![thumbnail_20190907_133433-1[1].jpg thumbnail_20190907_133433-1[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2019/21551371_tZpEZ.jpeg)


Lamento muito ter de me pronunciar aqui contra a minha alma mater, mas acho péssimo que a Universidade Católica se promova no estrangeiro e no próprio País deturpando o nome da nossa capital.
Lisboa. Uma das mais belas palavras do idioma de Camões. Que, por acaso ou talvez não, coincide com nome da principal cidade portuguesa.
Acontece que a Católica, por motivos que não consigo descortinar, optou por abastardar Lisboa, adulterando-lhe a grafia, agora adaptada ao amaricano que vai dando cartas em certos círculos bem-pensantes.
É uma aberração.
Devíamos aprender com os nossos irmãos brasileiros. Alguém imagina uma instituição brasileira a deturpar os nomes das duas principais cidades do país, Rio de Janeiro e São Paulo – orgulhosamente escritos assim, na universal língua portuguesa que nos serve de poderoso traço de união?
Alguém imagina os brasileiros a escreverem “St. Paul” ou “River of January” para caírem nas boas graças do falso cosmopolitismo que galopa por aí?
Nem pensar.
Aqui fica o meu lamento. Aqui fica o meu protesto.
Aqui fica a minha indignação. Ao ver a falsa primeira página do Expresso do último sábado com a falsa manchete que aqui reproduzo e alguns dos títulos que junto também. Todos escritos num peculiar jargão luso-amaricano em que o português é praticamente empurrado para a borda do prato.
Deixaram-me envergonhado. E tenho a convicção de que muitos professores e muitos dos actuais alunos da Universidade Católica pensam como eu.

Na qualidade de antiga aluna da Católica, subscrevo.
Não ficarei surpreendida se receber publicidade à Católica OPorto Business School. Por enquanto, ainda é Católica Porto, mas por muito do que lá conheci, não me admiraria que mudásse.
Isabel
Andam a impingir-nos esta novilíngua abastardada como se fosse o novo esperanto universal.
Destruindo, de passagem, a língua portuguesa. Cada vez mais contaminada de ‘amaricano’ com chancela do mundo académico.
Continuarei a levantar a minha voz em protesto. Sobretudo contra esta tendência totalmente inaceitável de mudarmos, por nossa exclusiva iniciativa, a grafia de Lisboa – e a do “Oporto” para lá caminha.
Algo que nenhum brasileiro faz ou faria em relação às suas cidades.
Depois de tanto ensino (espero que não faça como alguém meu conhecido que fez a licenciatura na U do Minho, fez lá possivelmente um curso qualquer e agora escreve que se formou na Católica) e não sabe que mudasse não leva acento. Basta ser uma palavra grave.
É grave. Mas não agudo.
Não deixa de ser grave.
O pretérito imperfeito do verbo mudar apenas leva acento (agudo), nas primeira e segunda pessoas do plural. Já assim era há mais de 60 anos, quando aprendi isso na antiga 4ª. classe, e assim continua a ser, pelo que “mudasse” (primeira e terceira pessoas do singular) não tem qualquer acento.
Obrigada pelo “lamiré” do acento grave,
mas de facto não faço como a sua conhecida. A Católica onde fiz o curso diz-me mais do que pode imaginar.
Sempre a aprender ou desaprender com as constantes lições de quem julga os outros sem os conhecer.
Isabel
Têm razão. Sem apelo nem agravo. Foi grave, dou a mão à palmatória.
Sempre dei erros. E, contra todas as expectativas, quanto mais leio e escrevo mais erros dou. Sempre me tentei corrigir e agradeço que me corrijam, salvo quando o fazem com sobranceria, que é quase sempre uma manifestação de falta de inteligência.
Isabel
O problema não é seu exclusivamente de certeza, eu próprio já me deparei diversas vezes com dúvidas acerca de como escrever certas palavras sobretudo ao enviar sms (sim eu ainda sms da forma tradicional). Os smartphones estão de tal modo “programados” para o acordo ortográfico de 1990 que torna-se difícil não escrever com erros, já para não falar do pc’s . E depois temos de acrescentar a nossa comunicação social que já adoptou esse famigerado acordo.
Valha-nos o DdO que faz gala e muito bem em não adoptar essa treta.
