
Quem me conhece (ou tem paciência para as minhas bloguices) sabe que não sou o que vem sendo dito, estuporadamente, um “negacionista”. Nem no que peroro nem na minha vida pessoal. Mas isto é totalmente inaceitável! O Estado perdeu a cabeça, as pessoas perderam os critérios.
Insisto, repito-me: vivemos um caos intelectual no poder (histriónico no PR e no Presidente da AR, mais soturno no esquivo PM, patético nos menores). Uma população angustiada e – de facto – alienada. Há cerca de um mês o nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros (o ministro dos negócios estrangeiros, friso!!!!) ameaçava o governo do Reino Unido com retaliações, insultava-o de incompetente seguimento a “irrelevâncias estatísticas”, desde então um número de prostitutos das letras a louvarem o extraordinário trabalho do PS/governo (o deputado Pinotes no seu part-time de comentadeiro da bola a clamar há quinze dias “está tudo a correr bem” é um exemplo inqualificável…), o país convocando os turistas da bola e das praias. E agora isto?! À revelia de lei e de ética e de bom-senso? Como é que é possível que se aceite isto? Isto não é loucura, é estupor.

Eu só gostava que alguém me explicasse uma coisa.
Se a vacina não é obrigatória.
Se o teste não é obrigatório.
Porque carga de água é que eu para almoçar num restaurante ao fim de semana tenho de provar possuir qualquer um dos dois. E já agora porquê só ao fim de semana?
Está tudo louco, só pode.
Pois.
Quem é o deputado Pinotes?
Resistir… por mim, fiquem lá com a zona esterilizada. Faço como faço normalmente em qualquer local onde sou mal atendido: não vou lá mais.
Conheci há semanas: um comentadeiro da bola em part-time que é, no dia-a-dia, deputado do PS. Rapaz que “representa” o Sporting num qualquer painel televisivo no qual aproveita para fazer propaganda do governo, ainda que ali esteja a ser pago (presumo que sob a rubrica “direitos de autor”) para falar de futebol
Um apartheid pseudo-sanitário dentro da nossa própria terra. Num país onde nenhuma vacina é obrigatória. Como se não fosse elementar direito de qualquer cidadão recusar-se a tomar esta vacina.
Os direitos e as liberdades vão recuando, dia após dia, neste Portugal de 2021. Onde há governo, mas não existe oposição. Como em qualquer regime autoritário.
Como se não fosse elementar direito de qualquer cidadão recusar-se a tomar esta vacina.
É um elementar direito de qualquer cidadão recusar-se a tomar esta vacina. (Eu recusei-me, e até agora ninguém me faz mal por isso.)
Não é um elementar direito de qualquer cidadão comer em restaurantes.
Convirá recordar que este afã securitário, inibidor das liberdades públicas (individuais e colectivas) se expressou de modo histriónico já no início do segundo semestre de 2020 – e antes já Costa dissera que “não importa o que diz a constituição” -, muito em particular com a imprensa expressando vontades que se extravasasse o bom senso e a lei nas medidas de protecção (incremento de militares a vigiar praias – o que vai acontecendo um pouco com militares da Marinha a ajudarem a protecção balnear, mas pedia-se bem mais; vigilância electronica descabida, segurança aerea privada, etc.).
Queira desculpar Pedro Correia, essa liberdade não se aplica nestas
circunstâncias excepcionais e tão perigosas para todos.
Até podiam andar todos nus pela cidade que seria o último dos meus problemas.
Desde que não me contaminem não tenho nada a dizer , o que está longe de ser
o caso nesta pandemia.
Por exemplo eu para além de já ter sido vacinada , sou voluntária num estudo sobre
este maldito vírus. ( ratinho de laboratório 😂😂)
Tiraram-me sangue antes da primeira vacina e 10 dias depois da segunda . ( 4x que já dei
sangue).Já fui a semana passada tirar mais sangue e recebi o resultado das primeiras amostras.
Diz o seguinte: Vous prenez part à l’étude %#€&@ au cours de laquelle nous avons
mesuré la quantité d’anticorps spécifiques contre le coronavirus ( SASRS-CoV-2) dans votre sang .Voici votre résultat: Ratio*98.8 ( excellent).
* Un ratio supérieur à 6 est considéré comme positif.
Le résultat du dosage d’anticorps est positif.Ceci signifie que le vaccin a induit une réponse immunitaire contre le virus. C’est une bonne nouvelle mais il est important de continuer à appliquer les précautions ( port du masque, distance sociale , lavage des mains, etc )
selon les recommandations de santé publique en vigueur.
Vou ser seguida em princípio durante 1ano.
O meu sentimento é de satisfação com esta minha modesta contribuição.
Desculpe este comentário tão longo.
