E quando tinhas 16 anos?


joaomsandre,

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A Time escolheu Greta Thunberg como pessoa do ano. Penso que ela não liga muito a isso e que se ligar será só pela forma como irão falar da sua causa.

Haverá muitas pessoas, incluindo neste blogue, que menorizarão a escolha. Falarão em como ela é obcecada, ou que devia ir para a escola, ou que isto ou aquilo.

A única coisa que lembro é: começando por se sentar no passeio com um cartaz, esta miúda de dezasseis (16!) anos colocou milhões de jovens envolvidos numa causa que lhes é importante: o seu futuro. Falou com líderes políticos, económicos e discursou, fluentemente, nas Nações Unidas. Conseguiu ainda atrair o ódio dos ogres políticos deste mundo (sim, como Trump ou Bolsonaro – os Putins ou Kims são piores).

Para quem ainda lhe cause urticária o que Thunberg conseguiu, deixo a pergunta: e tu, o que fizeste aos 16 anos?

71 comentários em “E quando tinhas 16 anos?”

  1. Olá Padrinho.

    Aos 16 anos sonhava que aparecesse uma Greta na capa da Time, para que assim os seus seguidores pudessem ter um tema que se parecesse com uma causa.
    Também me interessava por gretas ou placas tectónicas. Também me interessei pela Greta Garbo.

  2. Caro João André,
    Eu com 16 anos, era jogador de futebol federado, escuteiro, namorava, frequentava as aulas do secundário (estava no décimo primeiro ano de escolaridade não obrigatória) e não me passava pela cabeça chumbar o ano lectivo por faltas para passear de veleiro.
    A Greta é um bom exemplo?
    Não trocava a minha adolescência pela dela (os meus pais não gostavam muito quando eu faltava às aulas).
    Por outro lado não me via (e não me vejo hoje) a trocar o futebol, o escutismo e a namorada por um passeio de veleiro para salvar o mundo.

      1. Caro Vorph,
        Todos tendemos a pensarmo-nos normais.
        Para si o normal é a fricção; friccionar-se.
        Para mim o normal é estudar, futebolar, namorar… se isso faz de mim um ser humano ordinário e de si e da Greta pessoas extraordinárias, ok.
        Cada um escolhe o vento que quer mas para quem não sabe para onde quer ir todos os ventos são desfavoráveis.

        1. Concordo, absolutamente, caro Pedro. Pessoas normais levam-se em vidas normais. Depois há as outras, que fazem capas da Time, que ganham a imortalidade.

          Ainda bem, que alguns de Nós, para o bem dos normais, levam vidas extraordinárias, que nos permitam viver, assim, como, habitualmente. Acordar, comer, dormir, ter filhos, netos, chamar de ingratos aos mais novos, morrer.

          A vida normal é, na verdade, um dia, apenas, multiplicado em anos.

          Vidas normais passeiam-se em esquinas, normalmente, gastam-se, desgastados, em pequenos nadas.

          Quanto ao estudar, recordo-me de um outro, extraordinário, que disse surgir a sabedoria do esquecimento do aprendido na escola. (aprender a desmontar a verdade aprendida para chegar à verdade, verdadeiramente, até outro, extraordinário surgir, mais tarde, e desmontar a verdade, do primeiro, que passou, com o tempo, a ser a verdade da escola)

      2. E o que é que a Greta conseguiu gastando mais de 730 milhões de dólares, (contas feitas por uma auditora internacional, contando com as despesas de 1800 pessoas, que a acompanham e mais de 40000 telemóveis que usam)?
        Promover uma “alteração climática” que provoca mais de 11000 mortos, anualmente, em países do próximo oriente? Porque é que a Greta não é levada à Índia para ver os resultados dos telemóveis, que tanto usa, ou dos automóveis eléctricos. Se temos meios para saber a verdade, que a saiba de todas as vias… no meu tempo isso era possível, depois de passar semanas a consultar jornais e revistas científicas. Actualmente podem faze-lo em 10 segundos a partir de qualquer telemóvel que tenha acesso à internet. Ou é só puxar a parte angélica e varrer a diabólica para debaixo do tapete? Tal como 11000 milhões de humanos tem feito, nesta última década e meia.

