Frases de 2019 (16)


Pedro Correia,

«Portugal não pode dizer que é um país civilizado enquanto tiver touradas.»

André Silva, porta-voz do PAN, em entrevista ao jornal Sol (1 de Junho)

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  1. Profunda verdade. Nem Portugal nem país nenhum se pode jactar de civilizado enquanto espectáculos de sangue forem considerados entretenimento.
    Enquanto duram, (touradas) aqui ou em qualquer lado, o meu sentimento é só um.
    Estou sempre pelo lado do touro e desde a morte ao estripamento do toureiro, para mim peca por insuficiente.

    1. … só nas vielas e nas avenidas.
      O senhor lavoura é um grande totó.
      Por falar de toiros, chame o vorph, e faça uma vaquinha para arranjar um aparador ou uma fralda para o corvo, que ele também deve fazer muita mer
      … porcaria. A nossa sorte é ele não voar, ser um animal do género rasteirinho.
      A humanidade, desde que apareceu o primeiro ser vivo animal do género homo, perdeu toda a esperança de continuar a ser civilizada.
      Basta cães e toiros, a vida continua.

        1. Menos ? Nunca, jamais, já-mé.
          Mais, muito mais, cientificamente mais.
          Meu rico corvino, os alexandres desta vida não fazem mer… porcaria, criam excrementos ricos em nutrientes essenciais à preservação e à continuidade da vida no universo.
          Já tu, deves ser um fidalgo que evacuas, ou cagas perfume francês. Mas isso deve ser dos sabonetes cilíndricos que absorves prazeiradamente.

          1. Um pouco menos contundente do que no “És a Nossa Fé”, mas aproximas-te.
            Lá chegaremos, tudo o indicia.

    2. Cocó é brincadeira. Muitíssimo cocó eu diria, e logo pela manhãzinha (p.ex) ao domingo (aproveitar enquanto o pessoal dorme) . Chega a ser desumano o cheiro nauseabundo que temos que suportar.

      Nos dias de muito calor os desgraçados em pequeno apartamentos até gemem. .Dá dó. Já para não falar do xixi nas entradas dos prédios ou nos elevadores . . . Não há pachorra!

      O sr. do PAN devia fazer uma incursão e tirar una notas para não falar do que desconhece. Com um bloco de bem grandinho.

    3. Lavoura, você foi comentar no Insurgente? Não caia nessa. Admiro-me que os “liberais” lá do sítio não o tenham simplesmente cortado. Tem lá uma saudável dose de dislikes, orgulhe-se deles. Pior mesmo só uma Cristina Miranda no Blasfémias. Eu tenho o prazer de estar censurado em ambos os blogues. Os “amantes da liberdade”, por ali, não têm muita tolerância por opiniões diversas. É por isso que gosto do DO, e das gentes que aqui há, mesmo de si, de quem discordo 99,9% das vezes.
      Abraço.

  2. Portugal não pode dizer que é um país civilizado enquanto tiver corvos sempre pelo lado do touro e que deseje a morte ou o estripamento do toureiro. Digo corvos porque não acredito que haja gente com estes sentimentos.

    1. Desejo pois! Com todas as minhas ganas!
      Infelizmente o cobarde que do outro lado tortura um ser indefeso está protegido, primeiro pela inteligência e segundo pela quadrilha de cobardes que o protegem.
      E depois alguém que dedica a existência a causar sofrimento a um ser inocente que não se sabe defender, por mim até o ar que respira é favor demasiado.

      1. Posso considerar que o toureiro e quem lida com o touro é muita coisa, mas covarde nunca. Quem enfrenta um bicho daqueles na arena tem mais coragem do que todos os militantes do PAN juntos. O caro Corvo deve achar que o touro é um bichinho maneirinho e leve. Bela fábula.

        1. “O caro Corvo deve achar que o touro é um bichinho “
          O Corvo voa, voa e … foge ao bichinho. Nunca se deixa apanhar e gosta é de ver tripas de fora.

          1. O Corvo voa, voa e…foge ao bichinho…
            E que tal se se assumisse como homem, se o for, ou mulher, no caso de o ser, enfim; uma posição responsável de adulto e discutisse factos concretos e não bolsar suposições ao nível de uma criança, ou de um tolinho/tolinha.?
            Porque encobertado pelo anonimato tudo pode dizer e até fdp me chamar.
            Valentia de toureiro, é?