Quanto ao anglicismo e o amaricano também não gosto mas por vezes caio na esparrela até porque as pessoas os adoptaram tão naturalmente como beber água porque dizem dá um certo ar de modernidade.
WW
É verdade, obrigada. 🙂
Eu escrevo imenso, escrevo imensas patetices (e aqui no blog boto algumas) e farto-me de fazer erros ortográficos (então na hifenização estou muito à deriva, decerto também por causa de tanto AO90 lido). E farto-me de ler erros ortográficos. Alguns são graves, imensos são cansativos – principalmente os da moda. E alguns são agudos. Envergonho-me dos erros que faço (alguns são “gralhas” mas outros não) e irrita-me o estado da escrita pública – não estará pior, apenas as redes sociais trouxeram muita gente para a escrita publicada, em textos ou comentários.
Mas nada me irrita tanto como os patetas que para aí (e aqui) andam à cata dos erros ortográficos dos outros, deles se servindo para desvalorizar as ideias de quem os comete. Pobres ortógrafos, vazios, nulos.
@JPT – concordo consigo. Sinto-me um pateta sempre que deparo com expressões como “á 2 meses atrás”. Salto para outro texto sem cuidar de ver a ideia. Muitas vezes afasto-me das ideias de textos onde abundam as calinadas ortográficas. É uma patetice minha, um defeito, mas não resisto em comentar #chupacamões. Por vezes respondem-me “era só para ver se estavas atento”. Pronto, cumprimentos e abraços deste ortógrafo pateta, vazio e nulo. 🙂
Caro JPT, vindas de quem escreve tão bem, as suas palavras são bálsamo. Obrigada.
E, sendo o assunto estrangeirismos, aproveito para corrigir outro erro que cometi no comentário inicial. Deveria ter escrito Oporto em vez de OPorto.
Isabel
É como o saloio (que me perdoem os saloios, gente honrada) de Oeiras. Oeiras Valley como se o nome em amaricano (puro) alterasse a estrutura económica e social do concelho.
Também. E como o outro, que andava aos pulinhos que nem uma papoila a querer vender o “Allgarve”, já mencionado por outros leitores.
A publicidade é outro cancro, já não existem publicitários, existem marketeers and so on…
WW
Allgarve ou Allarve !
A pandilha do 44 anda toda aí mas ainda lhes aparam as jogadas agora, sabem muito…e fizeram muito.
WW
mudásse? mudastí ai-se-ti
Mais valera escrever tudo em amaricano.
Os cidadãos tudo permitem desde que não seja anatemizado pelos directórios partidários.Cidadões.
Fez bem em chamar a atenção para o nem-carne nem peixe em que se transmutou essa instituição.Com deus e com o diabo.
Abrenúncio.
Raisparta a “Católica Lisbon” mais as suas amaricanices.
Nem por este caminho salvaremos a nossa língua… A grande maioria dos “amaricanos” nem sabe onde fica este retângulo que, desde sempre, tem dado cartas em muitos domínios (muitos bons e álbuns menos bons…)
Eles querem lá saber. Alçam a pata, sai esguichadela sobre os “indígenas” e seguem em frente.
Ainda bem que não sabem…podiam ter ideias…
WW
Essa gente do marketing é toda burra, subserviente e saloia e nem à chapada lá vai — deviam era ser todos encarcerados no forte de… Penish.
Já aceitamos tudo de tal maneira que mal se ouve uma voz crítica em relação ao fim de Lisboa, e do Porto, cada vez mais intitulados (pelos próprios portugueses!) de “Lisbon” e “Oporto” para agradar aos novos monopolistas do idioma.
Com os basbaques do costume a bater palminhas.
Eu o que não entendo é porque é que mantêm o “Católica” em português. É que os estrangeiros nem devem perceber como aquilo se lê. Mais valia porem “Catholic Lisbon”. A mistura de português e inglês em “Católica Lisbon” é ridícula.
Sem dúvida, o que se deve fazer é abrir o nosso derrière aos estranjas.
“Shit happens”,como diria uma sumidade da ‘Católica-Lisbon’.
“Como dizem os meus filhos, shit happens”… Já nem me lembrava desse artista da motocicleta.
muitos dos actuais alunos da Universidade Católica
Já lá vai o tempo (por exemplo, em 1969) em que nas universidades havia estudantes. Agora há infantis “alunos”.