  3. Aos dezasseis anos passei seis horas empoleirado numa árvore para fugir à sanha de dezoito mabecos que levaram a peito as ganas comestíveis a meu respeito. Depois quem me procurava descobriu-me e resgatou-me.
    Aos dezassete perdi a minha virgindade com uma Divinal e Belíssima Senhora de trinta e quatro anos. Que o Céu lhe seja eternamente suave e doce.
    Aos dezoito salvei do mar uma rapariga de dezasseis que se afogava.
    Aos dezanove pouco de relevante fiz, e aos vinte fui para a guerra e verti sangue.
    Antes e depois, confesso que os grandes problemas do mundo pouco ou nada me diziam. Valha a verdade que também nunca vi ninguém preocupar-se com isso, nem de tal falar, ou se falaram nunca ouvi nada a respeito.

    1. ” perdi a minha virgindade com uma Divinal e Belíssima Senhora de trinta e quatro anos.” Caso ela hoje seja uma figura importante ou mediática se a denunciar como pedófila ou abusadora sexual terá direito a uma boa indemnização. Ou, pelo menos, dinheiro por baixo da mesa para ficar calado.
      ” Que o Céu lhe seja eternamente suave e doce.” Isso é o que você diz e pensa, acredito. Veja com as coisas mudam com o tempo. Hoje ela seria uma criminosa.

      1. E o que o leva a pensar que a denúncia e ou a chantagem fazem parte da minha filosofia de vida?
        Sobretudo para quem que com tanta meiguice e doçura me abriu as portas do paraíso tirando-me deste mundo de inglória masturbação transportando-me para outro diametralmente oposto de plenitude sexual.
        Indemnização, dinheiro por debaixo da mesa, lucros ilícitos, etc etc…
        Seguramente confundiu-me. Não sou árbitro nem dirigente de futebol.

        1. “o que o leva a pensar que a denúncia e ou a chantagem fazem parte da minha filosofia de vida?”
          Eu não pensei isso. É um condicional inspirado em muito do que já aconteceu em variados casos devido às leis que existem.

      2. O senhor precisa de ler o código penal antes de tentar ter piada. Aos 16 anos, não é considerado pedofilia.

        1. “precisa de ler o código penal antes de tentar ter piada.” Está bem, vou ler o código penal (acabo de o encomendar pela internet). Penso que será para ser mais rigoroso e não para tentar ter piada. Do pouco que sei do código não vejo relação com piadas. Não será pedofilia mas tem um nome que, suponho eu, indicam que a coisa não é nada recomendável. Apesar de um rapaz de 16 anos andar normalmente obcecado pelo sexo. Mas quem faz as leis acha que não deve. É assim ou não?

          1. Dezassete! Exactamente no dia do meu aniversário dos dezassete.
            Sussurrou-me ao ouvido.
            -Tenho uma prenda para ti. Vai logo à noite à minha casa.
            Afastou-se encantadora a sorrir para todos, e eu, por entre as chamas do fogo que me consumiam, fiquei a tentar decifrar o que ela quisera dizer, enquanto com a mão limpava o ouvido molhado pela boca que o engolira e pela língua que nele penetrara.
            Dezassete anos, portanto.
            Pedofilia?! Que seja para a lei. Para mim foi o Sol da minha vida!

          2. Retomo a sua afirmação “Hoje ela seria uma criminosa”. Mantém a afirmação, mesmo depois de ter lido o código penal?

          3. ” Mantém a afirmação, mesmo depois de ter lido o código penal?” Li o código mas não percebi patavina. Pelo código não sei mas para mim ela seria uma benfeitora.
            Quando eu tinha para aí uns 10 anos também encontrei umas mulheres (sobretudo uma) assim atiradas. Hoje recordo-as com saudade. Eu gostei muito das práticas em que me iniciaram. Mas há uns anos comecei, pelo que li nos jornais, a desconfiar que elas (sobretudo uma) praticaram um crime grave. Causar prazer a um rapazinho ser um crime parece-me exagero, já não percebo nada disto. Parece que os juristas e os legisladores é que decidem de que é que eu devo gostar. Faz-me lembrar o Bernardo Silva com aquela piada dos conguitos. Pela lógica até me parece que então o amigo dele escurinho deveria ser punido pro não se considerar ofendido!!!!