        2. Quero lá saber do PAN, da coragem ou da falta dela dos militantes desse tal de PAN, ou da coragem ou da falta dela deste ou daquele porque aqui não se discute coragem como baluarte de civilização.
          Trata-se de se considerar ou não um espectáculo de sangue como entretenimento num país civilizado.
          Não sei o que é um touro mas sei o que é uma pacaça, um rinoceronte, um leão, uma hiena, um jacaré e mais uns quantos que, presumo, não sejam menos tolerantes do que um touro.
          Mas mesmo que, hipoteticamente considerando que o touro não seja um bichinho maneirinho e leve, porventura, foi o toiro quem chamou o toureiro a fim de medirem o temperamento dum e doutro?

          1. O Corvo é que falou da “cobardia2 do toureira, e eu limitei-me a contradizê-lo. Repito: pode-se acusá-los de muita coisa, mas cobardes não são com certeza.

    2. Sim, porque o PAN é um partido de gente verdadeiramente civilizada, que não deseja que nem o touro nem o toureiro sofram. Nem, muito menos, que morram.
      O PAN não quer que nenhum animal sentiente sofra, nem, muito menos, morra. O PAN só admite que certos animais indesejáveis possam ser esterilizados, por forma a que, em, pela infeliz ordem da Natureza morrendo, não deixem descendência. O PAN é, portanto, a favor de que o toureiro seja esterilizado.

      1. “O PAN não quer que nenhum animal sentiente sofra, nem, muito menos, morra”
        Isto é auto contraditório. Não se pode querer que os herbívoros não morram e os carnívoros também não. O PAN simplesmente não entende a Natureza.
        Quanto ao sofrer, também me parece impossível de evitar. Poderia minorar-se obrigando os carnívoros a frequentarem cursos de Filosofia com especial incidência na Ética. E convencê-los de que antes de comerem a presa a devem matar, evitando sofrimentos gratuitos. Falar-lhes nos “Direitos Humanos” que deveriam passar a “Humanos e Animalescos”. Obrigar todos os carnívoros a participarem na ONU? Talvez Guterres ajude! Já têm um partido político (tão democrático que nem os ouviu).
        Penso que tudo isto é utópico sem a menor possibilidade de realização, os carnívoros nunca obedecerão. Mas continuem a votar no PAN, é divertido (será?).

  3. Já ter uma lei que permite o aborto em qualquer circunstância a custo zero e com um saldo de milhares de fetos assassinados anualmente, num país que terá uma quebra natalidade a curto prazo, é civilizado e muito a frente.

    1. A proibição do aborto como solução à quebra de natalidade… interessante… nunca tinha ouvido. Pois acho se calhar é legitimo de pedir as mulheres com gravidez não desejada de contribuir para o povoamento lusitano. Quer dizer, se não puderem pagar o aborto, claro. Caso possam pagar então estão fazendo uma contribuição indirecta através de um investimento na economia. O mais interessante é a coerência da proposta. Apoiado!

        1. É impossível provar isso.

          O não nascer (falamos de aborto) é um acto que em nada tem a ver com a vida do bebe, apenas a mãe (e o pai) decidem isso. Alguém decide a “minha morte” pensando pelo bebé (ou feto ou o que lhe queiram chamar).

          É certo que não ser amado é praticamente insuportável, mas já é algo que faz parte do meu percurso de vida. O bebé que morre na barriga da mãe até pode ser muito feliz, mas como a mãe não concorda com isso, azar o dele.

          No fundo o que defende seria como eu olhar para um puto da escola que por acaso é deslexico e dizer-lhe, esquece, tu não vais ser ninguém.

          Uma sociedade eugenizada, sem bebés não amados (matamos os outros), animais sem sofrimento (eu por acaso ainda esta semana apanhei piolhos nos meus filhos, o que lhes faço? Mando-os ao PAN numa caixinha?), sem velhos (pelo menos aqueles de fraldas e que são um peso para os filhos) (e os dementes também, e aqueles que tem uma doença daquelas chatas e caras e que é uma pena estar a gastar tanto dinheiro num velhote que talvez só anda por cá mais 5 anos e etc.).
          Um dia, se calhar, eu vou estar naquela posição, e um dia (e eu tenho muito medo que isto possa começar a ser o standard) alguém exterior a mim vai decidir se eu mereço viver ou não. O touro tem a sua vida sacralizada em decreto, o velhote bem que pode morrer no corredor do hospital que ninguém quer saber.

