20 motivos para amar Portugal (XIX)


Pedro Correia,

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Monsaraz

17 comentários em “20 motivos para amar Portugal (XIX)”

  1. Cá está ela!
    Conheço-a bem, fui lá várias vezes, mas nunca a vi assim, rodeada de água, ao vivo e a cores.
    Quis muito voltar lá depois de Alqueva, mas havia outros locais a conhecer e mais perto, e fui adiando…
    Mas jamais esquecerei o que senti quando lá cheguei (depois de conduzir 300 km num dia de muito calor) e me deparei com aquela pérola branca calcetada de xisto, muito mais bela ainda do que nas fotografias que eu tinha visto.
    Gastei os dois rolos que levava, mas só no dia seguinte pude ver os resultados; agora é tudo tão mais fácil…
    🌻
    Maria

    1. Também conheci Monsaraz antes da albufeira de Alqueva ter modificado a paisagem. Já era majestosa e bela, e assim continua – embora com moldura diferente.
      Quem ainda não conhece, vá conhecê-la. É um passeio que recordaremos para sempre.

      1. Alqueva é um milagre. Incompreensível foi o tempo que demoraram a construí-la.
        Quanto à coincidência, parece que fiz um pleno: nomes e ordem.
        🌻
        Maria

        1. Alqueva é um milagre.

          Um milagre que se está a desfazer. Cada vez tem menos água armazenada. Já não há forma de alcançar a cota máxima.

          O regadio que supostamente era para ser de milho e tomate, afinal está a ser de oliveiras e amendoeiras, para que se possa poupar a pouca água existente.

  2. Ja á vi diurna, antes e depois da água; já a vi iluminada como barco festivo no meio da noite escura; já a visitei no Natal transmudada em presépio. Sempre ela.

  3. Só a conheci com a albufeira, acredito que antes fosse linda, mas como em pouco tempo sinto muito a necessidade da presença de água por perto, Monsaraz está perfeita e é lindíssima.

    1. Concordo, Carlos. A albufeira introduziu ali níveis de humidade que vieram modificar (para melhor) as características atmosféricas desta região, além de permitirem diversificar flora e fauna.

  4. Conheci Monsaraz desde miúdo. Era uma ruína decrépita, ruelas vazias, raras portas entreabertas, velhotas de lenço negro à cabeça a espreitar. Foram-se quase todos embora. Agora andam por lá rebanhos de turistas e só falta um McDonalds para ficar verdadeiramente civilizada. Estive lá há pouco tempo, era meia-noite e estavam 34,5°.

    1. E preferia que continuasse uma ruína decrépita?
      Não acha que está melhor assim?
      Era muito difícil viver lá em cima sem água; aliás foi por isso que nasceu Reguengos de Monsaraz.
      🌼
      Maria

      1. Respondendo às suas perguntas: não, e não.
        Houve um período bom (no meu ponto de vista), já com o Alqueva, mas antes do derrame de turistas.

        1. Sim, compreendo o seu ponto de vista, mas o turismo é uma fonte de rendimento e ajuda muitos residentes a viver melhor, a ter emprego, penso eu.
          E não há turismo sem turistas.
          É impossível ter sol na eira e chuva no nabal, ter dinheiro dos turistas sem a presença física dos mesmos.
          Nós próprios, quando viajamos, também vamos perturbar o descanso de muita gente…
          É a vida.
          🍁
          Maria

          1. Cara Maria, os turistas, como muitas outras coisas, em excesso fazem mal. Sempre houve turismo, mas não massificado, não de cotovelada e selfie como actualmente – bem, antes do Covid. E é um tema quente, colocam-se pinos à entrada das ruas e promove-se via punição fiscal a electrificação automóvel, em nome das cidades limpas. Ora, quantas toneladas de combustível fóssil consome um desses autocarros voadores low-cost? Porque não se fala mais da poluição necessária para que um alemão venha a Lisboa comer um pastel de nata e um português vá comer choucrute na origem? Que ironia venderem-nos as maravilhas do por-do-sol nos fiordes, e aos nórdicos venderem as maravilhas do por-do-sol em Alfama. É o mesmo sol.

          2. Que ironia realmente, o melhor será fazermos todos turismo de sofá…
            Parece que a pandemia veio realizar os seus desejos de um turismo mais moderado; pena é que seja pelos piores motivos 🙁
            Uma curiosidade: um dos meus sonhos de miúda era ir à Noruega ver o sol da meia-noite e as auroras boreais; nunca aconteceu!

            Bom domingo em casa, António.
            🍁
            Maria

          3. A cada um os seus gostos. O turismo desenfreado tem estragado muitos locais paradisíacos.
            Quando era mais novo fui a Paris. Aluguei um quarto – não num hotel, e não havia AirBNB – e estive lá um mês. Tirei um passe, usei os transportes públicos, fui ao supermercado, cozinhei, lavei roupa. E é assim que se sente o pulsar da cidade. Não é decerto saír dum autocarro e ver o Louvre numa hora.
            E tem razão, o turismo moderou pela pior razão, mas também cresceu pela pior razão.

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