  4. Não me causa urticária o que Greta fez e ainda possa fazer. Desejo que não desanime e que o alardear do sonho, os passos que dê em prol daquilo em que acredita, nunca lhe sejam nefastos nem a tornem diferente de quem parece ser: uma garota simples com um ideal e que luta por ele; não se acanha a conversar com quem quer que seja e passa a mensagem na boa, consciente de que é um alerta e não pode, por si mesma, fazer qualquer mudança. Acredito que há-de voltar à escola como acredito que a sua luta pelo meio ambiente ameaçado é do domínio da urgência. Só não entendo como é que os poderosos nada decidem nesse âmbito. Lutando pelo planeta estariam a lutar pela sua e nossa sobrevivência. Mas talvez não lhes interesse: morra marta, morra farta.

    Mas não concordo com a pergunta final. Cada um é um e não tem que ser uma Greta. Nos meus dezasseis, veja bem, nem sequer se falava em poluição ou em preservação do meio ambiente. Mas nem é só isso, não temos que andar todos a lutar por grandes causas e não apenas por dar trabalho e ser árdua exigência. É por sermos todos diferentes e haver também necessidade das pequenas coisas e de quem as faça e porque na verdade não há mal em que não sejamos líderes assertivos na luta por causas fracturantes e de necessária solução.
    Como não havia a questão do meio ambiente e sem que o pedisse, aos dezasseis anos caiu-me um lar em cima com três filhos pequenos (o mais novo tinha um ano) que não eram meus, um marido que não era meu mas chateava para carambo e uma doente a cuidar. Acrescente a isto cabras, ovelhas e porcos que já não lembro quantos eram, mais coelhos e galinhas. E ponha -lhe em cima a minha completa inexperiência a cozinhar, a falta de luz eléctrica. Mesmo que o meio ambiente andasse aos gritos pela rua, garanto-lhe: não devia dar por ele.

    1. É, é isso!
      Crianças que nunca foram meninos nem meninas.
      Sabem lá o que isso é as Gretas desta vida.

  5. Adenda 1:

    Eu, com 16 anos, ao contrário da Greta Thunberg, não queria salvar o mundo. Ao invés, queria que ele ardesse, num novo batismo de fogo.

    Adenda 2:

    As gentes dividem-se em três tipos. Entre os que mudam o mundo, os que mudam, com o mundo, e os indiferentes quanto às coisas deste e doutros mundos.

  6. “colocou milhões de jovens envolvidos numa causa que lhes é importante: o seu futuro.”

    Este é precisamente o problema: há milhões de jovens (e outros tantos fervorosos bloguistas) que não percebem que o seu futuro não depende nada do que fizerem agora, a não ser aquela ideia tonta que veio da publicidade dos telefones de que os movimentos de massa com origem em truques publicitários correspondem a sociabilidades concretas. Esse é o mundo da Greta e dos jovenzinhos que vão ver o Papa ao Terreiro do Paço: de que os concertos de violino com gente a cantar e a dançar no metro de Nova Iorque acontecem espontaneamente se as pessoas forem todas boazinhas.

    Essa ideia do agir agora é uma inventona ideológica e jornalística que serve para arranjar emprego à Greta na ONU daqui a uns anos mas a Terra e os vulcões e o catano estão-se a cagar para isso tudo — como o Ferro Rodrigues.

  7. Pois 16 anos passava a vida essencialmente a masturbar-me. E isso na altura era considerado um pecado gravíssimo (além de prejudicar a saúde). Mais grave que tudo era que eu acreditava. Já se falava no fim do mundo mas, ao contrário de agora, para daí a muito, muito, muito tempo.

