
J. M. Coutinho Ribeiro: «Há dias, em debate televisivo, ousei afirmar que Augusto Santos Silva não seria o novo ministro dos Assuntos Parlamentares. Sem maioria e perante a necessidade de fazer “pontes” no Parlamento, seria pouco provável que Sócrates mantivesse na função o homem que afirma gostar de “malhar na direita”. Confirmado: de acordo com o Público, Jorge Lacão é o novo ministro da pasta e Santos Silva transita para a Defesa Nacional. Estremeço. Entregaram as armas todas ao “malhador”… »
João Carvalho: «Tudo indica que Jerónimo de Sousa arranjou finalmente um elemento semelhante àqueles que todos os partidos normais têm: alguém que não sabe de nada, que nunca ouviu falar em nada, que possa fazer número, que vote de braço no ar sem saber em quê e que seja capaz de ficar ali a bocejar ou a meter o dedo no nariz.»
Leonor Barros: «Regozijai, lobo-antuninos e saramaguianos. Depois de Saramago ter levado os seus seguidores ao rubro com as declarações bombásticas sobre a Bíblia e deixado os seus opositores em estado comatoso, eis que surge António Lobo Antunes de olho azul e com o mesmíssimo ar de sempre a dizer sensivelmente as mesmas coisas de sempre, exceptuado um há-dem, cruzes credo, vade retro erro demoníaco, havia necessidade? lá pelo meio da conversa. Cada um igual a si mesmo. Um Outubro em grande.»
Luís M. Jorge: «Nietzsche escreveu que todas as afirmações estúpidas merecem respostas inteligentes. A ironia é a resposta dos que aprenderam a esperar. Podia desenvolver o tema, mas o ensaísmo blogosférico aborrece-nos.»
Paulo Gorjão: «Pensamento do dia. Profundo, como não poderia deixar de ser: mais facilmente passa um camelo pelo buraco de uma agulha do que o Saramago.»