Grande Kika! É isso mesmo. É difícil perceber as almas prenhes de sensibilidade destes blogueiros, e olhe que esta malta não percebe francês desde 1984.
Maria Odete
Maria Odete, a minha alma de blogueiro está prenhe de insensibilidade para comentadeiros arrogantes, donc va se faire foutre.
Kika, saúdo esse seu voluntariado, que entendo como digno contributo de cidadania. Mas entendo que a questão que o Pedro Correia levanta no seu comentário – e a que também tentei aludir no postal – é outra. No ínicio do processo de vacinação apareceram algumas vozes propagandeando a recusa da vacina – em termos de expressão na comunicação social eu lembro uma declaração nesse sentido de Maria José Morgado. E botei (também aqui no DO) da inaceitabilidade dessa posição. Entendo que vacinarmo-nos é um dever cívico – talvez ainda mais do que no caso de outras vacinas – devido à situação (económico, psicossocial) que o Covid-19 causa. Mas uma coisa é o dever cívico, uma obrigatoriedade moral, outra é a obrigatoriedade jurídica. E esta inexiste. Como tal estas limitações de deslocação a espaços são repudiáveis. Nem discuto a constitucionalidade disto, dado o emaranhado de discussões sobre leis e seu espírito, no qual sou leigo. Mas isto não é aceitável, é uma discriminação má em si mesmo, e que abre caminho (como outras decisões tomadas ou propaladas ao longo desta pandemia) a um crescente e desmesurado controlo dos cidadãos. Medidas que não só são perigosas dados os avatares que potenciam, como são de utilidade muito reduzida (se alguma têm), e seriam totalmente desnecessárias se houvesse algum tino, uma coerência nas políticas estatais, que não passam de uma trôpega cabotagem que agora aportou nesta indignidade. É disto que se trata, uma via errática de decisões erráticas, convulsas, que conduz a este tétrico apoucamento das liberdades individuais e colectivas.
Tá a ver Kika, era o que eu dizia: tanta justificação do jpt para fugir com o rabo a seringa.
Se o jpt tivesse lido a cara comentadora Kika em vez de ter ficado de olhos esbugalhados sem perceber patavina, possivelmente perceberia alguma coisa. Sendo assim: o melhor mesmo é o santíssimo ir passear nu pela cidade!
Maria Odete
Agradeço a sua pachorra jpt.
Fiquei muito mais esclarecida. O facto de não viver em Portugal
faz com que não esteja muito ao corrente do que se passa no nosso país.
As minhas desculpas ao Pedro Correia .
O que se passa em Portugal é o que se vai passando nesta Europa fora.
Existem más decisões como em todo o lado mas o pior que esta pandemia tem revelado é o egoísmo próprio de não se perceber que estamos numa pandemia e em tempos de excepção exigem medidas de exceção que de preferência sejam administradas com o devido bom senso na medida do possível, o sentido literal da lei não deve ser para aqui chamada, porque os tempos são ou devem ser de flexibilização.
Não tem que pedir desculpa, porque não ofendeu ninguém.
Nada tem de que me agradecer, estamos em conversa, eu é que agradeço a atenção dada ao meu postalito.
Kika, sem desvalorizar seu contributo para a ciência e altruísmo para com os demais, deixe-me dizer-lhe que a resposta que recebeu diz respeito à capacidade de seu organismo em reagir a um agente externo, neste caso um pedaço da proteína spike, e não a capacidade para se imunizar perante uma agressão efectiva do vírus.
Esse estudo que realizou está em linha com estudos feitos em Israel que indicavam uma taxa de 95% de eficácia perante a vacina administrada. Porém a realidade demostra que a tal eficácia está abaixo dos 64%.
Proteja-se. Confie na Virgem que é mais prudente.
Nota: respondo também ao jpt.
Agradeço o seu conselho. Faço muito atenção a tudo isto
até porque sou uma pessoa de saúde frágil.
Cumprimentos
Vento, lamento mas não percebo bem em que me está a responder. Se é no que refere da necessidade de nos protegermos muito lhe agradeço, estou totalmente de acordo – como continuo a dizer desde bem antes do ciclo de vacinação “isto só acaba quando começarem a vender um antigripe Asclepius apropriado”. Já se é no respeitante ao apelo à protecção divina aí já discordo, placidamente, pois sigo ateu. Saudações.
Começo por dizer à laia de disclaimer dedicado à D. Maria Odete (a quem dedicaria umas linhas em francês se eu fôsse “mal-élevé”) que sou bilingue no caso do francês (até sou trilingue se incluírmos o inglês, mas isso agora não conta para aqui).
E acrescento que o mérito não é meu mas dos meus pais que se sacrificaram para que isso fôsse possível.
Posto isto passemos ao que interessa.
