
Que tenha sido uma psicóloga, num espaço televisivo de comentário político, a revelar ao País aquela que foi até agora a notícia mais importante do ano, divulgando a lista dos megadevedores da Caixa Geral de Depósitos, paga com o dinheiro de todos nós, é algo que devia envergonhar toda a classe jornalística. A começar por alguns directores de publicações, que continuam a ser pagos a peso de ouro por empresas tecnicamente falidas.
Nas últimas duas décadas, proliferaram como cogumelos os jornalistas especializados na “área económica”. Deviam ter sido estes – ao menos um deles – a difundir aos portugueses a informação que Joana Amaral Dias divulgou, prestando assim um autêntico serviço público. Tal como deviam ter sido eles a alertar em devido tempo para os riscos sistémicos da governação Sócrates, em irresponsável conúbio com o Grupo Espírito Santo, instrumentalizando e depauperando grupos empresariais como a PT e a CGD.
A diferença, neste caso, é que Joana Amaral Dias nunca aceitou férias milionárias na neve, pagas por Ricardo Salgado, que assim – durante anos – foi comprando o silêncio de directores e editores de órgãos “de referência” na comunicação social. Será também ela a revelar-nos um dia a tal misteriosa lista de avençados do Grupo GES que nenhum “jornalista de investigação” até hoje conseguiu trazer a público?

Podem começar pelo Luis Delgado trazido pela mão do falecido Mário Bettencourt Resendes ao DN. De colunista a sub-director, do diáriodigital para a Lusomundo, de comentador a donos de revistas…
Resta saber
(1) Como é que Joana Amaral Dias (JAD) teve acesso àquilo que divulgou,
(2) Se alguns jornalistas – que, supostamente, de acordo com o Pedro Correia, deveriam ter divulgado – tiveram acesso àquilo a que JAD teve, antes dela.
É que, o Pedro acusa os jornalistas de não terem divulgado, mas não é certo que os jornalistas tenham tido conhecimento disso que, segundo ele, deveriam ter divulgado.
Tadinhos os jornalistas!
Bernardo B.
Compra um porco e vai dar gás para a autoestrada.
Concordo que não é certo que os jornalistas tenham tido conhecimento porque uma vez que se trata de dinheiro e como o povo gosta muito dele, os jornalistas publicariam isso pois daria muito que falar.
Mas uma coisa é certa, os jornalista não são nenhuns santos antes pelo contrário. Só quem não quer ver e que não percebe que eles não informam mas manipulam. Eles não mostram o mundo real mas o mundo que querem que seja conhecido e só não censuram factos importantes se não puderem!
Depois trata-se de milhões mas nós também somos milhões de modo que interessa saber quanto calha a cada um. E fazendo as contas não é assim tanto, de modo que haverá muitas coisas bem mais graves mas que não são faladas!
O que fica claro é que é necessário haver fiscalização e transparência em TODOS os poderes.
And the show must go on!
O meu palpite é mesmo esse: se os jornalistas tivessem tido conhecimento daquele documento antes da Joana, tê-lo-iam imediatamente noticiado. Talvez não os jornalistas do Público ou do Expresso, mas certamente que os do Correio da Manhã o teriam feito.
Portanto, os jornalistas só devem ter tido conhecimento do documento depois da Joana. Se a Joana foi a primeira a noticiá-lo, deverá ter sido porque foi a primeira a ter oportunidade de o fazer.
Oh Joana, pensar que estivemos tão perto…
Da inécia agora desperto
Nem queremos saber o que tu dirá-á-á-ás
Oh Joana, recordo agora os momentos
Passaram nos meus pensamentos
Mas deixei ficar a lista pra trás.
O que aqui está em discussão é o porquê da Joana conseguir chegar aos documentos e os ditos “jornalistas” principalmente da área económica não, e isso é que é no mínimo esquisito, então uma comentadora que não é paga para isso consegue acesso a documentos que os jornaleiros que são pagos para isso não conseguem? A questão é esta não é se os jornalistas publicariam os docuemntos se tivessem acesso a eles, isso é outra estória sendo certo que também neste concreto tenho a certeza que a maioria deles os meteria na gaveta.