Atualmente, “estudantes” só nos liceus. Nas universidades são promovidos a “alunos”.
Em inglês os “pupils” são promovidos a “students”.
Em francês os “élèves” crescem e tornam-se “étudiants”.
Em alemão @s pobres “SchuelerInnen” passam a prestigiad@s “StudentInnen”.
Só em português é que os importantes “estudantes” são degradados, quando crescem, a infantis “alunos”.
Utilizou o feminino em alemão por alguma razão especial?
Utilizei um masculino/feminino (“SchuelerInnen” quer dizer “alunos e/ou alunas”) porque é assim que sempre vi utilizar quando trabalhei numa universidade alemã, já há muito tempo. Escrever somente “Studenten” é na Alemanha inadmissível, porque implicitamente desconsidera as estudantes do sexo feminimo (“Studentinnen”). Portanto, em vez de se escrever “Studenten und Studentinnen” abrevia-se para “StudentInnen”.
De acordo. O tema masc/fem também tem estado na agenda na Alemanha. Nas Universidades, para “contornar” alguma indisposição, começou a aplicar-se o substantivo Studierende, que engloba estudantes masculinos e femininos. Nos últimos livros que tenho lido ainda não vi esta última referência. Porém, sei de fonte segura que este novo substantivo é utilizado e não tem sofrido contestações. Quanto a Schüler e Schülerin, não me admiro se criarem o substantivo Lernende. Cumprimentos.
Tem graça, a mim ‘aluno’ (discípulo) soa-me a bastante menos pretensioso do que ‘estudante’. O termo estudante lembra-me logo a palhaçada da praxe. Mas lá está, são gostos.
Isabel
O termo “estudante” lembra-me um velho futebolista da Académica de Coimbra.
Ou o “Fado do Estudante” cantado pelo Vasco Santana no filme ‘A Canção de Lisboa’.
A católica apenas está a apanhar onda de um marketing tendencioso desde há bastante tempo. Quem não se recorda da campanha de promoção da região de turismo do Algarve junto dos bifes com o nome “Allgarve”. A culpa é nossa enquanto povo que não protege a própria língua enquanto símbolo da nossa identidade ao permitirmos a constante integração de estrangeirismos no palavreado do dia a dia. Mais valia que o Camões enquanto “influencer” tivesse colocado um “post” com os Lusíadas e esperado feedback dos followers,
Achamos sempre bem a tudo desde que seja escrito com “língua da estranja”. Para dar ares.
“Allgarve” era o nome de um programa dito cultural que vigorou durante um Verão há alguns anos no Algarve. Bem diferente de estar “na ” Quarteira o que em termos de comunicação social acontece muitas vezes.
Também a maioria dos programas televisivos utilizam muitos termos ingleses, penso eu erradamente. Quanto aos erros ortográficos, alguns de nós dão, a maioria,
e poucos não dão!
Muitos deles dão para os dois lados.
Dão erros em português e em inglês.
De uma coerência inabalável.
Pedro,
Não é só a Católica – e sabe que até posso entender na medida em que se procuram captar alunos estrangeiros. Além disso a Católica está a competir com escolas internacionais, Portugal já não é propriamente o campeonato da instituição. Choca-me mais a isenção de impostos e taxas que esta instituição tem e recentemente este caso tenha sido abafado, inclusive pelo guardião-mor (ou servo) da Igreja em Portugal, o próprio Presidente da República.
No entanto, quando digo que não é só a Católica existem muitos mais – aliás, deve saber que deixei o meu emprego e uma das (entre tantas) situações operacionais que me levou a deixar o mesmo foi a criação de conteúdos, eventos, processos e material de comunicação em inglês, inclusive quando apenas para o mercado português! É óbvio que a critica não se fez esperar e alguns foram um autêntico “flop” – e quando estamos correctos na nossa opinião, tendemos a ser atacados por quem escolheu o caminho errado.
