15 comentários em “20 motivos para amar Portugal (XIV)”
Como qualquer mortal que se preza, tenho uma foto semelhante, igualmente tirada em dia de temporal. A vila em cascata sobre o mar e a sua piscina natural, é qualquer coisa … vale a visita, pois!
O nosso país, na sua beleza natural infindável e genuína é o bálsamo para as afrontas que lhe são infringidas tantas vezes , descaracterizando-o física e moralmente.
Esta imagem acordou em mim uma série de memórias. Um dia comprei em Andorra uma máquina fotografica que viria a tornar-se um objecto quase mitico da minha juventude. A marca prometia facilidades, Práktica, no fundo tinha inscrito o país de fabrico que pouco tempo depois deixou de existir, DDR. Com ela aprendi a usar a luz e a velocidade para guardar imagens em películas, que depois de reveladas se guardavam em envelopes especiais que as protegiam da luz e do pó. Os pixeis chegaram muito mais tarde. Ver o resultado apenas depois da revelação fazia do disparo um momento solene. Viajou comigo muito menos do que a nossa vontade exigia, mas sempre cumpriu na ilusão de ser possível guardar vivências para sempre. Um dia nas Azenhas do Mar, exactamente no local onde a imagem que o Pedro aqui colocou foi recolhida, um elemento do obturador, cansado, soltou-se e a máquina deixou de funcionar. Após várias visitas a casas da espacialidade o diagnóstico foi unanime, não vale a pena reparar. Como quem vê um amigo a partir, consolou-me que o ultimo disparo tivesse acontecido ali, de frente nas Azenhas. Durante algum tempo pensei que este seria o fim da história, mas alguns anos mais tarde, já no tempo dos pixeis, encontrei uma máquina usada do mesmo modelo à venda. Comprei-a para dar de prenda de anos à minha irmã, alguns anos mais nova e também interessada pela estranha química das imagens congeladas. Hoje usa-a em simultâneo com uma poderosa máquina digital, e exibe-a com falsa modéstia entre os amigos designers que num silêncio esverdeado a invejam. Ao lado da Praktica BMS os iPod’s, iPad’s, iPhone’s, etc, ficam todos em segundo plano. Sem este post não me daria ao trabalho de escrever este texto. E tudo por causa das Azenhas do Mar. Agora tenho mesmo de lá regressar em breve. Obrigado por isso, Pedro.
Meu caro Paulo, Só para ter o prazer de ler esta sua história já teria valido a pena trazer aqui este postal das Azenhas. Votos de muitas e boas fotos, seja onde for.
Desta história familiar desconhecia o detalhe das Azenhas. Este objecto é mítico para mim também. A primeira parte da minha relação com esta máquina prende-se com repetidas memórias de infância em que observava o meu irmão, as suas experiências e por vezes servia de modelo. Lembro me que desde sempre o objecto exercia sobre mim um enorme fascínio , despertava uma curiosidade tremenda de experimentar mas também um certo respeito! Anos passados, lembro me de ter imensa curiosidade de experimentar a máquina, mas nessa altura já não funcionava. A segunda parte da história começa num Natal (foi uma prenda de Natal Paulo!) e lembro me de ficar super entusiasmada com a possibilidade de finalmente experimentar a máquina. Descobri passado poucas experiencias que essa máquina tinha também uma avaria irreparável , descobrimos por sorte um habilidoso mecânico fotógrafo que quase com magia juntou as duas máquinas numa só a funcionar. Uso a máquina regularmente e de facto devo confessar que a exibo com o maior orgulho, além desta história por trás, produz imagens incríveis! Foi com certeza o melhor presente que o meu irmão já me deu!
Perdigão Queiroga, autor de alguns sucessos do cinema português, nomeadamente ‘Sonhar é Fácil’, com três actores enormes: Laura Alves, António Silva e Eugénio Salvador.
Como qualquer mortal que se preza, tenho uma foto semelhante, igualmente tirada em dia de temporal.
A vila em cascata sobre o mar e a sua piscina natural, é qualquer coisa … vale a visita, pois!
É um quadro inesquecível. Impressiona sempre, quando o vemos ao vivo. Por mais vezes que o tenhamos visto em postal.
