
![26e7dda99e0e2c78038173a290b4695c[1].jpg 26e7dda99e0e2c78038173a290b4695c[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2018/21163479_YTaC7.jpeg)
D. Afonso II (1211-1223)
Autor: Desconhecido
Ano da inauguração: Desconhecido, no século XVIII
Localização: Guimarães, na fachada norte do Palácio Vila Flor

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D. Afonso II (1211-1223)
Autor: Desconhecido
Ano da inauguração: Desconhecido, no século XVIII
Localização: Guimarães, na fachada norte do Palácio Vila Flor
Conheço muito do património de Guimarães, mas não o Palácio Vila Flor.
Este D. Afonso II parece-me muito bem, bastante elegante até para quem tinha o cognome “O Gordo”.
Maria
É um belo palácio, Maria.
Quando ao D. Afonso II, creio que tivemos reis mais gordos que ele. D. João VI, por exemplo. E D. Carlos.
ó Pedro Correia, o D.Carlos teve o azar (?) de ser fotografado; aí, pouco se pode fazer para diminuir a área da pessoa.
Não havia Photoshop na altura. A fotografia era muito mais real (nos dois sentidos do termo).
D. Carlos, inevitavelmente, também passará por cá.
Mas vai demorar.
Foi cognominado como o gordo em virtude de ter guerreado contra os privilégios da igreja e por isso não ter sido vangloriado pelos homens que escreveram a história. Um grande rei.
Morreu excomungado.
Tinha o cognome “o Gordo”, mas na estátua até está bastante elegante.
Nada como uma estátua, para pôr alguém elegante.
Uma estátua nada como um prego, Pedro!
Depende. Se for de cortiça, mantém-se à superfície.
Maria
Esta estátua levanta-me algumas interrogações. A que propósito uma igreja na mão? E que brasão d’armas é aquele aos pés?
Liberdades poéticas.
Não faz sentido o pormenor da igreja. Quer pelos mais que muitos conflitos com a instituição (como se disse acima, morreu excomungado), quer por não se lhe conhecer nenhum particular patrocínio de edificação (ao contrário de Afonso I, essessim aparecendo algumas vezes retratado com uma igreja na mão, em alusão a Alcobaça ou a Santa Cruz de Coimbra).
No entanto, no leito de morte, D. Afonso II pediu para ser sepultado no Mosteiro de Alcobaça (pedido satisfeito) e, por testamento, fez generosas doações aos monges cistercienses.
Mas, cá está, na Sala dos Reis, a estátua que segura numa igreja é a de Afonso Henriques.
Se me permite, Pedro e apenas para que conste!
“Devido às suas características físicas, o terceiro rei de Portugal foi cognominado de “O Gordo”, muito embora a sua presença gentil contrariasse a estatura agigantada.
Relatos descreviam-no “de fermosa presença e estatura, grosso em demasia, mas mui fermoso de rosto, porque tinha a testa grande, os olhos fermosos e castanhos, a barba e cabelo castanho, a boca grande, mas grossa e de boa graça, o nariz grande algum tanto levantado no meio, mui amigo de criar curiosamente o cabello da cabeça, e barba, que trouxe muito comprida até engordar, mas depois a costumava cortar muito rente […] de corpo quasi agigantado […] e gordo em demasia”.
Gostou?
Gordo mesmo, portanto. Hoje dir-se-ia “Afonso, o Obeso”. A palavra gordo está proibida pelos cânones da correcção linguística.
Tal como a palavra anão e a palavra coxo e a palavra cego e a palavra velho.
Anão se podem usar essas??