Como tenho os meios financeiros para isso e conheço os médicos certos (por razões infelizes que para aqui não são chamadas) estamos aqui em casa a fazer exactamente essa mesma sequência de testes mas à nossa conta (não é barato mas andei muitos anos por “vidas” em que aprendi a não confiar em tudo que me dizem ser lindo).
E estou ansioso por saber o que é que irão dizendo quanto à evolução dos seus porque o que lhe estão a dizer não nos ensina grande coisa para além de continuar a ter os cuidados todos que já tinha e, até aí, todos sabemos que isso é essencial.
A liberdade para mim também é essencial.
Até já começo a ficar arrependida de ter escrito esse comentário.
Como é anónimo será difícil eu informá-lo da evolução desta minha aventura.
Terei muito prazer em divulgar os resultados futuros sejam eles positivos ou
negativos. É exactamente por isso que sou voluntária. Talvez seja útil e se não for
ao menos tentei.
Passar bem
Desculpe lá mas não sou mais “anónimo” que a “kika”, talvez V. seja mais fácilmente identificável aqui mas para o efeito de pôr aqui os resultados futuros é igual, se não fôr eu a aproveitá-los outros serão, quando se quer fazer “serviço público” publica-se a informação e pronto.
Não me parece que tenha percebido bem o que escrevi mas não faz mal.
E não vejo bem porque é que estar informada em quase permanência da sua situação pessoal seja uma aventura, pelo contrário imagino que se ter disponibilizado (e muito bem) para esse estudo seja uma escolha sua para viver mais descansada no sentido de estar sempre a par daquilo que mais a preocupa por estes tempos.
Aqui na família directa há neste momento 3 cancros activos (um deles extremamente grave) e só não se fazem exames completos todos os meses porque alguns deles têm que ter intervalos temporais.
Portanto passar bem você também.
Começo a ficar sem pachorra para o aturar.
Os problemas que tem na sua família deixam-me triste.
Acredite que não é um caso único.
Rápidas recuperações para todos eles e coragem.
Que mais posso dizer?
Igualmente para si pois também já cansa tanta paranóia junta.
Lamento que tenha fugido ao que estava em causa no início do meu comentário para se concentrar de forma pouco polida no que lhe convinha com uma chachada da dimensão do
“Acredite que não é um caso único” para um tipo de 76 anos que já viu quase tudo por toda a parte.
Não me estava a queixar de problemas nenhuns, nunca me queixei, mas a comparar situações comparáveis de testagens de acompanhamento.
Você está de tal modo “apanhada” que nem percebe o que lhe estão a tentar dizer como se viu por esta troca de conversas que teve com vários outros e comigo.
Como é que alguém se vai vacinar sem saber o conteúdo das vacinas e tão pouco saber onde, quando e quem, fez o isolamento e purificação do vírus. O ministério da saúde quando intimado pelo tribunal administrativo de Lisboa disse, não ter qualquer prova de isolamento e purificação do vírus nem qualquer prova científica dos benefícios de máscaras, gel desinfectante, confinamentos… isto é, não tem prova nenhuma de nada e quanto a mortes têm registadas152 de e com covid, e dessas só 4 foram autopsiadas desde 1/1/2020 até 14/4/2021. Acorde senhora, pois provavelmente levou placebo porque os inoculados com o conteúdo programado, estão a cair como tordos ou a ficarem muito mal… Quem aceita ser cobaia de algo experimental e nada esclarecido!? Ninguém que pense de certeza…
Anónimo, tem toda a razão quando aponta – pelo menos a mim – essa gritante inconsciência de aceitarmos ser inoculados com soros dos quais desconhecemos composição e efeitos, imediatos e posteriores. Eu acabei por fazê-lo, sem proceder à investigação que deveria ter realizado, alguma inércia e conformismo social vingaram. É certo que, como julgo ser visível, ainda não morri mas notei, à vista desarmada e sem quaisquer análises bioquímicas, efeitos imediatos bastante preocupantes: dei disso conta numa série de postais de teor médico no meu blog individual, culminando neste texto sumário das transmutações acontecidas: https://estan.blogs.sapo.pt/vacinacao-c ontra-o-covid-boletim-242121
Penso que nesta altura todos somos cobaias.
Quem foi vacinado com a Pfizer [eu levei a segunda dose há catorze dias] é provável que tenha que levar um reforço, uma terceira dose.
Pois … desculpe contrária-lo mas ando informada tanto
quanto possível. Acordada também até mais do que desejaria.
Goze da sua liberdade em perfeita saúde é o que lhe posso desejar.
Talvez os maluquinhos como eu um dia lhe possam ser úteis.
Passar bem
Não sou o “anónimo” a quem respondeu mas escrever que “Talvez os maluquinhos como eu um dia lhe possam ser úteis” não lhe fica bem pois, tendo em conta que temos todos tantas dúvidas e tão poucas certezas, é evidente que ver quem está tão preocupada que nem dorme como a “kika” ter tanta superioridade moral é intrigante.
