A avó que é bisavó.
A avó que é mãe.
E a mãe que é mãe. Foi a explicação dada por um dos miúdos.
Sábado à noite, à volta de arroz de cabrito ou de risotto de alheira, a família acolheu os amigos mais próximos, mesmo aqueles que vivem em Madrid ou em Beja.
A festa fez-se de conversas cruzadas, algumas fotografias e um silêncio maravilhado quando a lua nasceu amarela num rio escuro, ponteado de luzes da outra banda. Os risos e os gestos. Os bolos conventuais.
A minha mãe fez 60 anos.
A minha bisavó insistiu na necessidade de uma fotografia, afinal quatro gerações juntas é um feito. Para variar estarão desfocadas. Não faz mal.
Temos esta, já com seis anos. Não mostra 4 gerações, apenas 3, faltam os meus filhos. Apesar disso tem uma particularidade que poucos conhecem: aqui estão reunidas as três Pilares da família. Se um dos meus filhos tivesse menina seria quarta Pilar da família. Eu gosto do nome e não imagino nada mais certeiro para a minha mãe. Ela é um pilar na minha vida. Possa eu ser na dela. E assim, o melhor retrato será sempre a memória: a minha mãe abraçada aos amigos, surpreendida, coberta de flores e sacos com pequenas lembranças. Chegou aos 60 anos com o mesmo sorriso que lhe recordo de outros tempos e, contra marés e outros bruxedos, ainda cá estamos. Haja saúde.


É uma belíssima fotografia, PP. Estão lindas.
🙂