11/9


Patrícia Reis,

 

Há dez anos o terror mudou de significado. A Egoísta fez um tributo a NY e recebeu uma série de prémios. Numa das páginas, o meu filho mais velho, então com cinco anos, substituiu o texto do MEC que nunca chegou. As perguntas eram:

Mãe, sabes que a América foi atacada?

Mãe, não é a América que ataca sempre?

Mãe, ainda há pessoas na América?

 

Dez anos se passaram. Hoje, o meu filho, já não mora aqui e continua a fazer perguntas.

8 comentários em “11/9”

  1. Dez anos depois, os Estados Unidos e o Mundo não recuperaram do bárbaro ataque a Nova Iorque e a Washington, aliás, jamais recuperarão. Aquela manhã sangrenta de Setembro trouxe o que de pior existe no ser humano: o desrespeito pela vida, o ódio, a vingança, o fanatismo religioso e o ressentimento. As feridas abertas pelos milhares de vidas ceifadas é de difícil cicatrização, o vazio sentimental projectado no desaparecimento das torres do World Trade Center é impossível de preencher. Com elas, ruíram as esperanças de alguma vez vivermos em segurança, mas levantou-se a união de um povo, o seu orgulho exemplar, a comunhão de sofrimento, a crença de que se consegue derrotar o mal e todas as teorias de conspiração associadas porque amanhã é um novo dia.

  2. As perguntas do teu filho eram as que todos tínhamos na garganta, mas nada como uma criança de 5 anos para fazê-las. E as respostas são tão dolorosas.
    Lembro-me bem dessa Egoísta de há 10 anos.

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