Estou vacinadíssimo, está tudo cá na família, mas pergunto-lhe: essa frase é uma promessa ou uma ameaça?
Só para saber o que nos espera…
Desisto do alto da minha superioridade.
Passar bem
As minhas vacinas foram administradas nos locais próprios
onde todas as outras pessoas vão. Se foi placebo foi para todos.
A única coisa que faço é dar sangue.
Parabéns pelo seu voluntariado, Kika.
Uns falam, outros fazem. É uma enorme diferença.
Uma gota de água no oceano.
Muito obrigada Pedro Correia.
“um país onde nenhuma vacina é obrigatória”‘
????
Têm a certeza Pedro Correia ?
Nenhuma vacina incluída no Plano Nacional de Vacinação é obrigatória. Nem nenhuma criança é vacinada em Portugal contra a vontade expressa dos pais.
No tempo do Salazar havia duas vacinas decretadas obrigatórias em 1962: contra a difteria e o tétano. Ambas as doenças são hoje totalmente residuais. Em 2015 não houve qualquer caso registado de difteria em Portugal e nesse mesmo ano foram registados só 15 casos de tétano.
Sou favorável à vacinação, já escrevi sobre esse tema aqui. Mas discordo totalmente de qualquer tentativa de legislar sobre a matéria para tentar tornar as vacinas obrigatórias e compulsivas. Isso é próprio de regimes totalitários.
Eu quero recordar que nos alvores deste processo de vacinação li vários adversários desta vacina – com os quais discordo – alertarem que logo se iria instituir um processo de separação entre vacinados e não-vacinados, que isso seria regulamentado, etc, vozes que redobraram quando se ouviu falar de um certificado de vacinação [um mero Boletim de Vacinas, necessário para visitar alguns países, resmunguei]. Insurgi-me contra o alarmismo, até histriónico, dessas posições. Como se vê estava eu errado. Continuo a discordar, e muito, dos que se recusam a vacinar – e ainda mais do que propagandeiam ou propagandearam ess posição. Mas não há dúvida que tinham razão nessa previsão. E perceber que este apartar de cidadãos vacinados dos não-vacinados (ou não testados no local) surge apenas umas semanas depois da “conquista” governamental de abrir o país ao turismo barato britânico e da nova “prenda” aos profissionais de saúde com a final da Liga dos Campeões é a demonstração final, se tal fosse necessário, da gigantesca incompetÊncia deste governo.
Relativamente a toda a medida filha-da-putice que vem ocorrendo em Portugal, gostaria de dizer que assistiremos nas próximas semanas ao aumento de casos de contaminação, internamentos e internamentos em UTI.
Posto isto, será de elementar bom-senso que os cidadãos vacinados e não vacinados evitem permanecer em espaços interiores por muito tempo, optando por esplanadas e vida ao ar-livre, evitando frequentar espaços onde seja necessário apresentar certificado covid ou teste covid. Pois esta exigência pretende transmitir uma falsa segurança e a existência de um falso ambiente de esterilização que conduzirá a comportamentos inadequados.
As vacinas não impedem a pessoa de ser contaminada, de propagar o vírus e contaminar outros e até mesmo da possibilidade de morrer por essa contaminação.
Mais ainda, as vacinas, quaisquer que sejam (gripe, covid…) não aumentam a imunidade. O que permite a melhor activação do sistema imunitário é possuir um sistema imunológico capaz. Assim, se não tiver um sistema imunológico capaz, e que responda, as vacinas não irão substituir-se a esse papel.
Nesse sentido recomenda-se ainda mais prudência a pessoas idosas e outras não idosas em estado debilitado ou com morbilidades.
Tem razão no que diz, a prudência deve continuar após as vacinas.
Também tenho razão relativamente ao aumento de contágios, internamento e internamento em Cuidados Intensivos. Ver aqui dados de ontem, que foi domingo e em dia de menor testagem: ploads/2021/07/497_DGS_boletim_20210712.p df
https://covid19.min-saude.pt/wp-content/u
Nada dos lamentáveis factos que indica reduz a pertinência da vacinação. E isso para mim é o fundamental. Quanto ao resto, insisto, sem repetir o que coloquei em comentário acima, a questão é o atrapalhado fluxo decisório que nos traz a esta situação que permite este tipo de decisões avulsas, estuporadas. E que lesam o espírito de vida colectiva.
O fundamental são as vidas e não a vacinação. Já respondi lá em cima. Ninguém tem mais valores morais ou éticos por se vacinar ou não. Ambos podem infectar-se mutuamente no mesmo grau. A vacina não protege a transmissibilidade.