Como é que a Joana conseguiu chegar aos documentos e os jornalistas não, não faço ideia. Mas neste país onde peças processuais em segredo de justiça são escarrapachadas nos jornais, e até vídeos de interrogatórios são passados na televisão, já nada me surpreende. É evidente que a quebra do segredo é um especialidade dos portugueses. (Aqueles que tanto falam da corrupção poderiam questionar-se se essas quebras de segredo serão resultado de corrupção ou não.)
Ahahahahahahahah
Para seu interesse veja Baron Noir para “perceber” os jogos e a “malícia” do poder a obtenção da lista mostrada pela Joana Amaral Dias
“A política é como o jazz. Se te enganas numa nota deves insistir nela e todos pensarão que se trata de uma improvisação a seguir”.
A.Vieira
Sim, o Luís Menezes Leitão já falou ontem dessa série aqui.
Ingénuo?
Primeiro: o que significa “vergonha”? É que se bem me lembro muitos dos que agora repudiam o DDT, eram os mesmos que teciam elogios ao dito. Vergonha? Para se ter vergonha é preciso que a pessoa tenha princípios e com capacidade para distinguir entre o certo e o errado. Ora bem, não nos envergonhamos de nada, pois até temos um ditado ou algo parecido que dizemos alto e bom som: “vergonha é roubar e não poder carregar!” Já diz muito sobre nós como povo, como cidadãos.
Os que agora bradam aos céus a sua inocência, cândida inocência, fazem uso da prerrogativa que os eleitores sempre lhes deram. A nossa memória é curta. A nossa falta de vergonha é do tamanho do Universo. E quando digo isto em voz alta e me dizem “fala por ti”, fico encantada em ver como a lição está bem estudada: “eles” são sempre inocentes!
Roubou? Não!!! Foi levado a roubar.
Mentiu? Não!!! Foi levado a mentir.
Assinou algo duvidoso? Não!!! Foi levado a tal, pois confiava nas pessoas que o rodeavam.
A presumível inocência e a falta de vergonha deviam ser parte integrante da nossa bandeira. Assim não enganávamos ninguém.
Quanto ao jornalismo…..há muito que perdemos jornalistas. Temos avençados. Temos vertebrados. Ninguém pergunta, ninguém questiona, ninguém se expõe, com receio de perder o emprego.
E mais uma vez, voltamos à falta de vergonha: “sei o que se passa, mas não vou falar disso.”
Maldito ADN da pobreza mental. Está entranhado.
Começa em casa, passa pela escola, pelo trabalho, pelas amizades, pelos conhecimentos.
Basta acenar com um maço de notas e toda a gente cega, ensurdece, emudece.
Maldito ADN da pobreza mental.
Só espero que um dia destes o Vara não venha dizer que a filha não é dele! Era uma defesa e pêras.
Maria L
O homem já morreu mas veio á memória o Mário Soares: feio, feio, é perder. E ser apanhado, digo eu.
Tem razão em quase tudo o que diz mas não deve ter tanta certeza que o Vara seja culpado. Todos temos ADN.
Sim, há muito que perdemos jornalistas, agora temos jornaleiros que produzem jornalixo que o povo tanto gosta!
Vara é culpado. De tal maneira que está a cumprir pena. Considerado culpado por todas as instâncias judiciais.
Estar a cumprir pena não é o mesmo que ser culpado. Quantas pessoas por exemplo nos EUA, vários anos depois de estarem a cumprir pena após exames de ADN, foram consideradas inocentes!
Foi considerado culpado por todas, quantas? 11? Em relação a outro assunto, no CSM houve uma votação 8 contra 7. Mais claro é difícil.
Você foi lá ver o que está no processo e como eles chegaram a certas conclusões?
Embora ainda não tenha terminado e estando Lula já preso é grave, Lula também foi considerado culpado e várias pessoas de diferentes áreas afirmaram não haver no processo prova nenhuma concreta que o triplex seja dele. Talvez o juiz tenha poderes especiais que o comum dos mortais não tenha. Se não sabe devia saber que os tribunais têm um poder praticamente absoluto, fazem o que querem.