    1. O António a dar – me razão, no meu comentário, ao comentário de Oliveira.

      Caroços mamários na melhor das hipóteses, sendo o Inferno, uma possibilidade.

      E gajas, e mamas, e filmes porno. E ser – se um homenzinho, com um trabalhinho, das 9 às 17h, e ter um carrinho, com muitos coelhinhos….

    2. Olha, há por aqui outro António. É um nome vulgar, e quem vai ao mar perde o lugar. Andei tempo demais sem comentar.
      Quanto à pergunta completamente traiçoeira do João André, o que fez ele aos 16 anos?
      Aos 16, em Portugal, os miúdos andam entre o 10° e 12° ano, a comer vermes na escola, a aturar greves de professores, e a ouvir os pais gemer debaixo duma carga de impostos e formulários. Começam a ter noção de que vão tirar cursos inúteis para competir com algoritmos, não terão reformas, baixas médicas, salários dignos. Aos 18 já sabem que, quer as águas subam 10cm ou 10m, estão tramados. Andam, dum certo modo, a sobreviver, e pedir-lhes mais é pedir demais.

    1. Aíiiiii.. se há coisa barrenta é chamar idealista, no sentido pejorativo do termo, a quem tem ideias. Não tivessem havido idealistas e ainda hoje comíamos do chão. Os normais vivem as suas vidas, porque houve alguém, antes deles, que as idealizou (confusão? – as idealistas sufragistas, os idealistas cientistas que ousaram quebrar os cânones da verdade académica, os “revolucionários” políticos que ousaram quebrar os abusos aceites, pela maioria, com naturalidade … )

      Maria Dulce, esse seu comentário é um bocado descabido. O que é que o PS, mais o Abril, têm a ver com isto, clima Greta Thunberg, Time… .

      “Envelhecida, e tendo – me cumprido na vida, tornei – me conservadora, ao ver nos outros, uma ameaça à minha felicidade”.

      1. Oh Pedro… Sábado mal acordado este, não ? Para bom entendedor, a pergunta desta publicação é no género ” onde é que estas no 25 de Abril de 1974?”
        Que resposta mais descabida a sua. O meu comentário tem a ver comigo. Apenas e só. Apesar da capa da Time poder dar o mote, o objectivo não é “Gretar”, é falar dos seus/nossos 16 anos. Eu vivi-os bem, com todas os idealismos que a idade e a conjuntuta política do momento podiam oferecer; o Pedro deve ter passado dos 15 para os 20, a fazer associações de ideias da treta… enfim.
        E depois desde quando é que a palavra activismo é sinónimo apenas e só de Greta & Cia. Tome um cafezinho. Beijinhos.

        1. Hmmm…

          Posso ter sido troll na forma mas, no conteúdo, julgo, que não. Vamos esmiuçar.

          Associação de palavras, que tomam forma numa ideia final :

          Greta – juventude – activismo – idealismo – inocência – erro.

          E não é verdade, Dulce, que pensa assim? Sejamos francos. Já nos vamos conhecendo.

          A questão, a única questão, é terem as Direitas assumido, que o movimento ambientalista, ao reclamar uma mudança de paradigma, a bem de todos, é “Soviética”, Cubana. Basta ver que não há político populista, de extrema direita, que esteja do lado da comunidade científica. Dulce, vale o que vale (para mim, muito), mas não existem quaisquer dúvidas, entre a esmagadora maioria dos estudiosos, que a actividade humana tem /teve influência nas alterações climáticas.

          Veja bem, mesmo que o problema não fosse a emissão de gases, com efeito de estufa, a continuramos neste ritmo, delirante, de hiper-consumo , serão necessários 3 planetas, dentro de um par de anos, para saciar as nossas necessidades. Precisaremos assim, tanto, das coisas, fora de nós.

