O maior problema da democracia


Luís Naves,

O maior problema da democracia não está em reconhecer a vontade popular. Essa questão sempre existiu e os políticos que a ignoram estão por sua conta e risco, condenados à inevitável punição eleitoral. O maior problema das democracias contemporâneas é a captura das instituições por interesses especiais. Todos os conflitos importantes a que assistimos têm a ver com este fenómeno: na Catalunha, na União Europeia, nas presidenciais brasileiras ou nas nomeações para o Supremo Tribunal americano. Minorias mobilizadas, com influência nos meios de comunicação, nos partidos, nos mercados ou nas academias, tentam conquistar posições de controlo nas instituições que regulam a sociedade, manipulam a nomeação de juízes ou travam políticos emergentes, ignorando todas as opiniões contrárias. Na Catalunha, por exemplo, os independentistas são a minoria, mas tomaram conta das instituições regionais e da televisão pública, diabolizaram todos os que pensam de outra forma e não se incomodam em destruir a convivência. Esta semana estamos na fase final de um caso extraordinário da política nos EUA, onde um juiz nomeado para o supremo tem a sua vida devassada, acusado de ter cometido uma agressão sexual quando tinha 17 anos: ninguém discute a veracidade do caso ou os méritos do juiz, mas se bebia ou se esteve envolvido em lutas de bares durante a adolescência. A política transformou-se numa luta permanente, onde grupos minoritários tentam impor as respectivas agendas a todas as instituições, pequenas e grandes, sejam órgãos políticos ou associações, escolas ou empresas, júris de concursos ou cargos de liderança, espaços de comentário e até nas organizações que nada representam, mas que podem tornar-se úteis para a causa. Uma vez conquistada a instituição por estes interesses especiais, não entra ninguém de fora.

40 comentários em “O maior problema da democracia”

  1. Concordo com tudo.

    Tudo isto se deve a inacção das maiorias (parece que anda tudo anestesiado…), que vão permitindo quase tudo (até mesmo as eleições começam a fugir da democracia, basta olhar as taxas de abstenção, cada vez mais altas…).

  2. Como dizia o outro “a democracia é o pior regime com exceção todos os outros”

    ” Na Catalunha, por exemplo, os independentistas são a minoria, mas tomaram conta das instituições regionais e da televisão pública, diabolizaram todos os que pensam de outra forma e não se incomodam em destruir a convivência.”

    Então porque não deixam fazer o referendo? Sendo a minora, perdiam-no e o caso ficava arrumado. O governo espanhol optou por prender os promotores do referendo com uma acusação tão mirabolante que nenhum tribunal fora de Espanha a reconhece. Parece uma descrição de captura de uma instituição por interesses especiais.

    “um juiz nomeado para o supremo tem a sua vida devassada, acusado de ter cometido uma agressão sexual quando tinha 17 anos: ninguém discute a veracidade do caso ou os méritos do juiz”

    Não é bem verdade, os méritos do juiz foram bastante discutidos.

    Já esteve um juiz diferente nomeado para o Supremo e os Republicanos não o empossaram à espera que o presidente mudasse. Mais um caso de captura por interesses especiais.

    Parece que faz parte da democracia e temos de viver com isso. Ou então arranjamos um Salazar que decida por nós o que está certo.

  3. Certo, mas não vamos fingir que a escolha de Kavanaugh está desprovida de qualquer agenda ou intenção política, pois não..?

    Não acho relevante que ele se tenha embebedado aos 17 anos (quem nunca pecou…), mas os americanos agarram-se a essas coisas. Já a hipótese de que ele tenha tentado violar uma rapariga aos 17 parece-me incomparavelmente mais grave; não é algo que se possa desvalorizar como um excesso de juventude. A confirmar-se (e para isso é necessário fazer uma investigação séria – estarão os Republicanos interessados nisso?) , é algo que o devia desqualificar de ser juiz no tribunal da vila dele, quanto mais de chegar ao Supremo.