Já agora, se ainda não conhece, deixo para si “Comboio de sal e de açúcar”. Um filme moçambicano que remonta a acontecimentos em 1988 naquela terra. Wmk
https://www.youtube.com/watch?v=riZW7uxR
Vento tem V. razão quando resmunga contra a minha utilização do argumento “moral”. Mas defendo-me, nisto dos constrangimentos dos termos e conceitos. Até porque muito me irrita a argumentação moralista. Ou seja, o quero dizer é que não sendo a vacina uma obrigação legal ela surge-me como uma obrigação cívica, convocando não dimensões jurídicas mas morais. Nisso apelo a uma avaliação subjectiva (que é apenas minha): independentemente de se as vacinas são mais ou menos eficientes [questão que alguns discutem e que eu não persigo] o que entendo é que a vacinação global da sociedade reduz o contágio lesivo, a pressão sobre os serviços sanitários, e a pressão psicossocial e permite o retorno à tal normalidade (que não uma “nova normalidade” como foi aventado), tanto económica como sociocultural. Ou seja, a avaliação do acto individual de vacina não a radico no destino próprio (quero ou não ser vacinado) mas sim nos efeitos colectivos nesta situação de pressão extrema. Mais me defendo, o que me causou (tal como acima refiro) a irritação não foi com as decisões autónomas dos indivíduos em não se vacinarem – em última análise apenas lesando os próprios, se tal for o caso – mas sim o propagandear dessa opção como se essa fosse socialmente útil. Ora isso não é real, o que se poderá discutir é se um plano de vacinação será mais ou menos útil consoante o tipo de práticas colectivas e políticas públicas seguidas. E aí defendo-me, o panache patético das proclamações de há uns meses de meia dúzia de plumitivos de que “não me vacinarei” (gostaria de saber agora se o mantiveram) não me parece produtivo para o bem comum. Nesse sentido apouco-o moralmente.
E muito obrigado pelo filme. Conheço, e ao livro. Mas é sempre bom sabê-lo disponível. Saudações.
E compreendi seu postal. Mas abordei o tema que me interessava até porque vem aí uma onda moralista, de gente com duvidosa moral nesta matéria de vacinação e saúde pública. Ainda mais grave será permitir que mercantilistas (como bem ilustra seu postal) sejam transformados em vigias dessa mesma (i)moralidade.
A vacinação é uma merda e ainda não garantiu nada, a não ser biliões para farmacêuticas e entretenimento para políticos, alguns profissionais de saúde (que deviam estar ocupados a cuidar não da covid mas de doentes), cientistas de ocasião e palpitadores de bancada. Porém esta afirmação não está aqui para ridicularizar quem se vacina, pois isto é uma opção tão válida quanto a de género, mas sem fundamento científico em ambos os casos.
E também não está vertida para dizer às pessoas para não se vacinarem, pois estas são e estão no mesmo nível de risco de transmissibilidade, de adoecer e até morrer que todos os demais.
A imoralidade de tudo isto também reside no facto de – como prova ali a Kika – estarem a fazer estudos não nas condições e no tempo de experiência em que deviam ser feitas, mas transformarem populações em cobaias para adquirir certezas que se deviam obter com mais moral e ética. Sim, já existem Asclepius por este mundo a curar com ivermectina na dose certa por peso corporal coadjuvada por outros fármacos e sem perda de um único doente, desde que a terapêutica contra o bicho se inicie nos 3 primeiros dias de sintomas.
Já sei que é ateu, isto é: um crente na inexistência de Deus. Eu sou crente, continuando a acreditar que o homem tem jeito. É esta a diferença fundamental entre um crente e um ateu. Quanto ao filme, nada que obrigadar. Saludos.
Que provas científicas tem o senhor de que estas vacinas são boas se são experimentais e esta fase de testagem, só acabará em Dezembro de 2023! Que provas científicas tem o senhor de uma vacina feita, quando nem ainda se sabia que vírus era!? Relembro-lhe que em Março de 2020 ainda não se sabia que vírus era e em Dezembro já estavam a vacinar… Estranho não!… Uma vacina precisa de anos de experimentação, mas aqui todos se oferecem para essa mesma experiência… gravíssimo ou inconsciência de todos que se oferecem para tal aberração!… Que provas tem, de que surtem efeito positivo se só agora, estão a ser experimentadas?! Apresente provas de que causam imunidade se nunca antes foram testadas, logo nada se sabe dos seus benefícios, mas muito se sabe dos péssimos efeitos colaterais das mesmas… Como confiar em inoculações, cujas farmacêuticas pediram para serem ílibadas, de todo os processos judiciais que lhes fossem postos, devido aos efeitos adversos das mesmas…
Anónimo último, não percebo a qual dos comentadores convoca para apresentar provas científicas da excelência das vacinas. Se é a mim apenas posso partilhar que, na sequência da investigação sobre a qual já escrevi (deixei ligação acima para um dos ensaios que produzi), já fui submetido a um teste científico, realizado por amigo que é engenheiro formado no IST, e foi comprovado que estou a emitir em 5G
Não vejo o que tem de chocante a fotografia. A escada rolante dá, presumo eu, acesso ao andar do centro comercial reservado aos restaurantes. Como esses restaurantes são interditos a certas pessoas, coloca-se o sinal de interdição logo à entrada das escadas rolantes. Qual é o mal?