Sabe que em Portugal, existe muita gente da praça e que quer chegar à praça com a utilização exagerada do “american english” e sabe porquê? Porque acham que lhes dá notoriedade, estatuto e… Se não estiver em inglês ninguém vai. Eu também uso, inclusive na escrita (sempre em itálico) mas convenhamos que…
Faz-me lembrar alguém que dizia que era simples estar numa reunião com portugueses – bastava repetir as últimas frases uns dos outros e debitar anglicismos mesmo que descontextualizados. Tenho tido reuniões, Pedro, só com portugueses e a falar de coisas pouco técnicas e onde em 5 palavras, 4 são anglicismos da moda.
Sim, debitar anglicismos – melhor dizendo, americanismos – é o que está a dar para embarcar no ar do tempo. Há mesmo quem fale e escreva nessa espécie de crioulo que usa três palavras dum idioma e três doutro sem querer dizer rigorosamente nada.
Tivemos até um especialista na matéria, o desaparecido doutor Zeinal Bava. Esse patusco falatava no tal crioulo enquanto ia enchendo o bornal.
Como é uso dizer-se: assino por baixo este seu protesto!
Questiono-me: quem tem destas ideias foi estudante na Católica?
Cumprimentos!
§-Allgarve, lembra-se?
Muito boa, essa pergunta sobre a autoria de tão bizarras ideias e a passagem (ou não) pela Católica.
Sou capaz de apostar que não.
Detesto estes inglesismos principalmente no meio empresarial. Agora só há managers, meetings, profits, sales leads… Uma foleirice tremenda promovida por pindéricos que se julgam muito modernos mas não conseguem enxergar para lá da ponte 25 de Abril.
Geralmente é gente que fala com soberba dos “parolos” e dos “provincianos”.
Sem perceber que este é um dos maiores exemplos de “parolismo”, na sua expressão mais caricata.
Esqueceu-se dos coachers.
E os profilers e os influencers e a pata que os pôs.
Exacto.
E os spin doctors e os storytellers.
“Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes…”
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.
Eu sei. E tu, sabias?”
Pelos vistos na católica não sabem…
Não sabem nem sonham.
Lisbon é a tradução inglesa de Lisboa. Acontece com Lisboa e não com cidades brasileiras porque, os nomes dessas cidades são recentes. Lisboa é anterior ao inglês e ao português como língua e o nome evoluiu de forma diferente nas várias línguas.
Agora quanto à parolice de ter “business schools” que estão no primeiro lugar dos “rankings” com os seus “centre for responsible business and leadership”, vem de duas coisas que os seus dirigentes acham verdades evidentes:
Tudo é mais sério se for falado em “estrangeiro” e a única língua estrangeira é o inglês.
Quando Lisboa foi fundada a língua inglesa nem existia.
Espero que esses académicos imbecis que têm orgasmos com o ‘amaricano’ traduzam os próprios nomes e apelidos para inglês.
Pois julgo o contrário. Penso, inclusive, que as faculdades deveriam recorrer mais a professores estrangeiros convidados, de faculdades prestigiadas, para arejar o bafiento ambiente catedrático. Existe muita consanguinidade no corpo docente, que doente vai dando mostras de degenerescência mental.
Apostar, também, na internacionalização do Ensinos Superior português, fomentando um tipo, diferente, de turismo. O académico. Refiro, como exemplos, a Faculdade de Arquitectura do Porto (FAP), a Nova (Economia), de Lisboa e a Faculdade de Engenharia do Porto, onde o inglês deveria ser o idioma desse ensino universal (como outrora foi o latim, nas mais variadas universidades europeias – Paris, Bolonha, Salamanca).
PS: A FAP tem feito muito pela cidade do Porto (vêm alunos até da China estudar na prestigiada “Faculdade do Siza”)…vamos ver até quando.
O competentíssimo gestor Zeinal Bava concorda certamente consigo.
Só por curiosidade, alguém sabe o que faz agora esse competentíssimo gestor, se era competente deve estar a trabalhar numa grande empresa como CEO ou CFO ou Human Ressources Manager ou Public Relations ou Marketeer, enfim um qualquer cargo digno da sua capacidade de destroçar a melhor empresa alguma vez criada no Portugal democrático e uma verdadeira líder internacional na respectiva área.
WW
P.S. – Consta que ganhou muitos prémios de gestão…
Digo:
“Lisboa”
Quando atravesso – vinda do sul – o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do seu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão noturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas –
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construida ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
– Digo para ver
Sophia de Mello Breyner Andresen (1977),
Belo poema.
