20 motivos para amar Portugal (XVI)


Pedro Correia,

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Marvão

60 comentários em “20 motivos para amar Portugal (XVI)”

  1. Como o Pedro pôs aqui Castelo de Vide, já não esperava ver o Marvão, uma das do meu top 20.
    Gosto muito, mesmo muito, de Castelo de Vide, mas o Marvão é muito especial para mim.
    E aquela estrada de freixos antes de chegar à Portagem, uma das mais belas de Portugal, agora mutilada com o corte de imensas árvores… que bom era conduzir naquele túnel, um oásis de frescura no calor alentejano antes de começar a subir para nos depararmos com aquelas espectaculares paisagens.
    Uma vez entrei em Marvão vinda de Espanha e a vista ainda é mais bonita, pois vê-se o casario imaculado em contraste com a muralha, o que não acontece se viermos de Castelo de Vide.
    Next!
    🌼
    Maria

    1. Uma vez entrei em Marvão vinda de Espanha

      Claro que sim, qualquer pessoa com dois dedos de testa que vá a Marvão aproveita para dar um salto a Espanha encher o depósito…

      1. Wrong!
        Eu saí por Segura (com o depósito cheio) fui a Alcantara, e depois resolvi ir até Valencia de Alcantara e entrar pela ‘fronteira’ de Marvão.
        Ah, e só tenho um dedo de testa
        Maria

      1. Leopedro, a rapaziada do Alto Alentejo é quase toda do Grupo Desportivo de Portugal (desculpe eu não saber inglês), calhando influência dos patrões, e vão a Marvão por ser o único sítio que vêm as águias pelas costas.

          1. Tem que ter sentido de humor, os abutres aparecem a seguir a Portagem mais para os lados dos antigos postos de fronteiriços.

    2. E aquela estrada de freixos antes de chegar à Portagem, uma das mais belas de Portugal, agora mutilada com o corte de imensas árvores…

      A sério?!! Cortaram aquilo? Grandes bestas. Odeio autarcas, gêenierres e poderes locais. Uma das razões mais determinantes para atraso de Portugal, que é endémico como as pestes na Mongólia, é o municipalismo.

      Imaginem lá quem é que o inventou.

    3. Essas árvores foram (ainda serão?) classificadas monumento nacional.
      Calhando o movimento para Espanha obrigou o alargamento da estrada e daí o abate das árvores. Julgo que em 2012 ainda estavam de pé.

      1. Não alargaram a estrada, os freixos estão agora muito espaçados, e os que ficaram levaram uma grande ‘carecada’ deixando de formar o túnel, embora mantenham a barra branca.
        Vi um vídeo do Helder Afonso na net e a estrada ainda é bonita, simplesmente não tem nada a ver com a outra.
        Li algures que algumas árvores estavam doentes…
        Será verdade?
        Não sei.
        🌳
        Maria

        1. É possível, mas também improvável. As árvores perdem sempre, porque nada podem declarar em sua defesa.
          Como as laranjeiras saudáveis que o vereador Sá Fernandes, o dos espaços verdes, mandou tirar da Praça de Alvalade, em Lisboa, para ali fazer um vasto espaço cimentado ladeado de alguns jacarandás – árvore da moda, bonita uma vez por ano, quando floresce, mas nada frondosa, incapaz de proporcionar apetecíveis sombras nesta altura do ano.
          Ainda hoje me interrogo se o abate das laranjeiras terá sido movido por mero ódio ideológico.

          1. Nunca percebi esta fixação da câmara em pôr árvores tropicais brasileiras que largam cola e merdas pegajosas em cima dos passeios ou dos carros estacionados (há qualquer coisa de opção homosexual na escolha destas árvores, portanto imagino que na câmara haja muitos rabetas que entraram para esses bons empregos por discriminação positiva, que é para isso que esses movimentos são inventados: para criar estas exclusividades para os amigos).

            Mas adiante: isto das árvores peganhentas é de tal maneira que há ruas em que não se pode sequer estacionar (deve fazer parte do projecto de Imobilidade da Cidade de Lisboa do Dr. Medina) e não convém estar ali feito parvo a olhar para as árvores porque basta estar um minuto debaixo da coisa para apanhar um banho de cola macacóide lá dos trópicos.

            Resumindo, deve ser uma ideologia de esquerda qualquer ou então devem ter saudades de andar nus a fornicar debaixo dos telheiros de folhas de palma — porque vieram todos de lá do meio do capim de propósito para nos lixar.