Estar a cumprir pena é ser culpado.
Foi condenado em 2014 pelo Tribunal de Aveiro.
Viu a condenação ser confirmada em 2016 pela Relação de Aveiro.
E avalizada em 2018 pelo Tribunal Constitucional, que rejeitou o recurso apresentado pelo advogado de defesa.
O processo transitou em julgado, com sentença condenatória.
É culpado.
Grave é haver quem, como você, não acredita nos tribunais.
Vara foi considerado culpado com base em prova indiciária, não com base em prova real.
Ou seja, não foi produzida prova objetiva de que ele tenha cometido o crime de que foi acusado. Apenas foram aduzidos factos que, por serem considerados estranhos, indiciam um crime. Esse crime foi portanto presumido, não provado.
Em face disto, acredita no tribunal quem quiser. Eu, não.
Eu dei-lhe exemplos concretos que estar a cumprir pena não é o mesmo que ser culpado e você insiste.
O TC só avalia questões constitucionais, não tudo. Na prática foi houveram duas decisões.
Lembra-se do Isaltino Morais, se não se lembra veja a diferença entre a condenação inicial e a final. São mesmo parecidas! Porque razão a ultima é a correcta?
Vamos ver em que você acredita:
– Acredita nos políticos?
– Acredita nos antigos gestores da CGD?
– Acredita em determinados ex-banqueiros?
– Acredito na justiça mesmo quando uns dizem uma coisa e outros outra?
Estou a ver que apenas acredita na justiça. O mundo real é imperfeito.
deviam ter sido [os jornalistas especializados na “área económica”] a alertar em devido tempo para os riscos sistémicos da governação Sócrates
Não me parece que compita aos jornalistas fazer política, alertar para os riscos da governação, etc. Isso compete primariamente aos políticos. Os jornalistas devem reportar o que se passa, não alertar a população para supostos riscos, reais ou imaginados por eles. Os jornalistas não deveriam ser políticos.
Oh Luís!
E o jornalismo de investigação?
Não têm o dever de investigar e denunciar?!
Está à espera que sejam os políticos a fazê-lo?
Poderá esperar sentado!
É evidente que os jornalistas estão condicionados pela falta de meios e não menos condicionados pela propriedade de jornais pertença de grupos económicos.
Isto conduz a uma limitação pela auto censura que tem conduzido a que os casos de grande corrupção não sejam por estes trazidos à luz do dia.
A sua revelação provém digamos assim de franco atiradores como JAD ou os autores do Weekyleaks,footballleaks,etc…
Não matemos os mensageiros,
O jornalismo de investigação serve para investigar e reportar (se você quiser: denunciar) factos objetivos, comprováveis, indesmentíveis.
Os “riscos da governação” não são factos objetivos. Eles são, na sua maior parte, essencialmente opiniões. São portanto da competência dos políticos (ou dos peritos), não dos jornalistas.
Por exemplo: não é função do jornalista dizer que a floresta num certo local está em risco de arder. É sua função procurar um perito e reportar as palavras desse perito sobre o risco de arder dessa floresta.
O que há é jornalixo da diversão, pessoas que deviam estar num circo e não nas redações.
Algumas estão no blogolixo. Ou no facelixo. Ou no tuitelixo.
Justamente, Luis!
E ninguém alertou para o que se passava.
Alguém que tentou enfrentar o Pinóquio e sus muchachos, acabou profundamente maltratada e apelidade de travestida jornalista…
Já esqueceu?! A memória é curta. Ah, pois é!
Vi hoje a Joana na Tv, num programa da manhã.
Achei-a desenvolta e sem papas na língua!
E sem medo do que lhe possam fazer. O que merece que lhe tirem o chapéu.
É assim que se deve ser, mas quem tem família muitas vezes pensa uma e outra vez e acaba por assobiar para o lado.
Todos sabemos como os sistema trata aqueles que não estão alinhados com eles, com os seus interesses e com a forma como promovem esses mesmos interesses fomentando a corrupção, a teia de favores, e os negócios menos claros. É isso mesmo que se passa em grande parte da função pública.