          Hoje vivemos numa ilusão, compramos a carne embalada no supermercado, mas não vemos o sofrimento do aninal, fazemos de conta que tudo é muito bonito. Mas a realidade não é assim, nunca foi. Ou passamos a comer verdes (e alguém ainda vai descobrir que as plantas também pensam), a andar descalços e a viver em grutas ou então admitimos que os animais morrem por nossa causa.

      1. Por acaso já houve: na Roménia de Ceausescu e na Albânia de Hoxha, por exemplo. Obviamente a proibição nada tinha que ver com razões morais, mas apenas contabilísticas. O inverso da China, que impõe abortos também pelas mesmas razões.

  4. A minha previsão e que no fim deste “thread” não vai haver nem um único país civilizado no mundo. O que se calhar é mesmo a conclusão correcta!

  5. ” …la fiesta más culta que hay hoy en el mundo”.

    Federico Garcia, Lorca, para os “conhecedores” destas coisas…
    Quanto à “civilização” ( paradigma queirosiano…) convido a contar, e pelos dedos, o número de praças de touros existentes, aos dias de hoje, no “Midi” francês – deixando de lado o número de praticantes e, heresia das heresias, o número de ganaderias…
    Na verdade , o “torrãozinho de açúcar” sempre foi sensível, e aberto, muito aberto , às influências do “lá de fora” , às modas, ao “modernaço” recomendado pelo telejornalixo do dia , ou da noite, tanto faz.
    VPV disse-o, e de uma vez por todas :” Biblicamente estupidos” – e ignorantes, ciclopicamente ignorantes.

    JSP

  6. E para terminar porque não volto a este assunto, reitero. Todas as mortes de toureiros até à data conhecidas, estropiamentos, incapacidades motoras e todas as outras causadas pelas lides nas praças, pecam por defeito.
    Pondo-me no lugar do espectador tenho o direito de gozar o espectáculo. Se para quem rejubila com o sofrimento do touro, outorgo-me o direito do mesmo prazer pelo sofrimento do toureiro.
    Porque antes de nós aparecermos para semear a devastação, já eles cá andavam a cuidar das suas vidas sem se molestarem por aí além.
    Sintam-se à vontade, anónimos desta vida, para me insultarem a vosso bel-prazer.
    Sirvam-se da valentia corajosa do toureiro do vosso encantamento, e avancem.

  7. A violência faz parte da natureza humana. Ou têm-na contida e formatada, em boxe, touradas, futebol, ou têm-na à solta. Querem-na à solta? Então força.

    1. Também faz parte da natureza humana a sublimação de todos os instintos. Há muitas formas de aplacar a tendência natural da competição (somos naturalmente competitivos, sendo a violência uma derivada desta). Ex: até numa partida de xadrez podemos sublimar a nossa necessidade de reconhecimento.

  8. Há muito que não lia tantas PANlermices de tantos PANlermas.
    A maior de todas as do Corvo (ou Corno, tal a raiva que tem às touradas).
    Se não sabem minimamente o que é a tourada, remetam-se a sua insignificância de frustados e ignorantes.

    1. Não sabem minimamente o que é uma tourada, mas sabe o senhor, António Maria Lamas.
      A mesma elite de sabedoria que insulta a memória querida de uma senhora que não tem nada ver com isso.
      Mas é de homem, tourada é valentia e quem disser o contrário é corno.

  9. Poucas vezes vi touradas, não sou especial adepto . Realço, no entanto, as pegas de caras : o touro, animal nobre como chamam e um grupo, uma equipa , amigos certos das horas incertas. Cá para nos que ninguém nos ouve, gaita é preciso coragem, levar com 500 kilos em cima é obra. E são artistas, não se atiram para o chão como o João Félix.
    Boas pegas e sem cornadas! Olé!

  10. Sou pelo touro.
    Tal como quero que o SLB perca.
    Tenho algo contra participantes que partem com vantagens injustas.

  11. Não sei que diga. Nunca gostei de tourada, mas gosto menos do falso manso André, que anda fazer faenas até conseguir espetar as bandarilhas da moda, para ser levado em braços por tontos tão incivis como ele e a outra, a da cultura.

    Apesar de tudo, antes a velha, injusta e feia tourada, que há-de acabar por anacrónica e não por decreto dos ditadores das causas passíveis de likes.

    Isabel

    1. “Nunca gostei de tourada,” Eu também não. Mas entre touro e homem sou pelo homem. Contra a corrente: hoje para alguns (minoritários que devem ser combatidos antes que se tornem maioritários) o Homem fica abaixo dos animal.

