Neste pacífico canto, é mais fácil uma mulher ser assassinada em violência doméstica do que nos perigosos EUA. Foi o que descobri com umas continhas muito simples: nos EUA, para uma população de 300 milhões, morrem 4 mulheres por dia. Aqui, foram 43 o ano passado. A diferença não é grande, mas existe. O país pacato é um mito. O país real tem mulheres mortas à facada, com ácido, com tiro, com marretadas. E com um pormenor de particular crueldade: algumas das que morreram tinham pedido ajuda às autoridades. O país real está cheio de ódio.
43
cadernoelastico,

E cheio de álcool, e cheio de ignorância, e cheio de preconceitos “à porta fechada”. Estes números são aterradores.
ainda por cima, é pior nos centros urbanos, e mantém-se nas novas gerações (violência no namoro). o que quer dizer que não percebemos muito disto.
Pior, ódio disfarçado de amor.
exactamente.
Uma vergonha, um nojo. Isto revela bem até que ponto estamos longe da ‘modernidade’ que alguns apregoam por aí.
os números são um terror, e a falta de ajuda tenebrosa. numa reportagem da tvi, há uns dias, denunciava-se a falta de sensibilidade dos polícias.
E a lei das probabilidades diz que este quadro negro não deve estar para melhorar: casa onde não há pão…
Uma realidade terível e ao que dizem transversal à sociedade.