![]()
(1ª vinheta com o Capitão Haddok, no “O Caranguejo das Tenazes de Ouro).
Importantíssima efeméride: cumprem-se hoje 80 anos sobre a primeira aparição do Capitão Haddock, então comandante do cargueiro “Karaboudjan”, e sequestrado pelo seu pérfido imediato, Allan, e pelo seu imoderado apreço pelo Loch Lomond. Trata-se de “O Caranguejo das Tenazes de Ouro”, apresentado na revista “Le Soir Jeunesse”, e Haddock surgiu na edição de 2 de Janeiro de 1941.
Viva Haddock! Haddock Sempre!
![]()
(As pranchas iniciais com o Capitão Haddock).

Sem dúvida, viva Haddock!
Mille millions de mille sabords!
Bon anniversaire, Capitaine.
Devo ter comprado quase todos os livros do Tintim editados em Portugal.
Com mil milhões de coriscos!
Uma das memórias mais vívidas que tenho da minha pré-adolescência (1968/69) é a dos dias em que o meu pai aparecia em casa, como insistia a minha mãe, com “mais lixo para juntar ao resto que já há cá por casa”: eram os dias das revistas, a de, pelo menos, a do Século Ilustrado e a do Tintin.
Não me lembro ao certo do momento em que passei a preferir a Século Ilustrado à Tintin. Lembro-me sim do fascínio que, com os meus 9 anos, senti por uma capa da Século Ilustrado, onde numa bandeira negra apareciam uns círculos com rostos de “revolucionários”, dos quais só me lembro do de Bakunin e de Rudi Dutschke… hoje, deduzo que ela teria a ver com o Maio de 1968.
Sobre a Tintin, lembro-me de que, a uma determinada altura, ela até passou a ser uma obrigação monótona, aborrecida, que já não me trazia nada de novo: Clorofila ou Blake e Mortimer, nunca os li; Tintin sempre me pareceu uma idiotice completa… restava-me um Lucky Luke e um Astérix, e talvez um pouco mais até o Blueberry. Seria para aí um sexto do seu conteúdo.
Capitão Haddock? Bom, hoje, V. até me elucidou sobre algo que é fundamental mas ao qual até nunca, na altura, prestei grande atenção: «Importantíssima efeméride: cumprem-se hoje 80 anos sobre a primeira aparição do Capitão Haddock (…) Trata-se de “O Caranguejo das Tenazes de Ouro”, apresentado na revista “Le Soir Jeunesse”, e Haddock surgiu na edição de 2 de Janeiro de 1941»! O gaijo era uma criatura da Bélgica de 1941! Ou como diria Hergé, anos mais tarde: «The fact is that while I was growing up, I was being fed the prejudices of the bourgeois society that surrounded me. It’s true that Soviets and Congo were youthful sins. I’m not rejecting them. However, if I were to do it again, they would be different.»
Mille milliards de mille sabords! E nem o álcool o envelhece.
Mille millions de mille milliards de mille sabords de tonnerre de Brest! C’est de l’eau!