Quando Dalila Rodrigues foi demitida por Isabel Pires de Lima, do Museu Nacional de Arte Antiga, levantou-se um coro de protestos, organizaram-se vigílias, fizeram uma manifestação de apoio com contornos surrealistas, acusaram a ministra da Cultura de estar a fazer um saneamento político e Marques Mendes acusou o governo de partidarite. Era notório, nessa altura, o desagrado de um certo grupo de subsidio dependentes, a que Dalila Rodrigues deu voz, manifestando a sua discordância com a política seguida pela ministra.
Depois de lhe ter sido confirmada, em Agosto, a continuidade à fente da Casa das Histórias, Dalila Rodrigues acaba de ser informada, pela Câmara de Cascais, que afinal deixará de desempenhar o cargo em Dezembro, porque a sua continuidade não reúne os necessários consensos.
Estranhamente (ou talvez não), Dalila Rodrigues ainda não reagiu e não vejo quaisquer movimentações para uma manifestação de desagravo à pintora, nem ouço uma voz a levantar-se contra a câmara de Cascais. Onde estão os fervorosos amigos de Dalila Rodrigues? Só aparecem quando ela é demitida por alguém do PS e escondem-se quando é o PSD a tomar a decisão?

E o PR já mandou um recadinho à câmara de Cascais?
Pois é Carlos,
As asfixias psdianas ( sejam na Madeira sejam em Cascais ) não são diagnosticadas como tal.
Acho que lhe chamam ilhas de liberdade.
E Cascais , tal como a Madeira ) é um bom local para curar tuberculoses.
Cumprimentos
Excelente pergunta.
Bem observado, Carlos. Não serve para a Câmara de Cascais, mas tinha que servir para o Ministério da Cultura. Repare-se que não discuto a competência, papel ou trabalho anterior da visada, mas apenas uma certa forma de fazer política e de intervir. Há quem lhe chame pouco séria.
Em certas alturas/casos têm memória curta – fazendo ouvidos de mercador – é tudo uma questão de conveniência – poucos, também, são os que escapam a isto, digo eu…
Há aquele velho ditado que diz que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo. Mutatis mutandis…. voilà!. As carpideira agora parecem que já nem a conhecem.
Há que ser sério. Dalila reagiu logo (No site do Público pode ler o seu comunicado). A Câmara de Cascais esclareceu que nada tem a ver com a saída da directora. E é claro que a influencia socratiana atingiu Paula Rego para mandar a senhora embora.
Depois do passeio a NYC ela que volte ao Cavaquistão.
Lá não arranja conflitos…