14 comentários em “1640 e 1641: sim ou não?”

  1. Ora essa! Por causa da pátria, essa palavra probida… (que boa ideia a do Pedro aí em baixo). E por causa da vontade popular, essa expressão tão maltratada…
    Houve um português que sugeriu o seguinte: no 10 de Junho, dia de Portugal ( e da raça, sim, quero lá saber!) celebrar-se-ia em simultâneo o 5 de Outubro e o 1º de Dezembro. Eu concordo. Mas para isso seria preciso que o cidadão soubesse um pouco mais de História. E não o deixaram.

          1. Eheh;) Pertenço ao minoritário grupo de portugueses que apesar de gostar de feriados como toda a gente, não está tão indignada assim, embora este aqui fosse dos que eu preservaria a todo o custo. O que eu já me ri com o visionário ;))
            Mas olha: se algum dia quiseres ver o sítio onde decorreram as Cortes de 1385 – outro momento memorável e fascinante a partir do qual corremos a 1ª vez com os espanhóis – tenho-o diariamente a poucos metros: gosto de contemplar aquelas abóbadas baixas, que agora albergam uma bela sala de reuniões (imagina).

  2. Por causa disto que diz:
    «Portugal não tem orçamento e não tem exército, não tem relações externas e não tem escoamento do que produz, quase não tem frota marítima e quase não tem contactos comerciais com outros países. A única coisa que tem é inimigos entre os países que mantêm relações com Espanha, restando um ou outro amigo entre os inimigos (nem sempre poderosos e muitas vezes receosos) dos castelhanos.»
    Por faltar tudo menos vontade. Portugal foi construído sempre «apesar», pouca gente, a fazer das fraquezas forças.
    Viva o 1º de Dezembro! Viva Portugal!

    1. Isso mesmo SC, nem mais: a fazer das fraquezas forças. Pena que estejamos sempre tão resignados às nossas debilidades e invariavelmente a denunciá-las no povo abstracto, como se cada um de nós fosse excepção… O que tem feito falta? Se calhar não é um milagre, até porque esse nunca vai chegar. Era apenas termos orgulho, o que supõe o sentido de pátria. Ora pois.

  3. Não é proclamado feriado por mero acaso! Existiu, existe e existirá um motivo forte para que se torne determinado dia num feriado. Confesso que sinto uma enorme revolta para com este tipo de seres descendentes do Asco, que assassinam a memória de um Povo em nome do “supremo interesse da Nação”. Cortam feriados com o falso propósito de poupar dinheiro! O Estado português (Paulo Portas antigo ministro da defesa e actual ministro dos negócios estrangeiros) deixou fugir 189 milhões de euros de investimentos na economia portuguesa que resultavam da compra das viaturas Pandur para o Exército e para a Marinha. Mas depois vêm falar em cortar feriados para poupar?! Para quando medidas verdadeiramente estruturantes, justas e a médio e longo prazo.

    Dois dos feriados mais importantes que temos, onde o Povo Português (independentemente da classe social) expulsou aqueles que faziam sangrar de morte o nosso país, libertando-o duma governação/domínio espanhol (1 de Dezembro) e duma monarquia obsoleta (5 de Outubro), vão deixar de ser feriados, tentando eles assim apagar dois movimentos populares marcantes da história do nosso Portugal. Porque não fazer o mesmo com aqueles que se escondem atrás de uma falsa legitimidade, adquirida através da democracia mas totalmente fundamentada na mais baixa e nojenta acção, que é mentir descaradamente àqueles que acreditaram neles! Para quando um autêntico plano para colocar Portugal no sítio onde merece, proporcionando aos seus habitantes uma vida digna, equitativa e justa.

    Chega de medidinhas de cocó, que só fazem crescer a bola de excrementos que estes escaravelhos continuar a enrolar, a engrossar e a envolver todos aqueles que apenas querem viver, e não sobreviver; que querem melhorar, e não apenas aumentar os rendimentos de meia dúzia de gafanhotos infectos.

    Assistir sereno e resignado a este enforcamento público, selectivo e cruel da democracia, da verdade, e da história de um país secular, não é aceitável. Não podemos continuar alienados, não nos podemos deixar quebrar por quem não tem moral, legitimidade e por quem se diz Português. Para se ser um verdadeiro Português, não basta ter um documento a dizê-lo que o é. É preciso agir como tal, honrando o que muitos fizeram (mesmo com o sacrifício da própria vida e com o sacrifício da vida dos seus). Conhecer, comemorar e festejar a história do nosso Portugal é sabermos que houve tempos difíceis, mas que nós todos juntos, independentemente das diferenças, saberemos reconhecer os inimigos da Nação e que saberemos agir de forma a colocar um fim a este tipo de situações.

    Estes seres rastejantes não fazem nem querem fazer parte da solução, eles são o problema. A solução está nas nossas mãos, como sempre esteve e como sempre estará. Basta relembrar a história que estes seres querem ignorar e tentar apagar, basta relembrar o dia da restauração da independência (1 de Dezembro), o dia da implantação república (5 de Outubro) e o dia em que derrubámos a ditadura/fascismo (25 de Abril). Acredita que a solução está nas nossas mãos, pois a história assim o demonstrou várias vezes. A história serve para conhecermos o passado, compreendermos o presente e para previrmos o futuro. O passado diz-nos que foi e é possível mudar; o presente diz-nos para agirmos; o futuro dir-nos-á que estevemos certos e que tínhamos razão… Viva Portugal, viva o Povo Português! Disse…

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