Há dez anos o terror mudou de significado. A Egoísta fez um tributo a NY e recebeu uma série de prémios. Numa das páginas, o meu filho mais velho, então com cinco anos, substituiu o texto do MEC que nunca chegou. As perguntas eram:
Mãe, sabes que a América foi atacada?
Mãe, não é a América que ataca sempre?
Mãe, ainda há pessoas na América?
Dez anos se passaram. Hoje, o meu filho, já não mora aqui e continua a fazer perguntas.


Confesso q tive vontade de scannar a Egoísta toda qdo, há dias, comecei a mexer nas estantes. Controlei-me e quedei-me por
http://jugular.blogs.sapo.pt/2839070.ht ml ml ml
http://jugular.blogs.sapo.pt/2839755.ht
e ainda aqui (o post de hoje) http://jugular.blogs.sapo.pt/2853185.ht
🙂 🙂
Tenho muitos números, mas esse não. Agora tb não compro, pronto. Crisis, what crisis!
Laura, manda a morada que eu vou ver se ainda há! beijos
Espero que já mais esclarecido.
Dez anos depois, os Estados Unidos e o Mundo não recuperaram do bárbaro ataque a Nova Iorque e a Washington, aliás, jamais recuperarão. Aquela manhã sangrenta de Setembro trouxe o que de pior existe no ser humano: o desrespeito pela vida, o ódio, a vingança, o fanatismo religioso e o ressentimento. As feridas abertas pelos milhares de vidas ceifadas é de difícil cicatrização, o vazio sentimental projectado no desaparecimento das torres do World Trade Center é impossível de preencher. Com elas, ruíram as esperanças de alguma vez vivermos em segurança, mas levantou-se a união de um povo, o seu orgulho exemplar, a comunhão de sofrimento, a crença de que se consegue derrotar o mal e todas as teorias de conspiração associadas porque amanhã é um novo dia.
As perguntas de um filho sobre o 11 de Setembro. Também passei por lá.
As perguntas do teu filho eram as que todos tínhamos na garganta, mas nada como uma criança de 5 anos para fazê-las. E as respostas são tão dolorosas.
Lembro-me bem dessa Egoísta de há 10 anos.