      1. Concordo. E até quem gosta muito de bichos, e os bem tratou, fica com a sensação do mundo virado de pernas para o ar, tal a inversão de valores.

        Sabe, às vezes, ponho-me a pensar e temo pelo futuro. Dá ideia que as coisas que mais likes renderam no espaço virtual (não o reduzo às redes sociais), foram os gatos, a maquilhagem, os chefs e o gourmet.Temo que a causa mais vigorosa e ruidosa dos próximos anos seja a luta pelo IVA de 6% para o batom, o rimmel e as unhas de gel, ou para o goji, a batata doce e as nozes (mas estas, só se forem consumidas em doses de quatro ou cinco metades, bem calibradas, e nunca às refeições, que é proteína a mais). Afinal, temos que ter a nossa auto-estima em cima Espero não estar a dar ideias.

        Enquanto isso, os Sudões estremecem, homens morrem e muitos mais morrerão. É, assim, a vida, como sempre foi, mas nós daqui estamos muito mais saudáveis, bonitos a amigos dos gatinhos. Até ao dia…

        Isabel

      2. Anónimo.
        Quando coloca a questão que o homem está acima do animal, tem alguma razão porque é uma lei da natureza. Servimo-nos dos animais para quase tudo na nossa alimentação e no passado para nossa locomoção e trabalho.
        Portanto sim, o homem está acima do animal. Não deve morrer no lugar do animal, assim como o piloto do avião não deve morrer por o pilotar, o pescador não deve morrer por ir ao mar, o senhor, eu ou qualquer outro não deve morrer por utilizar as estradas, o bombeiro não deve morrer por combater o fogo, tudo porque exercem um labor em prol da sociedade e até, da humanidade. São riscos inerentes a todos aqueles que de uma maneira ou de outra fazem avançar o mundo.
        Mas qual o interesse para a humanidade quando alguém salta para dentro de uma arena deliberadamente no único propósito de torturar um animal, que no fundo apenas queria ser deixado em paz?
        Um animal que sofre e não compreende por que está ali.
        Porque no fundo não foi o touro que lhe entrou pela casa adentro e foi o toureiro quem o foi provocar.
        Ora no touro, como em todos os animais, aliás, prevalece o instinto de sobrevivência. Assim, se uma cornada estripar aquele que o martiriza, se morrer ou ficar estropiado, só teve o que mereceu.

  12. “que partem com vantagens injustas.” Bem, o touro tem dois cornos, ora se o da pega também for corno não sei onde está a vantagem injusta.

  13. Portugal nem civismo tem, quanto mais civilização…E nem vale a pena fantasiar, porque nunca terá nem uma coisa nem outra.
    O problema não tem a ver apenas com as touradas que só servem para demonstrar que neste país só há gente estúpida, porca, cobarde e vigarista. Que gosta de armar em forte com os fracos (e mesmo assim tem que se juntar em grupo, como os forcados, não vá o Diabo tecê-las…) mas que mete o rabinho entre as pernas com os fortes (que nem precisam de ser tão fortes assim e nem precisam de ser muitos pois apenas um já chega e sobeja para dar conta de vocês).
    Triste se não fosse anedótico.

    1. “neste país só há gente estúpida, porca, cobarde e vigarista.” Retire a palavra só. Que você se inclua no rol não estará mal, mas por favor deixe-me a mim de fora.
      E não se esqueça de que por cá ainda não apareceu o nazismo. Se em Portugal não há civismo nem civilização, que dizer de outros nomeadamente da Alemanha??

      1. Lamento o desgosto que lhe vou dar, mas não me posso incluir nesse tal rol de que fala porque tenho a sorte de viver num país europeu civilizado (mordam-se de inveja!).
        De vez em quando gosto de visitar sites e blogs portugueses para ver se as coisas evoluíram, mas a única conclusão a que chego é que devo dar graças por não ter de viver nesse país.
        “E não se esqueça de que por cá ainda não apareceu o nazismo.”. Tem a certeza? Então e aquelas coisas a que vocês chamam pomposamente “a longa noite fascista de 48 anos” e “o campo de concentração do Tarrafal”? Pode argumentar que nada tiveram a ver com o nazismo, mas para o resto do mundo passa a imagem de que até nisso se revelaram pobrezinhos, cobardes e incompetentes.
        Não admira que, depois, tenham que descarregar num qualquer ser indefeso, para se sentirem um pouco menos inferiores.

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