O Governo socialista, eleito em 2008 sob o mote Por el pleno empleo, vai certamente ficar para a História: o número de desempregados em Espanha acaba de ultrapassar a cifra dos quatro milhões, correspondentes a 17,3% da população activa. Zapatero (des)governa um país que regista hoje seis desempregados por minuto. E um milhão de famílias sem qualquer tipo de rendimento fixo. Enquanto andamos entretidos com as nossas polémicas dignas de pátio das cantigas, como se o mundo parasse às portas de Badajoz, há um facto que ninguém pode ocultar: tudo quanto por lá se passa tem reflexos aqui, mais cedo ou mais tarde. Nós podemos andar longe, mas Espanha está sempre perto. Demasiado perto.


Os espanhóis têm o que merecem.
Desde os tempos da oposição a Aznar que toda a gente sabia que Zapatero era a incompetência em pessoa. No entanto, com o medo provocado por Atocha, votaram nele e voltaram a votar.
Pode ser que aprendam.
Não me parece que mereçam. Nenhum povo merece ter uma situação tão dramática como têm os espanhóis neste momento em matéria de desemprego.
Novamente de acordo, Pedro!
Convém estarmos mais atentos ao que se passa fora das nossas fronteiras para relativizarmos as pequenas polémicas de patamar doméstico, André.
É verdade, Pedro. Habituámo-nos a ver Espanha como um exemplo de solidez económica, por comparação connosco, e o país está a desmoronar-se à frente dos nossos olhos. O que só pode ser mau para nós, como dizes.
E agora parece que já ninguém quer a união politica da península.
Safa! (como dizia o outro)
É assim mesmo, Ana. E o que mais me espanta é verificar que este tema não é minimamente debatido em Portugal.