

UM HOMEM PARA A ETERNIDADE (1960)
Autor: Robert Bolt
Realizador: Fred Zinnemann (1966)
Peça teatral de assombrosa qualidade, pondo em foco a coragem na defesa de princípios, sem a qual toda a virtude intelectual é estéril. Sobre a execução de Thomas More a mando de Henrique VIII, rei tirano. O filme, com Paul Scofield no papel do mártir More, foi justamente galardoado com seis Óscares.

Um dos “poucos” filmes que vale a pena ver e rever.
De caminho estudar o que se escreveu sobre este personagem é entrar numa das mais significativas épocas da cultura e evolução da política naquele Reino e, consequentemente, na Europa de hoje.
Grande livro, grande peça de teatro, grande filme.
Um filme que nos fala de valores. Algo totalmente fora de moda. Algo mais imprescindível que nunca.
E grande, grande actor!
Vi o filme não li o livro.
E agora também não leio porque acho que a pena da grandiosa escritora Philippa Gregory me deu a conhecer muito bem Henrique VIII.
Hoje, se existisse, à falta de esposas e de contraditórios, ou simples moderadamente dissidentes a quem cortar a cabeça, dava a plenitude do matador nas praças de todo o mundo civilizado.
Com Henrique VIII a Inglaterra experimentou o totalitarismo – algo muito raro na sua história.
Thomas More enfrentou-o sem armas. Munido apenas pela força da razão.
Com uma coragem moral e cívica insuperável.
Gostei do filme.
Boa desculpa para revisitar a obra maior de Moro.
Direi mesmo: um excelente pretexto.
Que recordações me trouxe, Pedro. Vi este filme quando ainda ia ao cinema com os meus pais (há mil anos, portanto!) e marcou-me a ponto de ir à procura do livro. Mais tarde revi o filme na tv, mas agora fiquei com imensa vontade de o voltar a ver.
Alô, alô, rtp-Memória!
⚘
Maria