Comer em restaurante não é um direito inalienável. E de qualquer forma, há sempre restaurantes com esplanada nos quais comer.
Balio, esqueceu-se de assinar?
Quando ia à discoteca também havia uma sala reservada…
Esta é a versão neo-contemporânea
o consumo é mais caro…
Não foi esquecimento, foi a assinatura automática que desapareceu sem eu ter notado.
Acontece. Mas, como se comprova, V. é inconfundível. Ainda temi que fosse um qualquer outro a sonhar-se ilegítimo avatar.
Balio comete lavouradas sem assinar Lavoura.
Inconfundível.
Eu louvo o labor de Lavoura
Muito antes da pandemia,havia cartazes em todos os restaurantes a dizer” reservado o direito de admissão”. Qual a diferença. E outra informação,o certificado digital não é só em Portugal. Foi aprovado. Bruxelas no dia 01/07/2021. Venham cá á Alemanha e vejam onde temos que mostrar. Gente que não sai do País, dá nisto…
ó Anónimo muito viajado um bocadinho menos de cagança ficava-lhe bem: “reservado o direito de admissão” é o título do postal. E por alguma razão: porque foi, há anos, erradicado da legislação. Sobre o resto que diz, lá do alto do seu pretenso cosmopolitismo, tem a mesma pertinência do que o seu vácuo anterior.
É pá isto é mesmo só para socialista ver.
Um tipo chegas lá mostra QUALQUER certificado e entras.
Ninguém, e muito menos está na decisão do conselho de ministros patetas, que um empregado de mesa peça a identificação a um cliente, por isso, aposto, que para o próximo fim de semana, já não há nada.
Não sei se é no Allegro do Montijo, parece. Este tem uma entrada exterior para a zona de restauração. Ninguém se entende. Se forem só buscar comida, uns pedem outros não. Aconteceu com o meu filho. Nos hambúrgueres, foi buscar, “no problem” é “take away,” nas sopas não, e então o cúmulo foi a funcionária ir atrás do meu filho com a sopa para entregar à porta, e ele depois entrar atrás dela para ir buscar os hambúrgueres.
Entretanto iam chegando os Uber para levar comida e dispensados de testes ou certificados. Está tudo doido
É evidente que, no meio disto tudo, há um caos. Também me aconteceu há uns meses no Vasco da Gama. Fora lá com a minha filha. Chegada a hora de almoço não nos era possível comprar uma refeição nos restaurantes abertos (“comida para fora). Mas havia dezenas de motoristas daquela Glovo para levarem comida. Deve ser isto que se entende por apoio à empregabilidade e à iniciativa privada.
Não há nada que tanto irrite o povo português como ver-lhe interditado os seus tradicionais costumes familiares. Neste caso, o costume familiar do almoço de domingo de toda a família (avós, pais e filhos) num restaurante. Essas coisas não, o povo português não tolera que lhe retirem.
A liberdade de educação das crianças bem pode ser deitada fora, o equilíbrio emocional e mental dos jovens também, a liberdade de reunião também não interessa nada. Agora, o almoço de domingo com avós e netos, esse é intocável!
E a esperteza tuga. Diz aqui um que se pode mandar star um certificado qualquer!!?? Ontem almoçei num restaurante,antes de entrar,mostrei o certificado digital,que me foi dado pelo SNS. Tudo o que seja aceite que não este, é vigarice de parte a parte
E a multa deve ser paga pelos dois,restaurante e o trafulha que mostrou. Simples.
conversa de chacha
A sério? Então vá ao restaurante “Tico Tico” em Alvalade/ Lisboa,que foi onde fui. Quer queira ou não em Portugal agora é assim. Estamos na Europa.
Lamento Anónimo o meu “conversa de chacha” era resposta a Anónimo anterior, sobre os almoços de domingo.
Quanto ao que diz nada me leva a duvidar que assim isto decorra. Mas adianto que não sou, e desde há muito, grande frequentador do “Tico Tico”, consagrado restaurante que me parece excessivamente caro para os produtos que disponibiliza, porventura efeitos de uma fama conquistada noutras eras, quando as Avenidas eram novas. Nessa zona para gastar (o que me acontece cada vez menos) prefiro o restaurante do mercado, com excelente serviço e peixe digníssimo, o Salsa & Coentros ao Pote d’Àgua. E a preços mais acessíveis o digníssimo Courenses. Agora com certificados e testes prévios é que não me apanham…
Confesso que há muito deixei de seguir as regras. Não há paciência.
