Venezuela: quase tudo dito aqui


Pedro Correia,

«Venezuela. O PC e o Bloco tomaram uma posição política e moralmente abjecta. A extrema-esquerda continua a fazer a política externa da Rússia, por puro ódio à América, agora reforçada pelo ódio a Trump. (…) Ainda por cima esta gente não percebe que a Rússia é hoje uma potência de segunda ordem; o “Gabão com mísseis” de Helmut Schmidt. Há cinco estados dos Estados Unidos com um PIB maior que o da Federação Russa; e sobram 45. Os americanos salvaram a Europa dos nazis e dos comunistas, mas não tencionam salvá-la de Putin.

(…) É para isto que o PC e o Bloco aplicadamente trabalham. Maduro abriu as portas da Venezuela aos russos e aos chineses. Os russos venderam-lhe armamento (15 mil milhões de euros) e os chineses emprestaram-lhe dinheiro (3 mil e quinhentos milhões de euros). Consola saber que os nossos revolucionários defendem estes negócios contra a ambição imperialista da Europa e da América de ajudar as 370 mil pessoas que estão em risco de morrer.»

(…) Toda a gente diz que o Exército decidirá tudo. Mas toda a gente sabe que esse Exército é um Exército patrioticamente sul-americano, sem a mais vaga tradição de combate e com 2 mil e tantos generais (os Estados Unidos, a primeira potência militar do mundo, têm 900) que se dedicam a roubar o Estado e ao tráfego de droga e divisas. Quando Guaidó apela à “honra” dessa camarilha burocrática e suja, não fico muito convencido.»

 

Vasco Pulido Valente, no Público (9 de Fevereiro)

0 comentários em “Venezuela: quase tudo dito aqui”

  1. Impressiona a insistência na disjuntiva fechada!
    Claro que os tais não são melhores que nós.
    A esquizofrenia consiste em considerarmo-nos melhores que eles.
    Consideração que contraria o passado e o presente.
    Basta olhar com honestidade.
    Honestidade?!
    Desculpem, é um arcaísmo.
    Como eu.
    João de Brito

  2. Sem mais. Há 3 dias vi uma reportagem de um jornalista da Sky News que entrou em várias casas em Caracas e onde se via a mais pura miséria, A lavagem ao cérebro é tão grande que defendiam Maduro. Talvez por medo! No voto, tenho dúvidas?

  3. Parafraseando, “VPV devia ser gratuito e obrigatório”.
    Pena ser ultra-minoritário em “O Reino da Estupidez”…

        1. Eu acho que são todos, praticamente. A social-democracia não é um conceito de direita. São os liberais que estão na origem das democracias, do estado de direito, das ideias de comércio livre, do open source, da protecção de dados e dos direitos civis entendidos como liberdades consagradas na Lei — as esquerdas (tal como o Islão) sempre entenderam o espaço Democrático apenas como uma realidade instrumental para atingir outro fim: nunca criaram regimes abertos e livres; ou os defenderam sequer.

          As esquerdas, aliás, sempre defenderam os maiores escroques do Planeta — tal como agora defendem um regime miserável de militares e caciques que não passam de traficantes de droga.

          Lamento, mas é verdade.

  4. Os Sábados passaram a ser muito mais interessantes desde que o VPV no Público e o Alberto Gonçalves no Observador passaram a escrever.
    Uma lufada de ar fresco para combater o bafo socialista do Expresso.

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