    No resto, resumir o caso a uma cabala do partido da oposição naquelas declarações iniciais não será exactamente o melhor cartão de visita para uma candidatura a um cargo que se quer tão imparcial e apartidário quanto possível…

    1. Todos os crimes têm prescrição. A prescrição deve ser não somente em termos de impossibilidade de perseguição judicial, mas também em termos de memória. Ou seja, ele tem direito (a meu ver) que um crime eventualmente cometido há mais de 30 anos seja esquecido.

      1. Luís, um médico pode ficar impedido , em virtude de um crime, de exercer medicina, pela expulsão da Ordem dos Médicos

      2. É falso que “todos os crimes têm prescrição”. Assassinato e violação fazem parte dessas excepções.

      3. O que verdadeiramente define o homem é ter vendido uma imagem de perfeição que além de idiota é falsa.
        O comportamento muda mas carácter é que dificilmente muda radicalmente durante a vida.

        1. O que que o caráter de um adolescente de 17 anos tem a ver com o caráter de um homem de 60?
          O que é que o comportamento sexual de um adolescente de 17 anos tem a ver com o caráter desse adolescente? Qual é o adolescente de 17 anos, seja qual fôr o seu caráter, que não poderá um dia não se conter e saltar em cima de uma miúda a procurar apalpá-la?
          É perfeitamente bárbaro que um homem de 60 anos veja a sua carreira estragada por ter em tempos sido um adolescente de 17 anos com as hormonas sexuais em níveis muito altos e não se ter contido de saltar para cima de uma miúda.
          Só mesmo num país de caça às bruxas como os EUA.

    2. “…resumir o caso a uma cabala do partido..”

      É pior que uma cabala.
      É destruir o sistema político para todos excepto para a esquerda que está protegida pelo jornalismo.
      É ainda destruir o sistema de justiça e acabar com a presunção de inocência.

      A autora da acusação só diz coisas vagas não vá ser apanhada em contradição…

      1. Tinha rabiscado uma resposta mais longa, mas dado o interlocutor julgo ser uma perda de tempo. Um resumo: Kavanaugh é, para já, inocente; existe uma suspeita que, a confirmar-se, é grave; para confirmar o que quer que seja devia haver uma investigação rigorosa. Que, acrescente-se, dificilmente será feita em uma semana…

  4. Luís o maior problema da democracia é o desinteresse dos eleitores. O maior problema da democracia é a ignorância histórica. Qual a solução? Deixar a história correr. Que ela nos seus ciclos intermináveis traga para dentro os que se julgam de fora. Não há nada como vivê-la para sabê-lo.

  5. O problema das instituições não é elas serem vulneráveis aos poderosos. É quando os interesses dos governantes não coincidem com os governados.

  6. Na Catalunha os independentistas são a minoria, mas tomaram conta das instituições regionais e da televisão pública

    Os independentistas são a minoria mas, democraticamente, alcançaram o governo, pois constituem uma maioria no Parlamento. Tudo regular.

    um caso extraordinário da política nos EUA, onde um juiz nomeado para o supremo tem a sua vida devassada, acusado de ter cometido uma agressão sexual quando tinha 17 anos

    Isto não tem nada de extraordinário na política dos EUA. Já ocorreram coisas similares por diversas vezes. Resulta fundamentalmente de os EUA terem uma sociedade muito puritana.

    1. Pela lógica do Luís Lavoura a Suécia tem “uma sociedade muito puritana” pois tem a definição de violação mais abrangente do mundo. Ganhe juízo!

      1. “Suécia tem “uma sociedade muito puritana” ” Não sei se se deva classificar como puritana. Mas que é uma tolice, é sem dúvida.