Para além da beleza natural, bastante evidente, não resisto a alguns sabores à mesa que abundam por lá…e aquela vista para o mar vivo…
Come-se muito bem nas Azenhas. Em cima, no Pôr-do-Sol. E em baixo, no restaurante da piscina – um dos meus favoritos de sempre.
O nosso país, na sua beleza natural infindável e genuína é o bálsamo para as afrontas que lhe são infringidas tantas vezes , descaracterizando-o física e moralmente.
Um bálsamo, diz muito bem.
Esta imagem acordou em mim uma série de memórias.
Um dia comprei em Andorra uma máquina fotografica que viria a tornar-se um objecto quase mitico da minha juventude. A marca prometia facilidades, Práktica, no fundo tinha inscrito o país de fabrico que pouco tempo depois deixou de existir, DDR.
Com ela aprendi a usar a luz e a velocidade para guardar imagens em películas, que depois de reveladas se guardavam em envelopes especiais que as protegiam da luz e do pó. Os pixeis chegaram muito mais tarde. Ver o resultado apenas depois da revelação fazia do disparo um momento solene.
Viajou comigo muito menos do que a nossa vontade exigia, mas sempre cumpriu na ilusão de ser possível guardar vivências para sempre.
Um dia nas Azenhas do Mar, exactamente no local onde a imagem que o Pedro aqui colocou foi recolhida, um elemento do obturador, cansado, soltou-se e a máquina deixou de funcionar. Após várias visitas a casas da espacialidade o diagnóstico foi unanime, não vale a pena reparar.
Como quem vê um amigo a partir, consolou-me que o ultimo disparo tivesse acontecido ali, de frente nas Azenhas.
Durante algum tempo pensei que este seria o fim da história, mas alguns anos mais tarde, já no tempo dos pixeis, encontrei uma máquina usada do mesmo modelo à venda. Comprei-a para dar de prenda de anos à minha irmã, alguns anos mais nova e também interessada pela estranha química das imagens congeladas.
Hoje usa-a em simultâneo com uma poderosa máquina digital, e exibe-a com falsa modéstia entre os amigos designers que num silêncio esverdeado a invejam. Ao lado da Praktica BMS os iPod’s, iPad’s, iPhone’s, etc, ficam todos em segundo plano.
Sem este post não me daria ao trabalho de escrever este texto. E tudo por causa das Azenhas do Mar. Agora tenho mesmo de lá regressar em breve. Obrigado por isso, Pedro.
Meu caro Paulo,
Só para ter o prazer de ler esta sua história já teria valido a pena trazer aqui este postal das Azenhas. Votos de muitas e boas fotos, seja onde for.
Desta história familiar desconhecia o detalhe das Azenhas.
Este objecto é mítico para mim também.
A primeira parte da minha relação com esta máquina prende-se com repetidas memórias de infância em que observava o meu irmão, as suas experiências e por vezes servia de modelo.
Lembro me que desde sempre o objecto exercia sobre mim um enorme fascínio , despertava uma curiosidade tremenda de experimentar mas também um certo respeito!
Anos passados, lembro me de ter imensa curiosidade de experimentar a máquina, mas nessa altura já não funcionava.
A segunda parte da história começa num Natal (foi uma prenda de Natal Paulo!) e lembro me de ficar super entusiasmada com a possibilidade de finalmente experimentar a máquina.
Descobri passado poucas experiencias que essa máquina tinha também uma avaria irreparável , descobrimos por sorte um habilidoso mecânico fotógrafo que quase com magia juntou as duas máquinas numa só a funcionar.
Uso a máquina regularmente e de facto devo confessar que a exibo com o maior orgulho, além desta história por trás, produz imagens incríveis!
Foi com certeza o melhor presente que o meu irmão já me deu!
E eu a pensar que tinham sido aquelas meias com dedos que comprei no Colombo!!
bjs
As meias estão no top 10! 😉
A primeira casa em cima à esquerda é da minha prima, viúva do grande realizador de cinema, Perdigão Queiroga.
Perdigão Queiroga, autor de alguns sucessos do cinema português, nomeadamente ‘Sonhar é Fácil’, com três actores enormes: Laura Alves, António Silva e Eugénio Salvador.
Este é um “motivo” muito especial para mim. Mas já vi que não sou a única, como é evidente.
Do Magoito à Adraga, toda esta costa é um deslumbramento.