
Adolfo Mesquita Nunes: «A actuação de José Sócrates enquanto primeiro-ministro fica marcada, nestes últimos quatro anos, por um desconhecimento ou alheamento do institucionalismo que o cargo comporta, curiosamente um dos principais defeitos atribuídos a Pedro Santana Lopes.»
Cristina Ferreira de Almeida: «Pacheco Pereira deixa-me numa posição difícil. Não quero ser desmancha-prazeres mas a minha apreciação sobre o programa é, repito, positiva. Nem há, aliás, naquele agradável espaço, razões para qualquer reacção mais acalorada. Temos pena…»
João Carvalho: «A média do exame nacional de Matemática do ensino secundário desceu de 14 para 11,7 valores. O secretário de Estado Valter Lemos disse que a culpa é da Sociedade Portuguesa de Matemática e dos partidos e pessoas com responsabilidades políticas, embora sem explicar se ele próprio é um partido ou se é apenas uma pessoa com responsabilidade política. Ou não.»
José Gomes André: «Descida abrupta nos resultados dos exames nacionais de Matemática. Responsáveis? De acordo com a ministra, a culpa é da comunicação social, que difundiu “a ideia de que os exames eram fáceis”. Como recomendava Carlos César, alguém que esconda esta senhora atrás de um biombo, e depressinha.»
Leonor Barros: «Não fui fã de Michael Jackson no meu tempo de adolescência. A música que não me soava a mais nada do que a mais uma comercialada inveterada talhada para vender desalmadamente. Terei dançado ao som de “Beat it” ou de “Billy Jean”, talvez contrariada, mas nunca mais do que isso.»
Sérgio de Almeida Correia: «No final da cerimónia de tomada de posse, o empossado cumprimentou os convidados, recebeu votos para um bom desempenho e terminou concedendo uma longa entrevista aos jornalistas oficialmente acreditados, antes de se retirar para jantar em local desconhecido. Não, não foi a tomada de posse do novo ministro da Economia, nem do presidente da Comissão Europeia. Foi a de Cristiano Ronaldo.»
Eu: «Os maiores déspotas – Hitler, Estaline, Mussolini, Mao – sempre tiveram legiões de intelectuais a justificá-los e a louvá-los. E daí a conclusão máxima desta obra: a inteligentzia pode ser perigosa quando se põe ao serviço da tirania.»