          Não. Eu, dos 15, aos 20, cansei-me da vazia exibição burguesa (classe média-alta , funcionalismo público, e detentores de capital, imobiliário, latifundiário, que arengava de papo cheio, suados, não por causa do trabalho, mas do tinto e do repasto)

          Tudo de bom

          1. “Greta – juventude – activismo – idealismo – inocência – erro”

            40 e tal anos antes do advento da Greta, o activismo era outro, menos radical, mas não menos apaixonado.

            Perder a objectividade é ir a jogo com o resultado pré-concebido : Objectividade 0 – Fundamentalismo 100.
            Não se trata de ser pró ou contra a cena da Greta. Trata-se de falar como era a vida da juventude pós 25. E cada qual foi como foi e é como é.

            Já viu que foi o único comentador a assumir as dores da Greta ? Quer ver que estão todos errados, são despropositados ou barrentos?

          2. “Já viu que foi o único comentador a assumir as dores da Greta ? Quer ver que estão todos errados, são despropositados ou barrentos?”

            Sabe decerto que o Delito conjuga e conjura, nos seus comentadores, muita “direitalha” (atenção, que não falo dos autores do blogue)

  8. Aos 16 anos estudava e trabalhava para mudar o mundo aos 30.
    Falhei miseravelmente.
    Devo ter feito alguma coisa bem pelo meio, pois mudei para melhor alguns micromundos.

  9. Aos 16 anos era uma imbecil como quase todos os adolescentes. Julgava-me a única pessoa lúcida num mundo de mentecaptos; pensava em rapazes, lia Fernando Pessoa como se não houvesse amanhã e jornais para tentar perceber o que acontecia, livros de astrologia para ver se Fernando Pessoa e os jornais tinham razão. Recortava uma imagem do Expresso, de um rapaz pronto a ser trucidado por um tanque em Tiananmen, para mostrar à turma numa apresentação de trabalho de grupo, faltava o mais que podia às aulas para passar os dias num café na treta com amigos. Escrevia patetices e estudava o menos possível. Resumindo, uma perfeita inútil.

    Assim, sobre grandes causas ambientais, só me lembro de alguns dos meus amigos e conhecidos da época, que tinham um grande amor à ‘Natureza’, onde reuniam. Já adivinhando que me ia desiludir fui duas ou três vezes ver esse sítio ao qual chamavam ‘Natureza’. Cerca de 200m2 de terra batida e algum entulho, nas traseiras de prédios, onde sobreviviam 6 ou 7 pinheiros fanados de agulhas. Já agulhas de outra espécie era o tereno farto assim como de mortalhas, papel prata, isqueiros. Enfim, tudo aquilo os amantes da natureza apreciam. A população autóctone do espaço ‘Natureza’ era a que mais perorava sobre a hipocrisia do mundo, os que mais se revoltavam contra o sistema e os poderosos, e os que mais bandeiras içavam pela paz e sobre a vida em comunhão com a natureza.

    Conhecendo a natureza como campo, onde havia gente que o trabalhava, cuidava e retirava o sustento, tinha aprendido a ter-lhe outro tipo de respeito (coisa fora de moda, o ‘respeitinho’). Talvez, por isso, as grandes causas da ‘Natureza’ não me tenham comovido.

  10. Ignorante destas ( e de muitas outras…) problemáticas, como é moda dizer-se, atrevo -me a sugerir, em voz baixa e com bons modos,a leitura do texto ” A outra face do fenómeno Greta Thunberg ” surgido a 18Dec no concorrente “Blasfémias”.
    Um democrático exercício do contraditório.
    Quanta à verdade…”nua e no fundo de um poço” ( vénia ao imortal, e amado, Jorge…).

    JSP

      1. Abandonas te tem erro de gramática grave….

        Mas o Pai NAO o abandonou… Tem a vida eterna…. embora ser crucificado faça dores horrorosas.

        Há cristãos crucificados pela sua fé em vários países do mundo no séc XXI….