Pelo que percebo, nas zonas de risco, ao fim de semana, é preciso certificado ou teste para entrar num restaurante.
Pergunto, o que impede alguém de um concelho de alto risco ir a um restaurante de um de baixo risco, sem obrigatoriedade de teste, ir infectar a malta toda? Ou o problema é assumir que o pessoal é que está infectado?
está a atirar mais lenha para a fogueira
Também gostava de perceber qual a competência de um empregado de mesa para realizar um teste covid. Sempre que precisei de um, fui obrigado a realizá-lo com profissionais de saúde devidamente credenciados. Afinal não precisava de ir a uma clínica, bastava ir ao tasco do senhor joão.
há por aí um filme a correr, com a vacina do covid tornada uma dupla dose de bagaço tomada ao balcão da taberna
Ontem no Porto vários restaurantes explicaram como fazem . Quem não quer ficar na mama do estado/ subsídios, arregaça as mangas e trabalha. Não anda nas TVs com queixinhas.
não tomei conhecimento
Têm lá um profissional de saúde certificado para os fazer?
É que tudo o que não seja isso vale zero.
O teste feito pelo empregado de mesa vale tanto como um auto-teste feito por mim
Não sou negacionista, mas já me disseram isso na cara, apenas tenho muitas dúvidas e algumas certezas.
Quando a pandemia começou, disseram que as máscaras davam uma falsa sensação de segurança, poderiam ter dito a verdade, olhem não existem máscaras para todos, até as haver, as que existem estão reservadas para profissionais de saúde. Depois disseram que a “vacina” não iria ser obrigatória, como era de esperar já arranjaram esquemas (a palavra seria estratégias) mas esquemas assenta que nem uma luva ao legisladores defensores da constituição.
Vejam ao que isto chegou, tiveram de dar letras do alfabeto grego (que ninguém conhece) para esconder a proveniência das “variantes” e o fulcral que é a investigação no epicentro do vírus não foi feito.
Mais um acaso, a 1ª variante “apareceu” no Reino Unido um ANO após ao 1ªs noticias de um vírus misterioso ter “aparecido” na China e ao mesmo tempo que o Reino Unido iniciava a vacinação.
P.S. – A partir de dia 17 teremos de passar á clandestinidade
WW
Eu continuo a resmungar que a vacinação é um dever. Mas isso não é sinónimo,bem pelo contrário, de ser obrigatória. E é nosso dever também frisar essa diferença.
“Vejam ao que isto chegou, tiveram de dar letras do alfabeto grego (que ninguém conhece) para esconder a proveniência das “variantes” e o fulcral que é a investigação no epicentro do vírus não foi feito.”
Precisamente, a destruição da informação na linguagem continua.
A destruição da “informação” começa pela apologia da ignorância crassa, neste caso ignorar as primeiras letras do alfabeto grego e de caminho o delta do Nilo. Pelo amor da santinha!… É obra escrever assim sem largar a rir à gargalhada.
Quanto às denominações, biba a linguagem pitoresca: “a variante dos lagartos”, “a variante de Wembley”, “a bariante da Che-ampions”, a variante dos chinocas (que são uns malandros), a variante woke, a variante de Sua Eminência, Excelência, Doutor, Engenheiro, e Presidente do Brasil (cuja virulência é nula contrariamente ao que afirmam com dolo os marxistas culturais), a variante LGTB.e.s (juntes venceremes!), e a variante do raio que o parta, que assim é que se avia uma informação bem informada.
um bom rol de variant@s
O senhor Miguel é que acha isso, menosprezar informação, fazê-la evaporar-se no ar, ir mentindo aqui e acolá, dourar a pílula, manter a ignorância, incentivar o medo e no final dizer que não vimos nada nem sabíamos de nada.
Felizmente não são tácticas novas, já as vimos este século, algumas com consequências humanas bem mais graves do que vírus chinês até agora.
WW
Não leve a mal que não é menosprezo, é apenas o espanto de cruzar alguém que proclama nunca ter travado conhecimento com o delta de Vénus.
Desculpe jpt vou aqui deixar uma confissão que já confessei a incontáveis paredes, ando com insónias a dormir pouco ou nada, principalmente quando estou acordado, e não vislumbro vacina que me valha. Tentei a velhinha táctica de contar carneiros, mas só me aparecem com duas patas.
Abençoada fartura.
Que o meu Deus a todos ilumine.
