Astérix, de Albert Uderzo e René Goscinny
(nasceu a 29 de Outubro de 1959 e tem um novo álbum a partir de hoje à venda, em celebração antecipada das bodas de ouro)
Astérix, de Albert Uderzo e René Goscinny
(nasceu a 29 de Outubro de 1959 e tem um novo álbum a partir de hoje à venda, em celebração antecipada das bodas de ouro)
Bem lembrado.
embora os ulimos albuns tenham sido uma boa …uma boa .—enfim
Mas os primeiros compensam, primo. E os do meio tambem.
Meio século depois, todos os álbuns da dupla que os criou constituem qualquer coisa como o melhor que já se fez em banda desenhada.
Do melhor que há. Com uma galeria de personagens esquecidas – a minha preferida é o Tulius Detritus, d’ «A Zaragata» – e frases que ficaram para sempre. Como aquela do chefe Abraracourcix: “Só tenho medo que o céu me caia em cima da cabeça.”
Gosto muito, muito, muito. Tenho os álbuns todos. Contudo, também acho que a qualidade se ressentiu muito com a morte de Goscinny e a mudança de editora (o John já o assinalou).
Volta e meia releio tudo e o prazer da leitura continua a ser imenso. Já fiz leituras “parcelares”, por exemplo, tomando especial atenção aos nomes, ou às expressões do Ideiafix…
Obras primas, acho eu…
Estes álbuns proporcionam-nos leituras inesgotáveis.
Uderzo não soube parar, pena…
Pior que isso, Luís: Uderzo não soube arranjar um argumentista à altura do Goscinny. Quanto aos desenhos dele, nada a objectar.
Os álbuns de Astérix foram muito bons até à morte de Goscinny (se não me engano, o último álbum feito por Uderzo e Goscinny foi “Astérix entre os Belgas”). Dos restantes, escritos e desenhados por Uderzo, há um ou dois bons e os restantes são um tanto ou quanto medíocres.
No entanto, pior mesmo parece-me ser a actual edição portuguesa. Durantes anos, as bandas desenhadas de Astérix foram editadas por cá pela Meribérica, e mantiveram uma certa coerência. Com o desaparecimento da Meribérica, a ASA tomou conta da edição, e lá se foi a coerência: imensas personagens viram os seus nomes na tradução portuguesa alterados. E, pelos vistos, a coisa é ainda pior do que eu pensava, a avaliar por estas imagens. “Resmas! Paletes de romanos!”…? É bater no fundo.
Personagens memoráveis há várias… Tulius Detritus (A Zaragata), Ocatarinetabelatchitchix (Astérix na Córsega), Jolitorax (Astérix entre os Bretões)…
Tens toda a razão nas tuas críticas, John. Mas o melhor Astérix vai resistindo a todas as provas do tempo e às brigas entre Uderzo e os herdeiros de Goscinny…
Sou fã, evidentemente.
Já somos dois. Ou melhor: já somos uns largos milhões.
Os livros do Asterix, são muito bons; as histórias, os nomes e sobretudo as expressões dos personagens.
Tenho a colecção toda, incluindo o livro de receitas e o “Urdezo visito pelos seus amigos”.
Realmente não gosto da tradução “resmas! paletes de romanos”.
Esperemos que esteja/seja melhor traduzido em Mirandês ou, se a colecção continuar, compro-a na língua original.
Virgínia, as traduções que se fazem cá na terra são cada vez piores. E não é só na BD.
Por Toutatis!, como é que me escapou este post sobre o meu herói preferido de BD (e quase o único que conheço…)?? Era este que me dedicavas, Pedro? Obrigada e mil perdões, mas mal vale tarde do que nunca.
Quanto à perda de qualidade progressiva, fui poupada ao confrangimento porque não conheço os últimos livros. E também porque prefiro lê-los no original.
Claro que sim, este herói foi dedicado a ti, Ana. Nas bodas de ouro do seu nascimento e no próprio dia em que saiu um novo álbum.
E toma atenção: o do próximo domingo também te é dedicado.
Ena, que luxo! Andas a ver se me convertes à BD, já vejo. Só não sei se ainda cá estarei para ver a surpresa e te agradecer, porque vou para fora uns dias…
Só tens que ver mais logo, este domingo…
Ah, assim está bem. Só vou a meio da semana.
O que de melhor se fez em banda desenhada até hoje. Os seus nomes, as expressões, as situações, sempre eternas, sempre actuais, todos os seus magníficos pormenores.
Ainda hoje dezenas de frases fazem parte do vocabulário quotidiano.
Pena a morte prematura de Goscinny, que se fez notar, mas ainda assim a desejar manter toda a sua colecção.
Uma bela lembrança que aqui nos traz.
Ainda bem que gostou. A ideia era essa.
Praticamente toda a BD me fascina. Fã incondicional dos Asterix’s, que leio e releio sem cansar, tenho outras paixões também. Mas esta, deixa-me mesmo extasiada.
Goscinny era um homem único e polifacetado. Conseguiu criar diversos heróis em simultâneo, trabalhando num ritmo alucinante. Ainda se diz que não há ninguém insubstituível?
Claro que há pessoas insubstituíveis. O Goscinny, na verdade, era uma delas. Só os cínicos dizem que não há pessoas insubstituíveis.