        Nao merecem cartazes resoluções da ONU…Guterres…notícias nas TVs…

        Mundo execrável

    1. Lendo, a notícia, fiquei com a impressão, A Ser Verdade, que não foram os Thonberg a serem usados. Aliás, fiquei com a ideia, de que ninguém foi instrumentalizado. Apenas um grupo de pessoas, mais, ou menos, influentes, com interesses comuns. Poupar o Planeta. Se a Economia, “futuramente” , considerar a protecção ambiental como um negócio, será uma mudança excelente , pois servirá de garantia para a implementação das políticas mais adequadas. Tal como os fogos. Quando se fizer mais dinheiro com a prevenção, do que com o combate, o medo de verão, desaparecerá.

      1. Falta-lhe a informação que as 1800 pessoas (que fazem parte do apoio à Greta) vão escondendo, pois as medidas que vão apresentando são piores do que as que já existem.
        Não foi curioso que a Greta foi à Alemanha e “esqueceu-se” da energia nuclear? Pois… é que não dá jeito nenhum querer vender 1200 milhões de automóveis eléctricos, sem ter fontes de energia que os abasteçam. E a energia solar/eólica ou a das marés só daqui a 50-100 anos, conseguirá absorver os consumos actuais. Subir 76% esse consumo precisa de outros suportes energéticos… um deles é o nuclear. Mas, dessa parte a Greta não pode pedir medidas.

  11. Ia as aulas, estudava música, ganhava uns trocos a cantar em casamentos, era escuteira, fiz umas campanhas de voluntariado e era a babysitter da família, tinha direito a 1 ou 2 dias das ferias para sair com os amigos. E ainda que levar com o bullying de uma betinha do 11’A. Infelizmente, não tinha uma equipa de RP que fez de mim um produto de marketing, não fazia questão nenhuma em ir para as aulas todos os dias.

  12. A Maria Armanda, a Linda Blair e a Shirley Temple também chegaram muito longe ainda mais novas.

    E eram artistas, oferecendo novos mundos ao mundo.

    Muito me espanta que não sejam mais vezes apontadas como exemplo, ou que a infância dos nossos filhos não sejam medida pela delas…

  13. Gostei da pergunta se bem que um tanto ou quanto embaraçosa, mas provavelmente não tanto como perguntar o que fazem agora.

  14. O ridículo mata. Aos 16 anos consegui que o suplício da minha mãe terminasse. Enfrentei o meu pai e ele saiu de casa e a minha mãe finalmente deixou de ser vitima de violência doméstica. Se tivesse os apoios obscuros de Greta provavelmente teria dedicado o resto da minha adolescência a combater a cobardia que ainda hoje me provoca pesadelos. Para a sua questão eu tenho o adjectivo perfeito para classificá-la mas por pudor não o vou mencionar. Seja feliz. A ignorância é uma dávida.

  15. Aos 16 fazia o que faço hoje, lutar contra as pequenas (e grandes se possível) injustiças, saber discernir entre o certo e o errado e tentar descentrar-me da minha vida.
    Tinha algumas ilusões entretanto desfeitas mas acredito que sempre estive do lado “certo”, porque não existem ilusões mas sim realidades enfeitadas que são como mentiras.
    Infelizmente este tipo de atitudes / acções só servem para turvar ainda mais o problema ambiental / escassez de recursos saudáveis e pôr outras mais importantes (sim existem causas mais importantes) na escuridão…
    Já agora o que fazia o João André aos 29 ?

    WW

  16. Aos 16 anos vi o 11 de Setembro em directo na televisão num dos cafés da aldeia. E terá sido também nessa idade que readquiri o gosto pela leitura pela descoberta da ficção científica literária. Mudar o mundo? Nem a aldeia, quanto mais o mundo.

    Tenho mesmo muita simpatia pela Greta Thunberg. Que não desmoreça, como dizemos lá na terra!

  17. Aos 16 anos estudava para compreender o mundo, não viajava pelo mundo, não fazia greve, lia nas horas livres e depositava esperança que o mundo aproveitasse os frutos do meu trabalho. Orgulho-me disso. Não tenho nenhuma inveja, nem admiração por Greta, tenho por outras pessoas que criaram coisas e esforçaram-se por criar as tréguas e sujaram as mãos para tirar outros da lama e da miséria.