  7. “de um caso extraordinário da política nos EUA” Extraordinário?!!
    É uma caso ordinário na política nos EUA e tende a sê-lo também na dos outros. Quem quer ser político tem de fazer votos de castidade (e não só) desde pequenino. É como um sacerdote. Na realidade mais difícil, pois o cristianismo admite o arrependimento e o maior pecador pode tornar-se santo (vide Santo Agostinho). Mas quem cometa uns pecadilhos de brincadeira nunca pode ser político. E se o for tem sempre a espada de Dâmocles em cima da cabeça: se a coisa se descobre!!!
    Se aparece uma mulher a dizer que eu a apalpei (e qual é o heterossexual que nunca apalpou nenhuma?) de duas uma: ou tenho a carreira arruinada ou dou-lhe dinheiro a rodos (se o tiver) para a calar.

  8. No Brasil acho impressionante a tomada de poder por parte do evangélicos…o Rio de Janeiro ja esta nas maos desta praga, agora preparam o assalto final a Brasilia…o evangelicos crescem em ambiente de esquerda…os portugueses=catolicos no Brasil foram perseguidos pelos macons e esquerda ao mesmo tempo que apoiavam a expansão evangelica nas estruturas de poder…a esquerda brasileira, outra praga no brasil, que serve os interesses dos ” holandeses” ( tal como a mafia evangelica ) no Brasil, e isso viu se com a emtrega das comunicacoes dos portugueses aos judeus holandeses…que venha um pronunciamento militar no Brasil por parte dos militares catolicos !!! Evangelicos e esquerda… é a mesma m…
    .

  9. tentado violar uma rapariga aos 17 [anos de idade]

    O que é “tentar violar”? Saltar-lhe para cima, dando-lhe uns beijos, metendo a mão onde não deve, e desapertando-lhe o vestido? Eu diria que muitos rapazes já terão feito, ou pelo menos tentado fazer, isto a raparigas num momento em que as hormonas estejam particularmente soltas. Será que agora, além de a violação ser crime, “tentar violar”, seja lá o que isso fôr, também o é?

    Enfim: disparates amer(d)icanos.

  10. O exemplo dado não é feliz. Não se trata de beber muito ou pouco na adolescência. Trata-se de uma violação em grupo, estando alcoolizado ou não, tanto faz, além de ser crime, diz muito da pessoa que o praticou.

  11. “Esta semana estamos na fase final de um caso extraordinário da política nos EUA, onde um juiz nomeado para o supremo tem a sua vida devassada, acusado de ter cometido uma agressão sexual quando tinha 17 anos: ninguém discute a veracidade do caso ou os méritos do juiz, mas se bebia ou se esteve envolvido em lutas de bares durante a adolescência.”

    Mas, por acaso, seguindo o que muito se tem escrito, n é precisamente a veracidade do caso que se tem discutido? Especialmente depois do depoimento da mulher em causa que até forcou alguns dos senadores (dois pelo menos) a pedir a investigacao do FBI?

    É assim tao descabido que um candidato ao mais alto cargo judicial do país seja alguém que nao suspeitas fortes de ter violado mulheres?

  12. O problema na Catalunha, e noutros lados como Kosovo, Sudão do Sul, Lombardia, Madeira entre outros pelo mundo, é que toda a gente quer ser chefe; hoje em dia com o politicamente correcto é fácil gritar nas redes sociais racismo, discriminação, auto-determinação e outros chavões muito “in” entre as elites e seus acólitos e consegue-se atenção dos meios de comunicação e uma multidão ou outra para partir as coisas em directo e chamar-lhe libertação em vez de destruição de propriedade alheia. Em alguns casos resulta e separam-se para serem mais um território parasita da comunidade internacional ou mais uma guerra civil (porque todos querem ser chefe); não funciona e continuam a gritar do “exílio” de 5 estrelas que os colonizadores e opressores são maus e talvez conseguir umas conferências pagas pelo mundo e uns piquetes de universitários em frente a embaixadas (sempre melhor ser activista que acabar o curso pago pelos pais).

