Feriado porquê? Por causa das memórias sobre os conjurados? Ou por causa da grandeza daquele que foi o líder visionário? É bom decidir, para se saber se deve continuar a ser feriado ou não.
1640 e 1641: sim ou não?
jmmcc,
Feriado porquê? Por causa das memórias sobre os conjurados? Ou por causa da grandeza daquele que foi o líder visionário? É bom decidir, para se saber se deve continuar a ser feriado ou não.
Ora essa! Por causa da pátria, essa palavra probida… (que boa ideia a do Pedro aí em baixo). E por causa da vontade popular, essa expressão tão maltratada…
Houve um português que sugeriu o seguinte: no 10 de Junho, dia de Portugal ( e da raça, sim, quero lá saber!) celebrar-se-ia em simultâneo o 5 de Outubro e o 1º de Dezembro. Eu concordo. Mas para isso seria preciso que o cidadão soubesse um pouco mais de História. E não o deixaram.
Palpita-me que a segunda parte da história que proponho no post coincide com aquilo que deve interessar-te…
Confesso que não li, mas agora vou estudar melhor o teu caso 😉
Hum…
Eheh;) Pertenço ao minoritário grupo de portugueses que apesar de gostar de feriados como toda a gente, não está tão indignada assim, embora este aqui fosse dos que eu preservaria a todo o custo. O que eu já me ri com o visionário ;))
Mas olha: se algum dia quiseres ver o sítio onde decorreram as Cortes de 1385 – outro momento memorável e fascinante a partir do qual corremos a 1ª vez com os espanhóis – tenho-o diariamente a poucos metros: gosto de contemplar aquelas abóbadas baixas, que agora albergam uma bela sala de reuniões (imagina).
Vou optar por uma visita guiada…
Às vos ordres, cher ami, ça sera un vrai plaisir.
Por causa disto que diz:
«Portugal não tem orçamento e não tem exército, não tem relações externas e não tem escoamento do que produz, quase não tem frota marítima e quase não tem contactos comerciais com outros países. A única coisa que tem é inimigos entre os países que mantêm relações com Espanha, restando um ou outro amigo entre os inimigos (nem sempre poderosos e muitas vezes receosos) dos castelhanos.»
Por faltar tudo menos vontade. Portugal foi construído sempre «apesar», pouca gente, a fazer das fraquezas forças.
Viva o 1º de Dezembro! Viva Portugal!
Apesar disso… passa para o domingo mais próximo.
Isso mesmo SC, nem mais: a fazer das fraquezas forças. Pena que estejamos sempre tão resignados às nossas debilidades e invariavelmente a denunciá-las no povo abstracto, como se cada um de nós fosse excepção… O que tem feito falta? Se calhar não é um milagre, até porque esse nunca vai chegar. Era apenas termos orgulho, o que supõe o sentido de pátria. Ora pois.
Não é proclamado feriado por mero acaso! Existiu, existe e existirá um motivo forte para que se torne determinado dia num feriado. Confesso que sinto uma enorme revolta para com este tipo de seres descendentes do Asco, que assassinam a memória de um Povo em nome do “supremo interesse da Nação”. Cortam feriados com o falso propósito de poupar dinheiro! O Estado português (Paulo Portas antigo ministro da defesa e actual ministro dos negócios estrangeiros) deixou fugir 189 milhões de euros de investimentos na economia portuguesa que resultavam da compra das viaturas Pandur para o Exército e para a Marinha. Mas depois vêm falar em cortar feriados para poupar?! Para quando medidas verdadeiramente estruturantes, justas e a médio e longo prazo.
Dois dos feriados mais importantes que temos, onde o Povo Português (independentemente da classe social) expulsou aqueles que faziam sangrar de morte o nosso país, libertando-o duma governação/domínio espanhol (1 de Dezembro) e duma monarquia obsoleta (5 de Outubro), vão deixar de ser feriados, tentando eles assim apagar dois movimentos populares marcantes da história do nosso Portugal. Porque não fazer o mesmo com aqueles que se escondem atrás de uma falsa legitimidade, adquirida através da democracia mas totalmente fundamentada na mais baixa e nojenta acção, que é mentir descaradamente àqueles que acreditaram neles! Para quando um autêntico plano para colocar Portugal no sítio onde merece, proporcionando aos seus habitantes uma vida digna, equitativa e justa.
Chega de medidinhas de cocó, que só fazem crescer a bola de excrementos que estes escaravelhos continuar a enrolar, a engrossar e a envolver todos aqueles que apenas querem viver, e não sobreviver; que querem melhorar, e não apenas aumentar os rendimentos de meia dúzia de gafanhotos infectos.
Assistir sereno e resignado a este enforcamento público, selectivo e cruel da democracia, da verdade, e da história de um país secular, não é aceitável. Não podemos continuar alienados, não nos podemos deixar quebrar por quem não tem moral, legitimidade e por quem se diz Português. Para se ser um verdadeiro Português, não basta ter um documento a dizê-lo que o é. É preciso agir como tal, honrando o que muitos fizeram (mesmo com o sacrifício da própria vida e com o sacrifício da vida dos seus). Conhecer, comemorar e festejar a história do nosso Portugal é sabermos que houve tempos difíceis, mas que nós todos juntos, independentemente das diferenças, saberemos reconhecer os inimigos da Nação e que saberemos agir de forma a colocar um fim a este tipo de situações.
Estes seres rastejantes não fazem nem querem fazer parte da solução, eles são o problema. A solução está nas nossas mãos, como sempre esteve e como sempre estará. Basta relembrar a história que estes seres querem ignorar e tentar apagar, basta relembrar o dia da restauração da independência (1 de Dezembro), o dia da implantação república (5 de Outubro) e o dia em que derrubámos a ditadura/fascismo (25 de Abril). Acredita que a solução está nas nossas mãos, pois a história assim o demonstrou várias vezes. A história serve para conhecermos o passado, compreendermos o presente e para previrmos o futuro. O passado diz-nos que foi e é possível mudar; o presente diz-nos para agirmos; o futuro dir-nos-á que estevemos certos e que tínhamos razão… Viva Portugal, viva o Povo Português! Disse…
Prometo ler tudo assim que fizer um intervalo, ok?
Com efeito, parece que é o feriado mais antigo entre os que sobrevivem e os que entraram no nosso calendário anual.