Depois, alguns acabam mesmo por ir a julgamento, acabando absolvidos porque não ficou provada a corrupção. Ainda que alguns dos corruptores acabem condenados a multa. E o tribunal esclarece a final, para esclarecimento de todos nós, que não faz favores a ninguém. E assim, podemos todos ficar descansados.
Vi hoje a Joana na Tv, num programa da manhã.
Achei-a desenvolta e sem papas na língua!
E sem medo do que lhe possam fazer. O que merece que lhe tirem o chapéu.
É assim que se deve ser, mas quem tem família muitas vezes pensa uma e outra vez e acaba por assobiar para o lado.
Todos sabemos como os sistema trata aqueles que não estão alinhados com eles, com os seus interesses e com a forma como promovem esses mesmos interesses fomentando a corrupção, a teia de favores, e os negócios menos claros. É isso mesmo que se passa em grande parte da função pública.
Depois, alguns acabam mesmo por ir a julgamento, acabando absolvidos porque não ficou provada a corrupção. Ainda que alguns dos corruptores acabem condenados a multa. E o tribunal esclarece a final, para esclarecimento de todos nós, que não faz favores a ninguém. E assim, podemos todos ficar descansados.
Tem assim tanta necessidade de assinar o seu nome por extenso, Rego?
Uns identificam-se demais outros de menos, não é Senhor Pedro Correia?
Para os Lavouras, se um indivíduo cujo hálito cheira a alho, não pode ser acusado de comer alho, a não ser que aparecerem pelo menos duas testemunhas oculares a confirmarem a coisa. Para essa gente, um crime assim, que não pode ser provado com testemunhas, é um “crime presumido”, logo nunca pode dar origem a qualquer condenação, ou seja, um crime que ninguém viu cometer, não é crime punível, mas simplesmente “crime presumido”. Mesmo que tenham sido encontradas as cascas dos alhos. Nada serve, só mesmo testemunhas a dizer que viram os alhos a descerem pela boca abaixo.
São uns pândegos, estes Lavouras.
E o nosso Lavoura é ele mesmo um presumido, isto é, alguém que se julga dono da verdade e que se pensa dotado (pela natureza) de elevado grau de bom-senso. Mas está muito enganado.
o nosso Lavoura é ele mesmo um presumido, isto é, alguém que se julga dono da verdade
Tiro ao Alvo, Você falhou o alvo.
Eu escrevi: “acredita na justiça quem quiser. Eu, não.” Ou seja, eu expressei a minha opinião, e dou a toda a gente o direito de ter opinião diferente da minha. Não afirmei ser dono da verdade.
Joana Amaral Dias nunca aceitou férias milionárias na neve, pagas por Ricardo Salgado
Não? Tem a certeza? Como sabe onde é que a Joana passa férias e quem lhas paga?
Já agora: quem (supostamente, um ou mais jornalistas) é que “aceitou férias milionárias na neve, pagas por Ricardo Salgado”?
A culpa é da Joana
Eu se fosse ao Salgado pagava férias ao Lavoura no deserto. Durante 40 dias.
Que meiguinho!
50 anos 🙂
Muito bem!
Joana merece um cumprimento reconhecido e grato. A revelação que fez foi um acto de cidadania.
Vou levar para a minha Praça. Com a devida vénia.
À vontade, João. Um abraço.
Se não for uma Joana nunca veremos a lista dos avençados do GES. E eu gostava muito de vê-la. Os lesados do BES também. Os lesados da PT também. Os do BANIF também.
Ela é bem capaz disso. Espero que venha a ser titular de uma carteira profissional de mérito jornalístico.
Merece-a mais do que muitos directores e editores – alguns dos quais recomendam aos jornalistas para não lhes trazerem histórias polémicas pois isso só lhes “dá chatices”.
Fico à espera, pois o Expresso fartou-se de anunciar, só para a malta comprar o jornal, mas nunca mais tocou no assunto.
Terá sido esquecimento. Precisam de tomar memofante.
O jornalistas não têm tempo para essas coisas menores! Estão demasiado ocupados no exercício do seu papel de vanguarda da turba de indignados, deslumbrados que andam pela sua própria e magnífica ignorância!!
