regressar. Os aviões e navios de cruzeiro talvez menos. Mas até lá, aproveitemos.
Interessante.
E eu também acho que alguma coisa tem de mudar.
Vai mudar a nível planetário e por muito mais tempo, o medo de contágio. A relação com os outros e bailaricos de rua que tanto adoro não vão ser facilmente e rapidamente recuperados.
Já não eram muito com a ameaça terrorista e eu bem que ia sempre aos carnavais londrinos. Agora então, para quem sobreviver, não vai ser a mesma coisa.
Isso e assaltos com a crise. Em toda a parte. Penso nas crianças que têm esta experiência. Não se vão esquecer e deve ser muito mais estranho para elas.
Os velhos são os que menos se cuidam, precisamente, por terem vivido mais crises e guerras e acharem que não têm muito a perder. Os que passavam a vida na rua continuam a sair.
Uma das coisas que mais me inqueita no “pós” é exactamente a forma como nos vamos relacionar nos próximos tempos. Isso pode ser particularmente traumático num sociedade como a nosa, muito dada ao contacto pessoal. Apesar de tudo a ameaça terrorista ia-se ultrapassando mais facilmente, quando o inimigo era humano e portanto menos camuflado.
Por vezes as desgraças trazem elementos redentores, Cristina. E ainda ontem, na entrevista ao Prof. António Sarmento, ele lembrou que este tipo de acontecimentos podia-nos fazer pensar se não estaríamos a viver acima da nossa escala humana.
Seria curioso ter os dados estatísticos das mortes por doenças respiratórias de cada região italiana nos anos anteriores, também os mesmos dados do Irão e dos países vizinhos para se perceber se essa hipótese tem alguma probabilidade de ser real ou se não pasa de um bitaite lançado pelo autor do post
Creio que vem no próprioa rtigo que os problemas respiratórios da população na região de Teerão e em Hubei eram recorrentes.