O comentário da semana


Pedro Correia,

«Ainda há gente a julgar que a escola não serve para educar e [é] só para informar; mas a função da escola é mesmo educar (informar e formar). A vertente formativa tem maior incidência nos pais ou em quem os substitua, pertence-lhes naturalmente, tem mais contactos com a criança ou jovem e dá-lhes as primeiras ferramentas de adaptação ao mundo social, cria com eles laços que propiciam a modelagem; a vertente formativa acontece na escola e em todas as instituições que a criança frequente, pessoas com quem contacta e a quase tudo que a rodeia. É claro que cada um destes meios tem a sua quota de responsabilidade na educação dos jovens de acordo com o tempo que eles nelas permanecem. A escola será, a seguir à família próxima, o meio privilegiado em que permanecem mais tempo. Recusar-lhe uma quota de responsabilidade, não faz sentido. Como não faz sentido elidir a quota familiar responsabilizando apenas a escola pela falta de formação ou deformação dos jovens. A educação é um processo conjunto, uma interpenetração de factores sem função supletiva. A escola é a sede da informação e a família a da formação, mas uma e outra educam e jogam dados no terreno da outra. O trabalho conjunto beneficia ambas.»

 

Da nossa leitora Bea. A propósito deste postal.

0 comentários em “O comentário da semana”

  1. Assertivo e verdadeiro!
    A escola é o baluarte de tudo, o alicerce de toda a formação educacional e civilizacional.
    Sobretudo em Portugal onde grande parte das famílias, – com incidência maior pela parte do pai que está mais interessado no resultado do seu clube do que na atenção devida aos filhos, – e aprovadas pelas mães que não querem enervar os maridos.

  2. Um comentário correto da Bea a um disparate ideologicamente motivado da A.M. Craveiro.
    Falta talvez notar que, na escola, há diversas influências que educam (ou, nalguns casos, deseducam) as crianças, pois que, na escola, a criança (ou jovem) está exposta, não somente a diversos professores (alguns dos quais educam, outros deseducam), mas também aos colegas, que nalguns casos mais valera não serem…

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