Andaram a fazer claque junto do CSM! Querem sangue, punição exemplar para um Desembargador da Relação do Porto porque este, dizem, justificou, e desculpou a violência sobre as mulheres adúlteras, invocando a Bíblia! E repetem, à laia de argamassa que há-de colar, o “justificou”. Esta manifestação de ignorância é apenas grave para quem, e na medida, esperava algum esclarecimento da media. Para mim, há muito que a coisa passou do anedótico ao trágico! Verdadeiramente grave, por arames, é o CSM ter-se enternecido com o clamor da turba. Quero ver como descalçam a bota. Depois disto quero saber qual a reacção dos juizes em relação aos considerandos que têm por obrigação legal de revelar como explicação pedagógica para os fenómenos humanos que têm obrigação de julgar!! Que fontes para os ensinamentos matriz poderão invocar os juízes!? Romances Russos de XIX, poderão!?
Tristes arames e tristes jornalistas!!
O que é que isso tem a ver com aquilo que escrevi? CGD e CSM começam pela mesma inicial, mas não existe mais qualquer ponto em comum.
O jornalismo, com j, como comecei por explicar!
O Justiniano ficou escaldado com a lição que lhe deu o vosso colaborador Fernando Sousa.
E qual foi a lição, Pedro!? O que é que o Pedro aprendeu!?
Aprendi que para si, num caso de adultério, uns bons tabefes, ou uns “amassos” na mulher, devem ser, de certa forma, atendíveis numa sentença judicial sobre violência doméstica
Óptimo! Agrada-me, sempre, ajudar os outros, especialmente quando aprendem alguma coisa!
Grande postal. Há coisas que não podem ser ditas. Por exemplo um director geral ombreando com um ministro a elencar a lista de jornalistas que recebiam do saco azul. É fodido, não é? Os anos passam e um tipo vai esquecendo os nomes Mas há sempre uns que ficam. E, tal como o Santana Lopes (que não tem nada a ver com este episódio), continuam a andar por aí. Claro que depois não dizem nada …
Isso já saiu cá para fora? A lista de avençados dos BES? Desculpem mas tenho andado por fora , cá dentro. E só sintonizo a RTP memória…a Vila Faia vai novamente estrear.
Não, eu sou velho, estas memórias são tão antigas que quase do tempo do … Vila FAia
Eu sou quase tão velho. Sou do tempo da ‘Chuva na Areia’.
Antes na Areia, que Chuva Dourada
O jornalista, da SIC, José Gomes Ferreira há anos que vem denunciado as malfeitorias da elite politica e empresarial. Tal como o jornalista Gustavo Sampaio, e o Professor Paulo Morais.
Em que mundo é que você vive? Os jornaleiros denunciam “tudo” menos a eles próprios! Será que não percebe que existem problemas em todo o lado e estranho seria que existissem alguns perfeitos como nos fazem querer.
Todos os males estão na elite política, como é possível?
Cuidado com os santinhos!
Muito bem a Joana e muito bem o Pedro.
Os jornalistas ditos especialistas tais como os de economia e os do desporto, fazem-lembrar o que o grande toureiro Luis Miguel Dominguin dizia dos críticos.
“São como os eunucos, sabem fazer, ja viram fazer, mas nunca o fizeram”
Alguns são eunucos, sim. E dão constantes provas disso. Mas cuidado com as generalizações, sempre abusivas.
Surpreendido por não ter sido o douto Prof.Doutor Artur Baptista da Silva a divulgar a notícia.
Consta que paira, e alto, algures para as bandas da “Lusa” – mas sob “nom de plume”…
JSP
Esse professor doutor – ou, pelo menos, um seu alter-ego – exerce funções na presidência do Conselho de Administração da Lusa.
Um prémio ao mérito. Só pode ser.
Parece um caso claro de informação “soprada”.
A idéia de investigação do nossos jornalistas é ficar à espera do telefonema.
Mas lá que andámos a ouvir constantemente que a nossa banca era segura séria e confiável, lá isso andámos.
Lembro-me de ouvir que o BPN era um caso de polícia mas o resto era sério.q
Desde aí tivemos as guerras do BCP o BPP o BANIF o BES. sempre casos em que não houve calotes. Houve imparidades.