  13. O ‘Zeitgeist’ é o que é – também fiquei impressionado com o caso Kavanaugh (que, como personagem, nem impressiona particularmente), da mesma maneira que me impressionou há anos atrás Kenneth Starr a farejar a “alcova” de Bill Clinton e a exibir o resultado, exigindo deliberação de senadores.
    Acho que foi Philipp Roth em “Human Stain” que escreveu algo sobre este dilema.
    “It was the summer when a president’s penis was on everyone’s mind, and life, in all its shameless impurity, once again confounded America”

    Não me parece que se tenha evoluido muito desde essa altura – antes amplificado, e dessiminado, e na era Trump, adquirido, de ambos os lados (ou dos multiplos lados) uma “tronituância” histriónica, onde a “razão” (ou a “Ersatz” actualizada, um funcional émulo rétórico que a transforma em “meio” e não em “fim”) é conferida pela frequência de berreiro de militantismo “moraleiro” a calibrar a “shameless impurity”.
    Vamos eventualmente acabar todos calvinistas, encarnados de pecaminosos barros, sem esperança de salvação!

    Jorg

  14. Tanto disparate escrito num só texto que recorre a mentiras completamente descaradas.

    Mentira nº 1: “Na Catalunha, por exemplo, os independentistas são a minoria”
    Uma simples pesquisa na Wikipédia tê-lo-ia impedido de escrever tamanho disparate. Os partidos independentistas, Junts per Catalunya, ERC e CUP, combinados tiveram 47.5% dos votos. Os partidos unionistas, Ciudadanos, PSOE e PP, combinados tiveram 43.45%. Se não sabe qual destes dois números é maior, precisa de voltar para a escola primária.

    Talvez o Luís Naves tenha confundido “independentistas” com “unionistas”. Aí o que escreveu passa a ser verdade.

    Mentira nº 2: os republicanos têm o apoio da maioria (não escreveu isto mas está implícito no grande disparate que é o seu texto).
    Mais uma vez uma pesquisa na Wikipédia tê-lo-ia ajudado. Em 2016, Donald Trump não foi o candidato mais votado e no senado a diferença foi ainda mais absurda: 11 milhões de votos. Além disso, tudo indica que dentro de um mês a escumalha republicana irá perder o controlo da câmara dos representantes apesar de todo o gerrymandering praticado por eles.

    A forma como o Luís Naves se refere à corajosa mulher que denunciou o agressor sexual Kavanaugh é no mínimo insultuosa e mostra que você não deveria estar perto de qualquer mulher, pois revela não saber o que é consentimento.

    No entanto concordamos quando o Luís Naves escreve que “a política transformou-se numa luta permanente, onde grupos minoritários tentam impor as respectivas agendas a todas as instituições”. Aliás, basta ver o que os extremistas republicanos estão a fazer nos Estados Unidos. Um presidente que não foi o mais votado. Um senado que não foi o mais votado. Uma câmara dos representantes que está a um mês de deixar de ser a mais votada.

  15. O problema da Catalunha não tem nada a ver com politica nem com democracia, nem com nada que se pareça. O verdadeiro problema é a corrupção, sendo os proprios corruptos a usar o independentismo como areia para deitar nos olhos dos catalães (caso Palau, 3 percent, entre outros), para poder encher os seus bolsos.

  16. O problema da Democracia é ser apenas uma palavra e apodrecer com facilidade, infectada por novilinguas várias conforme quem dela se aproveita.
    Se Democracia é apenas sermos chamados a votar de 4 em 4 anos fica demasiado fácil.
    No Brasil elegem uns deputados e senadores de dezenas de partidos, nenhum deles vinculado a algum programa concreto, facilmente mudam de sentido de voto ou mesmo de partido, e no final a vida legislativa resume-se a comprar votos suficientes para cada lei que se queira aprovar.
    Em Portugal só parece ser diferente por haver um pouco mais de vergonha, então vigora a partidocracia, aos interesses basta comprar os partidos suficientes, ou melhor ainda (mais barato) financiar a ascensão a lugar elegível de algum fantoche que seja passivel de ganhar o concurso de misses de 4 em 4 anos. No estado a que chegamos já nem sequer há concorrência nos interesses – o bolo já não aumenta, as rendas já estão todas montadas e basta só assegurar que a miss de serviço continua a cobrar os impostos necessários para as alimentar. No resto governar resume-se a ir alimentando os seus com cargos e empregos e adjudicaçoes directas de pequeno ou médio porte.