  18. Nunca precisei da Greta para me preocupar com o ambiente. Com 16 anos, bastaram-me os livros, as notícias, a educação dos meus pais, da escola, dos escuteiros e mais coisas onde ficamos a saber das coisas e do que podemos fazer.
    Para isso, o melhor que podia fazer não seria pedir a atenção de toda a gente nem ralhar, seria fazer um pouco da minha parte como cidadão responsável. Por exemplo: reciclar ajuda, mas reduzir o nosso consumo e reutilizar o que já usamos ajuda ainda mais.
    Pessoalmente prefiro as pessoas não esperem por grandes decisões, e que começam por tratar das suas vidas, antes de pensar em mudar as dos outros.

  19. Excelente texto!

    O que me tira do sério são mesmo aquela pessoas que dizem que ela devia estar na escola, invocando comparações com adolescentes em outras partes do mundo que não a frequentam por manifesta impossibilidade económica ou política.

  20. A Time é uma dondoca à boca cheia. Em 2006 elegeu YOU como pessoa do ano. Parecia genial e eu gostei de ver e ouvir, a sério. Depois, no ano seguinte, alguém com um pingo de lucidez, satirizou a publicação transata (sou NAO) elegendo THEM ( they control the information age…) como amigo público número um. Entre fake news, click bait e confusão generalizada com imbecilidade a toda a hora, já não se sabe o que pensar com retidão para estabelecer balizas cognitivas que possam servir para pensar bem e ser melhor. Ontem, no programa da Cristina, Luís Montenegro, um candidato a uma coisa chamada Governo que muitos consideram Política Mesmo , fazia um dueto encantado com Tony Carreira – também promovido pelo Continente e pelo BPI – sob o olhar atento e embevecido da mulher mais influente do país…!!! onde numa plataforma um pouco mais abrangente tb pontua outro tipo de fenómenos impossíveis de reproduzir in vitro porque sai mais barato concebê-los ao natural.
    Sinceramente, não perco sono com Greta, não por ser uma miúda catapultada para a os palcos onde reinam cada vez mais imbecis, mas porque me parece cada vez mais do mesmo e cada vez mais demasiado. Por esta ordem de ideias, porque não atribuir-lhe um Prémio Nobel Qualquer e colocar-lhe ao peito uma Medalha Olímpica de uma modalidade avulsa acabada de eclodir às três pancadas? Por cá podemos elevá-la a Senhora Comendadora, for instance. Do Plano Nacional de Leitura deviam fazer parte Animal Farm & Lord of the Flies, respetiva e respeitosamente traduzidos. Embora seja moeda corrente, parece-me uma falta de educação tratar-se por tu quem não faz parte do nosso círculo de intimidades mais próximas. E mesmo esses…
    Obrigado. Cumprimentos. Eduardo.
    PS: ontem comentava com a minha filha de dezasseis anos que com dezasseis anos fui a Paris de autocarro sozinho. O meu tio iria esperar-me. O autocarro vá-se lá saber porquê, chegou com quatro horas de antecedência e eu aguentei ai aguentei, numa cidade que não conhecia e onde ninguém me abordou para me propor qualquer prémio – o Otário da Cidade Luz, por exemplo. Muito anos antes, já colocava o lixo no lixo, comecei a reciclar assim que apareceu o vidrão e tb fomos ensinados em casa a respeitar as indicações dos nadadores salvadores e a fila nos transportes antes de entrar, etc, atitudes hoje muito pouco valorizadas na teoria e na prática.

  21. sinto que o Andre transborda de vontade, tanto que ate fala da fantasia como se fosse a realidade.

    A miuda podia ate ter reunido com o trump, nao faria diferença, como nao faz com quem se reuniu.
    A miuda nao conseguiu nada de nada, nem mobilizar os jovens.

    E quanto á pergunta dos 16 anos, é o Andre a desviar as atençoes.

