DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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João Carvalho: «O ministro das Finanças levou a proposta do Orçamento de Estado ao Parlamento. Portugal precisa de baixar o défice para três por cento até 2013. Teixeira dos Santos garante que vai já este ano baixar (repito: baixar) um por cento em relação ao ano passado, para que o défice de 2010 desça (repito: desça) aos 8,3 por cento. Já liguei ao James Cameron a pedir uns óculos do Avatar, para saber se estou a ver bem a coisa. Só tenho medo que a 3D seja pior do que me parece.»

 

Teresa Ribeiro: «A ideia de que algumas mulheres preferem os homens mais velhos para se sentirem protegidas, para mim sempre tresandou a “engenharia psicológica” de macho. O próprio Freud não escapou a esta  fantasia e logo tratou de a caucionar com as suas teorias edipianas aplicadas a mocinhas em idade casadoira: o que elas procuram, dizia ele, é um pai, que substitua o papel que o biológico teve na sua infância.»

 

Eu: «Sócrates, que não é Guterres, neutralizou eficazmente os nostálgicos do “frentismo de esquerda” com honrarias simbólicas de todo o tipo. E a última fila da bancada parlamentar socialista, outrora um viveiro fervilhante de indignações, é hoje a montra de um “socialismo” ordeiro e cordato, que não ousa perturbar o sono do chefe. Se fosse preciso, transportaria hoje em ombros Daniel Campelo de Ponte de Lima a Lisboa enquanto se empaturrava com doses torrenciais de queijo limiano. A bem da Nação.»

2 comentários em “DELITO há dez anos”

  1. A ideia de que algumas mulheres preferem os homens mais velhos para se sentirem protegidas, para mim sempre tresandou a “engenharia psicológica” de macho.

    Seja qual fôr a razão que se invente ou descubra para isso, o facto é que algumas mulheres casam com homens muitíssimo mais velhos que elas. Melania Trump, por exemplo.

  2. “A ideia de que algumas mulheres preferem os homens mais velhos para se sentirem protegidas, “
    Que muitas preferem, preferem. A razão é que me escapa.
    Talvez venha de há milhares de anos em que era importante a maior força do macho para efeitos de protecção. Essencialmente sempre foram os que se matavam nas guerras. E vejo com dificuldade a participação de mulheres na guerra no tempo em que não havia armas de fogo e a coisa era corpo a corpo. Ainda hoje há (e conheço) muitas mulheres que se sentem protegidas pelo homem. O contrário é muito raro.

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