Pensamento da semana


Pedro Correia,

 

Nascer velho e morrer jovem é a utopia de alguns.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

28 comentários em “Pensamento da semana”

  1. Assim uma espécie de Benjamin Button?
    Li o livro do Fitzgerald e o filme do Fincher, mas achei tudo muito estranho…
    Maria

  2. Envelhecer é aprender a desaprender as certezas da juventude. Talvez por isso a utopia seja sabermo-nos acabados quando sabemos menos do que quando começámos sabendo.

    Os acabados são calados, não porque lhes seja impossível a fala ,mas por lhes ser impossível saber o que dizer.

    1. “- velhice e juventude pouco tem a ver com a idade.” Uau!! Eu estava convencido exactamente do contrário. Oxalá que você tenha razão e eu esteja enganado. seria bom.

  3. Pois cá comigo é mais: nascer jovem e morrer velhinha por fora e jovem por dentro! Mas isto sou eu, que não sou ligada em utopias… ,

  4. “Viver é adormecer com um sonho a menos e acordar com um sonho a mais”

    em “Santo Agostinho” de Teixeira de Pascoaes

  5. O exemplo de Benjamin Button não incentiva tais pretensões. É um filme que considero extraordinário de tão bem filmado que está, mas ter a vida ao contrário de toda a gente não facilita.
    Contudo, creio que mesmo nascendo indefesos e inermes como nascemos e morrendo velhos e caquéticos, todos somos em alguma altura um Benjamin a viver no sentido inverso que a dada altura cruza um mundo da sua idade e faz o pleno.

  6. Na verdade, só nascemos para as realidades do mundo depois de “velhos”. A inocência da infância e a inconsciência da juventude conferem-nos a maravilhosa despreocupação da brisa que sopra numa noite de verão. Independentemente dos medos, perigos , das aventuras ou da segurança, seja qual for a realidade que nos envolve, não aprendemos nem apreendemos a sua verdadeira substância. São os anos que nos ensinam a esbracejar e chapinhar para ficar à tona da travessia do oceano temporal da nossa passagem. Por mais complicado que se nos afigure o cruzar das ondas, ninguém deseja sinceramente chegar ao outro lado, aquela margem que nos devolve ao pó e solta na luz. Tudo o que queremos é adormecer com um sorriso e ir ao sabor da corrente ao encontro da paz.

  7. Disse Sua Santidade o Papa:

    —” Um velhinho “acarinhar”… uma jovem não é pecado…. é milagre!

    Será?

    Amendes

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