    Onde está o poder do eleitor? Onde estão os programas e equipas de governo concretas para o eleitor escolher os mais competentes? Quem os obriga a cumprir? Qual é o meu deputado? Como prestam contas? Como o posso demitir se fizer o oposto do que prometeu? Tenho de esperar 4 anos? Passar um cheque em branco a uma miss fotogenia por 4 anos conta como Democracia?
    Ou estas questões começam a ser encaradas seriamente ou facilmente voto no primeiro populista/autoritário/tecnocrata competente que por sorte, arte ou manha consiga furar o sistema até me aparecer no boletim de voto.

  17. Não sei se os independentistas são de facto minoria na catalunha, uma vez que as autoridades nunca deixaram fazer um referendo livre e transparente, Mas a Espanha está condenada a se fragmentar, porque é um país artificial, feito de vários povos e culturas diferentes.

  18. Com que então os independentistas na Catalunha são a minoria! De facto tal afirmação é deturpar a democracia a favor de uma pseudo-democracia imposta pelos imperialistas de Madrid, mas cada qual defende o que entende e neste caso o senhor Luís Naves está mais virado para os ditadores ao serviço de Castela.

  19. Para o autor, o maior problema da democracia é andarem a investigar se, há cerca de 30 anos, o candidato ao SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA americano participou numa violação ou não.

    Importa-se de repetir?

    Para o autor, o maior problema da democracia é a Catalunha exigir um referendo de consulta à independência e ver essa pretensão não só recusada como ver quem defendia essa via ser preso.

    Importa-se de repetir?

    Haver um candidato no Brasil a dizer que o maior erro da ditadura militar brasileira foi não ter eliminado os seus opoitores, entre outras “pérolas”, para o autor, isso não é problema nenhum.

    1. Não o estou a compreender! Por vezes defende a lei, outras vezes a violação da lei. O referendo na Catalunha foi ilegal, a lei é igual para todos! Parece que alguns na Catalunha não têm nada para fazer a resolveram brincar à independência. Cresçam!

      1. Pois, o golpe militar do 25 de Abril também foi ilegal, as manifestações antes do 25A também eram ilegais.
        Por fale em legalidades, a escravatura também já foi legal.

        Se andam a dizer que a maioria dos catalães é contra a independência, porquê proibir um referendo?

  20. Note-se aliás como a BBC “faz” esta “notícia” sobre o comportamento do CERN:

    https://www.bbc.com/news/world-europe-45709205

    Cern scientist Alessandro Strumia suspended after comments.

    “In 2015, Nobel laureate Prof Tim Hunt resigned from his position at University College London after telling an audience of young female scientists at a conference in South Korea that the “trouble with girls” in labs was that “when you criticise them, they cry”.

    Quando foi isto que Tim Hunt disse:

    In 2015, Nobel laureate Prof Tim Hunt resigned from his position at University College London after telling an audience of young female scientists at a conference in South Korea that the “trouble with girls” in labs was that “when you criticise them they cry”. “Now seriously, I’m impressed by the economic development of Korea. And women scientists played, without doubt an important role in it. Science needs women and you should do science despite all the obstacles, and despite monsters like me.”

  21. O maior problema da democracia são as diversões, a manipulação e a pouca cultura de alguns. Já na época dos romanos se dizia que o povo gostava de circo! Agora ainda pior pois a imprensa que temos alimenta constantemente este circo. Seria bom que alguns para além de criticarem os políticos, também criticassem a imprensa e alguns que apesar de já terem alguma idade, ainda não cresceram e gostam muito de brincar. Um desse grupos minoritários tentam impor as respectivas agendas,é a imprensa. O importante para eles é o espetáculo!

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