          2. Ó V. não me diga que no início do século XIX já havia socialistas em Lisboa…
            E eu que pensava que isso era coisa da segunda metade do século XX 🤔
            Então que sugere?
            Vamos arrancar também essas?

            Se o V. soubesse as saudades que eu tenho de ver os jacarandás em flor…
            Há um plátano enorme defronte da minha casa, que me tira do sério durante a polinização: fica tudo amarelo, mal podemos abrir as janelas; mas fica tão lindo quando se veste de Outono que esqueço tudo o resto.
            C’est la vie!
            🍁🍁🍁
            Maria

          3. Para ser franco não sei se são jacarandás. Na Estefânia há uma rua assim, talvez o melhor exemplo de que o bom é inimigo do belo… E a floração dura um mês ou mais, deve ser complicado para quem mora ali. Mas há outras árvores que estão permanentemente a largar umas gotículas peganhentas que rapidamente se transforma numa pasta escura.

            Estas coisas aparentemente não fazem parte das decisões de gestão da câmara ou das freguesias porque eles estão entretidos com outras coisas, como por exemplo despir o País de tudo o que lhes antecedeu. E como isso vem de longe, suspeito bem que essa gente já cá andava debaixo das pedras no século XIX. Aliás, um cobardolas como o D. Pedro e muitos outros são bem o exemplo dessa mentalidade.

        2. Há que ter em conta que as árvores, tal como os restantes seres vivos, envelhecem. Quando estão velhas tendem a adoecer, ou então ramos a apodrecer.
          Toda a gente gosta de ver as árvores, mas, se alguma lhe cai em cima, a Câmara Municipal tem que pagar a indemnização. As Câmaras Municipais salvaguardam-se das indemnizações tendo todo o cuidado em que as árvores pouco saudáveis sejam cortadas, ou os seus ramos em pior estado sejam podados.
          Eu já plantei muitas árvores na vida. Mas também já tive que podar muitas outras, e cortar outras que estavam podres ou em vias de apodrecer. E compreendo que as Câmaras Municipais tenham que fazer o mesmo.

  2. Boa tarde, Pedro

    No início dos anos 50 do século passado, os meus pais, residindo em Portalegre, visitavam Marvão, “guiados” por improvisado sujeito, entradote em anos e consumo alcoólico, que assim explicava certos pormenores: “… os senhores bem vêm, isto tem estas muralhas e foi feito aqui, porque os espanhóis vinham sempre por aqui acima à bruta…”

    Abraço

    Fernando Antolin

  3. é impossível não gostar de Marvão. Para além da paisagem e das ruas estreitas de casas caiadas e com barras, ficou-me a ideia de ser de fraca população. Ou estariam todos recolhidos.

    1. Em Marvão, apesar de ser sede de concelho, residem apenas 300 ou 400 pessoas. Mais ou menos o mesmo que na ilha do Corvo.
      A maior povoação do concelho de Marvão é Santo António das Areias, que fica na planície a norte de Marvão.

  4. Tendo andado algo arredada destas lides, só agora vi a tua série dos”20 motivos para amar Portugal”.

    20?
    20??????
    20???????????

    Hum. Algo sovina, na minha perspectiva, mas podes sempre provar/tomar de novo esta, que é para não te ofenderes com o epíteto com o qual brindei à tua série:

    https://sovina.pt/

      1. Também sou do Clube dos Leitores Rex Stout Forever (olha a coincidência: há menos de um mês fui tomada por uma nostalgia e comprei dois da Vampiro, numa feirinha de rua; a maioria foi lida ainda na puberdade).

        Tenho que experimentá-lo com uma Stout 🙂

  5. “20 motivos para amar Portugal” são poucos.

    Noutros tempos, realçar Castelo de Vide e Marvão implicava citar também Portalegre. Cidade que merece sempre ser amada. “…Na encosta, ridente alegria./”

    E, a propósito de comentários…
    Que é feito desse “personagem” peculiar que se nomeava “Luís Lavoura”?!

    Saudações cordiais e votos de saúde.

    https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/portalegre-na-encosta-ridente-181673

          1. Ou na ciclovia mais próxima, a empurrar um carrinho de supermercado. As ciclovias lisboetas andam atulhadas como nunca. De patins, trotinetas, falsas e verdadeiras bicicletas, triciclos, sei lá mais o quê…

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