Sócrates pode estar ligado ao BES mas ainda me lembro de Cavaco e Carlos Costa garantirem que o BES não era o GES e que havia um cerca. Neste país nem vergonha se tem, quanto mais ir preso.
Vara já foi preso. Mais de dez anos depois do início da investigação.
Esta foi do melhor que ouvi.
O gajo que vai à CGD e pede cinco milhões de euros, sem garantias, para fazer umas réplicas das pirâmides de Gisé no seu jardim, só para agradar à mulher. O empréstimo foi imediatamente concedido.
A conclusão é fantástica: “CGD – A FAZER EXCÊNTRICOS TODAS AS SEMANAS”.
Ah, o caro anónimo também ouve o Portugalex?
Para rir, mesmo.
Jornalistas da Joana não botam lume em palheiro de onde possam sair chamuscados.
Essa lista vai tornar-se um mito urbano, pelo simples facto de que deve conter demasiados nomes de gente com demasiadas responsabilidades para poder passar sem haver escândalo á seria. Estou a referir-me nomeadamente a grupos editoriais. E com certeza haverá também gente ligada a todas as correntes politicas, portanto é mais um motivo para não haver interesse na divulgação.
E também gente que se liga a todas as correntes.
Por isso a tal lista faria curto-circuito.
Há-de aparecer. Estou certo disso.
#A diferença, neste caso, é que Joana Amaral Dias nunca aceitou férias milionárias na neve, pagas por Ricardo Salgado, que assim – durante anos – foi comprando o silêncio de directores e editores de órgãos “de referência” na comunicação social. Será também ela a revelar-nos um dia a tal misteriosa lista de avençados do Grupo GES que nenhum “jornalista de investigação” até hoje conseguiu trazer a público?”
Porque os jornalistas não investigam.
Talvez venha a ser ela. É bem capaz disso.
A Joana faz parar o transito: bela, boa incontornável. Dava candidata a Presidente
Competente. Neste caso, muito mais competente do que todos os “jornalistas de investigação”, que ficaram a ver navios.
Nao saimos disto….
Entao agora que conhecemos a lista dos devedores, acabaram-se-nos os problemas ?!!!
noticia recente : um residente , denunciado por um vizinho , foi multado por ter feito marquise. Entao meteu os pes ao caminho e denunciou dezenas, centenas de vizinhos que tambem construiram marquises.
Enquanto esta coisa, o mundo, funcionar por denuncia, a coisa nem vai lá , ademais é injusto para o denunciado.
Tudo isto nao passa de brincadeiras infantis de policias, ladroes e policias corruptos
Da CGD para as marquises: debate típico de tuga no café.
Felizmente temos a Joana ! Faz bons comentários sem interesses próprios e diz a verdade ! Gosto bastante de a ver ao contrário das manas filhas do que roubava bancos, do BE !
“das manas filhas do que roubava bancos, ” Se soubesse o que o avô e um tio da Joana fazia, estava calado.
Quanto ao arranjo da sala aonde a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) exercerá o seu mister, um pedido:
Já se viu que colocar o inquirido na cabeceira da mesa ao lado de quem preside, o Presidente de sessão é, pelo menos, contra-producente para não dizer ridículo. Parece, e pareceu, que quem está a presidir é o inquirido. Não admira toda a sorridente autoridade com que o inquirido afirma ” não me lembro”, ou os salamaleques e óbvias deferências exibidas pelos inquiridores, noutros casos ….
Uma mesinha com duas cadeiras frente aos inquiridores, chega.
Basta ver o cenário com que o poderoso Mr. facebook defendeu as virtudes do seu negócio perante o Parlamento do Reino Unido.
Ou mesmo a diferença de nível dos assentos -via estrado e púlpito- na muito igualitária democracia dos EUA.
Afinal os inquiridores são representantes dos (subservientes?) partidos ou dos (lesados!) cidadãos?.
Digam os nomes para sabermos quem são.
Não se estará a confundir trabalho de jornalista com o trabalho de polícia?
Depende de quem manda a informação.