O comentário da semana


Pedro Correia,

«O separatismo é sempre revolucionário, seja de esquerda, seja de direita. Têm pó a tudo o que é Nação porque preferem o fascismo em micro-escala regional.

Quanto pior melhor. E depois preferem os Impérios (UE, leia-se) para a moedinha.»

 

Da nossa leitora Zazie. A propósito deste meu texto

14 comentários em “O comentário da semana”

  1. Repito, uma vez mais:
    – pôr a questão nestes termos, quando as alegadas democracias põem 9o% da riqueza nas mãos de 1%, é atirar muito ao lado da baliza.

    João de Brito

  2. Quando os Checos e os Eslovacos se separaram foi revolucionário?
    E que raio quer dizer a palavra neste contexto?

    Eu diria que revolucionários são sempre quem tem medo que outros sigam outros caminhos. O Socialismo é precisamente isso a normalização em larga escala, para começar do que se pode pensar.

    O Brexit é revolucionário? têm pó à nação europeia?

    lucklucky

    1. Que “Nação Europeia”?

      Sabes o que dizes?
      Desde quando a UE é uma Nação?

      Os independentismos em micro-escala – os “regionalismos” é que precisam de Impérios para destruírem os convívios pacíficos conseguidos ao longo de séculos.

      São ressabiados e replicam os defeitos do que consideram “jugo”. É como a luta de classes- o motor é a inveja.

          1. Anexações de guerra e regionalismos com séculos de vida pacífica em comum numa única pátria? Desculpe, em qual destas situações é que está sugerir que se insere a Catalunha?

          2. Uma pessoa que não sabe ler nem tem QI para entender o básico devia abster-se de comentar.

            Se não percebe para que pergunta.

            Eu só argumento com quem percebe e tem algo a dizer sobre o assunto. Para discordar há que entender.

            E acabou-se que tenho mais que fazer.

            Olhe- vá pedir independência aos papás e não chateie. Aí já percebe quando há guerra e quando nem faz sentido sair-se de casa.
            Os caprichos pagam-se.

          3. Já a senhora, aos seus papás, tem de ir pedir educação.

            Eu não defendo separatismos, acho que a independência da Catalunha seria um erro e preferia que não ocorresse. No entanto, tento compreender os motivos que levaram a Catalunha à situação actual, tal como tentei, genuinamente, compreender a sua opinião e como comparava a dita situação da Catalunha com a independência e divisão recente de outros estados europeus, à luz das suas certezas e generalizações.

            Acredite que não era minha intenção chateá-la ou aborrece-la. Lamento que a minha ignorância a tenha ofendido tanto.

          4. Está bem. Estava ao telefone a aturar um burro. Apanhou à tabela. Para ae entender estuda-se. Não é com perguntinhas assim. Há um bom texto de um politico inglês awuando do referendo da Escocia. Acho que o publiquei no Cocanha. Merece a pena ler

        1. A resposta é básica. Estamos a falar de regionalismos com convívio pacífico e frutuoso de séculos e séculos, sem serem recentes invasões imperiais.

          E esses regionalismos é que acabam por replicar um fascismo em micro-escala, xenófobo e revolucionário- muito protegido pela esquerda, por irem buscar a um passado quase milenar traumas e ressabiamentos sem quaisquer efeitos no presente.
          São lutas de classe que depois esfrangalham nações e precisam dos Impérios para os sustentar.

          Quem gosta muito disto são as minorias anarquistas- a lá Rothbard (projectando psicoses de vitimização) e outras tantas internacionalistas que vivem da tábua rasa para a utopia proletária.

          Dá sempre bode.
          Os ancapap também precisam de Impérios para a utopia neo-feudal. Uma UE à Império Austro-Húngaro soa-lhes bem.

          A esquerda comunista vai pelo mesmo porque não larga o sonho da unificação socialista num Império Mundial.

    2. E não. Como é óbvio, o Brexit não é revolucionário porque revolucionário são os indepentismos escoceses e irlandeses que não o querem.

      E esses independentistas é que adoram o grande Império Europeu- para a moedinha.

      Quando foi do Referendo, mudaram de ideias por causa das reformas…

      Sempre apoiei o Brexit.
      O que não quer dizer que para Portugal isso sirva porque a nossa sina é ter de ir à boleia.

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