Mas Sophia escrevia “nocturna”, não ‘noturna’.
Era tão anti-AO que até assinava Sophia em vez de Sofia.
Partilhei no FB. Abraço.
Abraço, caro João.
A comparação com as cidades brasileiras não colhe.
Ingleses e americanos chamam São Paulo a São Paulo e Rio de Janeiro ao Rio de Janeiro. Com pronúncia é certo.
A Lisboa, os ingleses e americanos chamam de Lisbon. Poderão aprender posteriormente a palavra portuguesa mas apenas como curiosidade. Não é de hoje este facto.
Será que os alemães, quando promovem internacionalmente Munique, lhe chamam München?
Dito isto, percebo a sua indignação.
A globalização tem destas coisas. Os Gato Fedorento têm um sketch (ups, episódio) a gozar divinalmente com a mania do uso de termos em inglês nas empresas.
CEO, CFO, benchmark, …
Devia ser uma rábula ao inapagável gestor Bava, protegido do banqueiro Salgado.
o xôr Salty?
Salty, Dick Salty.
O episódio é da série Fonseca e chama-se Língua Portuguesing.
O caso Bava devia envergonhar quem o andou a insensar como um guru da gestão. E não foram poucos. Basta reler a nata do jornalismo económico da altura.
Quanto aos alemães vou dizer-lhe o que uma Professora me contou quando lá esteve faz muitos anos, apesar de saberem / compreenderem outras idiomas recusavam-se a comunicar a não ser em alemão.
Não sei se isso ainda ocorre…
WW
Tenho alguma experiência nessa matéria.
Em ambiente empresarial, o inglês é a língua usada em reuniões internacionais.
Mas percebo a ideia. Numa abordagem na rua, é razoavelmente difícil encontrar alguém que fale inglês para dar indicações.
O postal refere-se a uma promoção internacional de uma universidade portuguesa.
@anónimo das 01:54 – a coisa melhorou, mas há uma forte resistência em comunicar noutros idiomas (em inglês americano então…)
A comissária designada por Portugal para integrar o futuro executivo comunitário, Elisa Ferreira, terá a pasta da Coesão e Reformas.
Esta é boa.
É como a daquele gajo a quem tinham rapinado os tomates e que arranjou um emprego onde só ia trabalhar da parte da tarde, dado que da parte da manhã era para coçar os tomates, coisa que ele não tinha tomates para coçar.
A D. Elisa também está como quer. Deram-lhe umas pastas em que não tem nada que fazer, pois coesão e reformas é coisa que não existe.
pelo menos em Portugal, deputado europeu é dos melhores empregos:
pouco se vêem, pouco deles se fala, enfim, uma vidinha descansada.
Boa tarde Pedro Correia
E existem mais casos, por exemplo, noticiam / vendem os “AZORES”
António Cabral
Como é que se escreverá Ponta Delgada nesta novilíngua? Thin Point?
Isso não sei, Pedro.
Mas acho que Ash with a Strap Sword (ASS) na forma abreviada, seria um sucesso turístico, bem melhor que Freixo de Espada à Cinta.
Seria um sucesso, Pedro.
E Venda de Raparigas passaria a Girls for Sale.
Um sussexo.
Acontece que para “Lisboa” existe a tradução para “Lisbon”, como “Roma” tem “Rome”, ao contrário de “São Paulo” e “Rio de Janeiro” que não têm tradução. Como não tem “Coimbra”, como não tem “Paris”. “Lisbon” não é uma invenção.
Acontece que neste caso são os próprios portugueses a chamar “Lisbon” à sua capital.
Uma cretinice. Maior ainda por vir com caução académica.
Tanto quanto sei, nunca inglês algum se lembrou de retribuir a atenção chamando “Londres” à capital deles para agradar aos duzentos e tal milhões de lusofalantes.
Há uns anos, uns iluminados de Lisbon também se lembraram de criar um Allgarve.
Ideia do antigo ministro Pinho, o dos corninhos.
“Pinho, o dos corninhos”
É assim em toda a natureza: o que está dentro tende a sair cá para fora
Quer a católica de lisboa quer a própria terra são do pior que há. Orgulho zero. Tenho orgulho nos meus e na minha gente, o resto são bois que temos que manter principescamente.
