Espero que no próximo ano volte a ser o que já foi. Pondo-se fim a uma das mais absurdas decisões desta legislatura.
Um governo republicano deve orgulhar-se da república: este dia tem de regressar à lista dos feriados oficiais. Isso vai acontecer, não tenho a menor dúvida.

Apoiado!
Defendo isto aqui no blogue pelo terceiro ano consecutivo, Sérgio. Radicalmente contra a supressão deste feriado e também o do 1º de Dezembro. Que a Igreja tenha aceite suprimir dois feriados religiosos, é lá com ela – embora eu também discorde. Mas os dois feriados civis têm de ser retomados. Nenhuma nação vive sem a celebração ritualística de datas simbólicas.
pela rep só se morre de fome
alm.reis ‘quando há rev em Portugal: 1/2 aceita, o outro caga-se’
‘suicidaram-no’ na véspera na trav das Freiras
Brito Camacho ‘mudaram as moscas, a merda é a mesma ‘
Há muitos motivos para celebrarmos a data de 5 de Outubro. Deixemos a memória do pobre Almirante Reis em paz (lá tem o nome numa das principais avenidas lisboetas, por sinal a que antes dele teve o nome da Rainha D. Amélia).
Gostava, muito honestamente, de lhe colocar uma questão que ainda não resolvi na minha cabeça. E não, não monárquico, nem sequer simpatizante. O que me incomoda como português é saber que Portugal nasceu em 5 de Outubro de 1143 com a assinatura do Tratado de Zamora. Então, por que razão nunca ninguém quis celebrar esse Dia de Portugal? É que se a República nasceu, também, num 5 de Outubro isso não passa de coincidência. E entre o nascimento de uma Nação o de um regime político não há comparação.
Que me diz a sua ilustre pessoa?
O motivo que traz aqui só reforça a necessidade de celebração do 5 de Outubro, claro. Nada contra: a nossa condição de portugueses transcende sempre a circunstância de sermos republicanos ou monárquicos.
A mesma lógica se aplica ao 1º de Dezembro, que voltará a ser feriado. Tenho a certeza.
Diria mais, um País orgulhoso da sua história deve e tem sempre de comemorar 1143. Tal como acontece com outros feriados, nada invalida a comemoração de diferentes elementos de relevo maior, pelo que podemos associar diferentes marcos a esta data.
Totalmente de acordo com o que escreve. As grandes datas unem, não separam.
Esta decisão deste Governo foi uma das que me confirmaram que a conversa da reforma e da mudança era só populismo para a troika ver.
Não consigo encontrar a necessidade de suprimir feriados expressa no memorando da tróica, certamente por deficiência minha: o-da-troika-anotado
http://www.publico.pt/economia/memorand
Muito bem, E diga-se o mesmo do Primeiro de Dezembro.
Se querem acabar com feriados, acabem com os católicos, porque Portugal é um país laico. Quem quiser participar em procissões, que tire férias para o efeito.
Exacto, Luís Lavora: é acabar já com o Dia de Natal e com a Sexta-feira Santa.
A Sexta-feira Santa não é feriado em muitos países católicos. Muito frequentemente, o que é feriado é a segunda-feira a seguir à Páscoa. Na terra de onde o meu pai era originário – uma terra muito católica na Bairrada – toda a gente tradicionalmente trabalhava na Sexta-feira santa, apesar de ser feriado – mas ninguém trabalhava (mesmo hoje continua a não trabalhar) na segunda-feira a seguir à Páscoa.
Quanto ao Natal, é um feriado secundário também em muitos sítios. Nessa mesma terra que referi, a Páscoa é o feriado mais importante do ano, mas o Natal tem importância muito reduzida, praticamente nula a não ser mesmo para os fiéis mais devotos.
Aplaudo!
Na verdade, só houve vontade de se aparecer e de se comemorar o 5 de Outubro no ano passado, e isso porque acabaram com o feriado. Este ano, voltou a haver meia dúzia de gatos pingados nas comemorações.
Pessoalmente, nunca vi tantos carros na auto-estrada do Algarve como no Sábado 3 de Outubro de 2009, dia em que para lá fui passar um resto de férias, aproveitando a semana do feriado de 5 de Outubro. Nesse Sábado e nos dois dias imediatos, a confusão foi tanta por aquelas bandas como a que – dizem – há em Agosto (mês em que nunca lá vou).
PS- Não sou monárquico.
São questões diferentes. Ninguém é obrigado a celebrar o feriado, quem quiser festejá-lo engarrafando as auto-estradas que o faça, mas o Estado não deve eximir-se à obrigação de assinalar da forma mais condigna as datas nacionais, que fazem parte da nossa História, com as suas luzes e as suas sombras. Isto inclui não só o 5 de Outubro mas também o 1º de Dezembro.
Muito bem!
Obrigado, meu caro. Um abraço.