As vacinas para a insónia são um insondável mistério divino. Mas há paliativos quotidianos, a cada um a sua mezinha. Eu não sou dado a esses padecimentos mas lembro-me de soluções que encontrei ao longo da vida para os raros momentos em que fui acometido dessa perturbação. Nenhuma delas me parece adequada a este mal geral, de sonambulismo radical.
Melatonina, hormona produzida por uma glândula. Regula o sono. À venda nas farmácias sem receita médica. Abundante informação na net.
eu sempre resolvi de outra maneira, sem recurso a produtos farmacêuticos
Está quase…
Parece que a próxima resolução do conselho de ministros é obrigar os não vacinados a andar com uma estrela amarela ao peito. E quando vier o dinheiro da bazuca é para fazer a ligação do TGV a Auschwitz.
Chegaram à conclusão que é a forma mais eficaz de acabar com os vírus todos.
Não confundamos o manuel germano com o género humano
Você agora fez-me lembrar o Mário de Carvalho.
Eu sei que a comparação é exagerada, mas não há nada melhor que o extremar de posições para abanar consciências.
É do Mário de Carvalho a boutade? Eu encontrei-a por aí, já popularizada. E é porreira.
Eu já estou munido do meu passaporte “vacinário” e, portanto, apto a frequentar o interior dos nossos restaurantes. Permitam-me, todavia, que aqui apresente as seguintes questões:
– Habilitado com tal passaporte, terei direito a pedir aos empregados e empregadas (tudo gente jovem) que servem no estabelecimento que frequento controlando se eles e elas estão convenientemente vacinados?
– E, se não, posso exigir que façam um teste rápido na minha presença?
– E, se esse teste der positivo, posso etc. e tal?
Como se compreenderá vivo angustiado, pelo que agradeceria qualquer ajuda.
Coitados dos empregados dos restaurantes, decerto que estrafegados economicamente por todo este processo, ainda terão que levar com tudo isto, e mais algumas más-vontades de clientes mais exasperados
Tem razão, vou desistir da ideia, mas desconfio que os outros, os tais, não têm compaixão de nós.
Isso da compaixão foi chão que deu uvas.
Não houve esta sanha com os lares. Os funcionários só podem entrar ao serviço testados ou vacinados?
“Não me diga nada” sobre essa questão, sff. Que me calei para sempre.
Se eu tenho que apresentar um qualquer comprovativo ou fazer um qualquer teste, porque motivo quem me atende num restaurante não está obrigado ao mesmo? De segunda a sexta posso almoçar onde entender sem necessitar de comprovativos/testes, o que é que muda aos fins de semana? O bicho só ataca em alturas e horas específicas? Não sou negacionista e já levei as 2 “picas”, mas algumas coisas começam a ser um perfeito disparate
Pedro Cunha
Há subjacente a tudo isto – e sem me meter a fazer “estudos culturais” – uma dimensão moralista terrível, tanto no Legislador (de facto no Executivo) como nos anseios populares. Ou seja, pune-se, hiper-controla-se o espaço de lazer mas aceita-se o tráfego viral no espaço laboral. Enfim, é a matriz punitiva que vem ao de cima. Entretanto os analistas falam da bola e os académicos dos trangéneros.
É o resultado de negociações entre o governo e sindicato do vírus. Ficou acordado que o vírus só ataca os restaurantes ao fim-de-semana. E nunca nos transportes públicos. Mas foram negociações muito difíceis. Os representantes dos fabricantes de vacinas… queria dizer do sindicato do vírus, só a custo concordaram que esta pressão era suficiente.
É já sabido que as pessoas em estado de lazer são mais atreitas às infecções
É verdadeiramente impressionante como uma pandemia de casos positivos, que foi felizmente no que se tornou a Covid, consegue apavorar a maioria da população ocidental. Quando é que nos tornámos tão medrosos? Quando é que resolvemos sacrificar tudo por um simulacro de vida?
Tornámo-nos assim quando nos convenceram que íamos todos viver até aos 100 anos (apesar de não haver gente suficiente para nos pagar as reformas…).
E então, para viver até aos 100 anos, abdicámos de fazer tudo o que justifica valer a pena viver até aos 100 anos.
Eu sonho chegar a sexagenário…
Má gestão comunicacional, imprensa histriónica, decisões erráticas. A população oscila entre o temor excessivo e o desplante festivo.
E o que é mais preocupante é que nunca fizemos testes no passado a assintomáticos da gripe para termos um termo de comparação.
Quantos e quantos é que andavam na rua constipados e com pingo no nariz?
Cada vez me convenço mais que esta pandemia não tem nada a ver com saúde pública.
A forma como estão a fazer a manipulação de massas, o controle social e a limitação de liberdades não augura nada de bom.
Esperemos que as eleições em Setembro ponham fim a esta insanidade mental.
As eleições nada vacinam
Mas, às vezes, dão reações violentas.
a ver vamos…