    Ela e os, diz o Andre, milhoes de seguidores, sao como as modas, as bandas musicais para os adolescentes que nascem como cogumelos. Esses adolescentes nao só nao estao revoltados devido a privaçoes, como nao estao dispostos a prescindir do bem bom que a vida lhes porporciona.

    Com franqueza, Andre.

  22. Aos 16 anos, estudava ciências, onde se aprende que o nosso querido planeta Terra, já passou por centenas de milhões de milhões de alterações climáticas. 5000 milhões de anos é muita coisa… usar comparações de 4-30 anos é como chegar à praia, agarrar num punhado de areia e dizer que está a retirar 50000000000 toneladas de areia daquela praia.
    O planeta já esteve muito mais quente do que actualmente, já teve água 73 metros acima do nível médio do mar actual. Já esteve mais frio e a água esteve 30-40 metros abaixo dos níveis actuais.
    O autor e os comentadores “inteligentes” deviam pedir uma aula de geologia e irem dar uma volta pela costa Portuguesa. Tantas certezas que iriam morrer aos 3 minutos da aula de 50 minutos. Talvez seja esse o problema do grupo da Greta, é que tem tudo no telemóvel e não conhecem a história do nosso planeta. É muito fácil dizer “esta foi a maior cheia dos últimos 13 anos”… depois há 50-60 cheias, registadas, que foram muitíssimo piores do que aquela mas, estão fora dos 13 anos apresentados.
    O planeta Terra tem, aproximadamente, 5000 milhões de anos. O humano vive, em média 70 anos e está cá há pouco mais de 100000 anos. Já chegou a perder 95% dos humanos existentes no planeta, por algo que os cientistas ainda tem muitas variantes para entender. E, não terá sido pela sua própria intenção destrutiva, pois não tinha aviões, carros de combustão ou matavam por diversão. Assim como a água já subiu e desceu, vai continuar a faze-lo, mesmo depois dos humanos desaparecerem de cá… tal como aconteceu aos dinossauros. Chamam-se ciclos e podem ter centenas, milhares, milhões ou milhares de milhões de anos. Não é com pedidos de alterações, apresentando soluções que, em boa parte, são piores do que o que está a contestar, que se resolve o problema.

  23. Aos 16 tinha respeito por professores , colegas , amigos…aos inimigos dava lhes a outra face (sinal de maturidade, de evolução). Dar a outra face, falta isso à sociedade , para sairmos do estado primitivo e infantil, do levar e dar. Quem mata pela espada morre pela espada. O meu trisavô foi militar de carreira e costumava dizer que o homem mais nobre e corajoso, é o que nem dava nem levava. Talvez tenha sido o breve caminho trilhado como Cristão Calvinista, que o fez pensar dessa forma até morrer …como Cristão católico ele usou sempre uma frase inesquecível de Santo Inácio de Loyola…faz tudo como se tudo dependesse de ti , acreditando que tudo depende de Deus. Cump. Rui Nobre

  24. E Einstein aos 16 o que fez? Já em adulto , como homem foi medíocre , abandonou o seu filho num Óspicio , por vergonha e cobardia … abandonou-o para não mais o ver. No entanto foi considerado personalidade do ano. Nenhum de nós é descartável , todos somos únicos e insubstituíveis. Mulheres e Homens anónimos , fazem tanto por tantos e são pais exemplares, que cuidam e tratam de seus filhos independentemente das dificuldades. Pergunte a esses o que faziam com 16 anos. A maioria irá responder o normal. Mas muitos atingindo a idade adulta são heróis e autênticos guerreiros. Sr. André a si e aos seus , desejos de um Santo Natal . Cump. Rui Nobre

  25. Por falar em alterações climáticas, assunto sem o qual não haveria esta capa, aconselho a leitura de “Alterações Climáticas: o que sabemos, o que não sabemos”, de Judith Curry, reputada cientista.

    https://www.guerraepaz.pt/pt/inicio/571-alteracoes-climaticas-o-que-sabemos-o-que-nao-sabemos.html

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