Não sei se o Cid era de direita ou desenhava com a esquerda. Pessoalmente, não vou sentir falta do indivíduo Cid (afinal, não o conhecia), vou sentir falta do cartonista Cid. O Lavoura não, é lá com ele. Não percebo como isto é uma “lavourada”, se bem entendi o espírito da coisa.
“A mim não me vai fazer falta nenhuma, muito pelo contrário». Não entendo aquele “muito ao contrário”. Que lhe não faça falta, vá que não vá, mas “ao contrário” não sei o que é. Será isso o que chamam “lavourada”. Se é, eu chamar-lhe-ia outra coisa.
O contrário de “não me fará falta” será sempre “sim, me fará falta” ou, se quiser, “far-me-á falta”. E eu acredito que o Cid fará falta ao Lavoura para ele poder dizer coisas. Mesmo que disparatadas.
Será impressão, ou há por aqui toques “à la Salcede” (Dâmaso, para os íntimos )?…
Goethe definia a barbárie como a incapacidade de reconhecer aquilo que é excelente.
É também daí que vem o impulso boçal para a ideologia.
Um grande artista, se era direita ou esquerda não sei.
O Lavoura o melhor que tem a fazer é candatar-se ao “Quem quer casar com o agricultor”. Está mais ao nível l dele.
Você rebola-se na lama, está ao seu nível.
Não sei se o Cid era de direita ou desenhava com a esquerda.
Pessoalmente, não vou sentir falta do indivíduo Cid (afinal, não o conhecia), vou sentir falta do cartonista Cid.
O Lavoura não, é lá com ele. Não percebo como isto é uma “lavourada”, se bem entendi o espírito da coisa.
Deixe estar, para a próxima eu faço um desenho: talvez assim perceba melhor.
Ou uma caricatura.
“A mim não me vai fazer falta nenhuma, muito pelo contrário».
Não entendo aquele “muito ao contrário”. Que lhe não faça falta, vá que não vá, mas “ao contrário” não sei o que é. Será isso o que chamam “lavourada”. Se é, eu chamar-lhe-ia outra coisa.
“Ao contrário” significa que, não somente não me fará falta, como já tinha excesso dele.
O contrário de “não me fará falta” será sempre “sim, me fará falta” ou, se quiser, “far-me-á falta”.
E eu acredito que o Cid fará falta ao Lavoura para ele poder dizer coisas. Mesmo que disparatadas.
Este “agricultor” não possui a mínima ética de respeito por quem morre e foi alguém na sua profissão.
Mais foleiros realmente, são seus escritos, boas palermices para começar bem o dia.
A.Vieira