Lisboa. Com maiúscula.
Às vezes sinto-me como D. Quixote a lutar contra moinhos de vento. O uso do inglês é exagerado. A mais recente aberração é o Wine & Music Valley 2019 em “pleno Douro Valley” (dizem eles na rádio a promover o evento).
Rídiculo
Que coisa mais aberrante.
E eles não traduzem também Douro?
A “minha Católica”, não deixou cair o Porto. Mas apenas isso, pois tudo o resto é inglês na Porto Business School. Inclusive a língua em que as aulas são dadas.
Pela tendência, já faltou mais para deixar cair o Porto, Cristina.
A seguir irá também “Católica”.
Se tudo o resto é em ‘amaricano’, por que razão ficará esse ilhéu que resta no nosso idioma?
Caro coordenador, permito-me chamar a atenção para um excerto do poeta Craveirinha que transcrevi neste postal no meu blog https://estan.blogs.sapo.pt/a-actualida de-de-jose-craveirinha-23681
Muito bem, muito bem.
Permito-me transcrever este trecho do grande Craveirinha:
«Quando se faz turismo não se pretende encontrar fora da terra natal o que se nos tornou banal na nossa. Se não, qual o atractivo do turismo?… Não se requer subserviência de idioma … Os barbeiros, cabeleireiros, alfaiates, hoteleiros e outros que tais, estão menosprezando a esperteza do forasteiro, dando-lhe facilidades a mais na vida. Vamos puxar pelos seus reflexos, fazê-lo descobrir a bela língua portuguesa; língua bonita, língua com história.»
À consideração também dos próceres da Católica neste seu afã de promover o “turismo universitário”.
deixei há meses um postal em esboço exactamente sobre esse linguajar universitário, a propósito de uma polémica sobre o smash it. Foi pena, devia tê-lo terminado
Vais a tempo.
Dar o exemplo do Português do Brasil foi completamente ao lado, se há país que vive entre o portugûes e o ingles é exatamente o brasil (Usuario quando deveria ser utilizador, aids, cancer etc. etc. e tal
Só devem ser comparadas maçãs com maçãs, não maçãs com batatas, como você faz.
Refiro-me aos topónimos, Como Lisboa. Nunca vi os brasileiros abastardarem os seus topónimos. Não chamam Reef ao Recife nem St Paul a São Paulo nem Saviour a Salvador.
Ao contrário do que nós por cá fazemos, imbecilmente, com Azores, Allgarve, Oporto e Lisbon.
O Brasil consegue ascender o ridículo a níveis difíceis de superar. Deixo um exemplo bastante simples: Caso haja necessidade de utilizar/reconhecer naquele país um contrato ou uma mera procuração elaborados em Portugal, é necessário pagar a um tradutor!!! Sim, leu bem, é necessário pagar a um tradutor para traduzir de,,,português para português!!! Isto num país onde está escrito na constituição que a língua oficial é “língua portuguesa” e não português do brasil ou brasileiro ou como a quiserem assassinar.
Noto que a sua indignação se esgota nos brasileiros. Deve ser uma maneira arrevezada de bater palminhas ‘a Lisbon, às business schools, ao eco-friendly, aos stakeholders, ao factoring e ao merchandising que inundam o falatório comunicacional neste lado do Atlântico.
Não esgota, tanto que já expressei a minha opinião sobre os estrangeirismos num outro comentário. A questão do brasil é apenas mais um foco grave do assassinato que a nossa língua tem vindo a sofrer. Basta ver o acordo ortográfico que se aprovou e a quem mais interessou. Em qualquer dos casos a responsabilidade principal é nossa que aceitamos estas aberrações. Da mesma forma que aceitamos que haja estabelecimentos comerciais onde não há menus em português e/ou com empregados que não falam a nossa língua.
Por favor dê exemplos de estabelecimentos comerciais onde isso acontece.
WW
Se isso acontecer, algo que nunca vi, é em flagrante violação das normas legais ainda em vigor.
Por ironia, o Brasil prepara-se para repudiar o “acordo” de 1990:
https://www.publico.pt/2019/04/26/cultu raipsilon/noticia/aprovado-brasil-requer imento-discutir-revogacao-acordo-ortogra fico-1870566
Como já fizera, em 1955, com o acordo de 1945.